Administração da Manutenção
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Administração da Manutenção


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estoque máximo 
são os da curva ABC que não possuam substitutos temporários 
e interfiram diretamente na produção, como rolamentos 
especiais, válvulas, etc. 
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Estoque mínimo 
Administrar materiais pelo estoque mínimo é admitir um risco de 
15% do estoque chegar a zero. Este sistema trabalha com a 
previsão de um novo suprimento ocorrer quando a última peça 
for usada(gráfico abaixo). 
 
 
 
Assim, as fórmulas ficam reduzidas a: 
L = C . T 
Q0 = Q1 =C (T + t) 
 
Os materiais de manutenção que devem ser administrados pelo 
estoque mínimo são os materiais classe A e B que não interfiram 
diretamente na produção e, ainda, possam ser substituídos 
temporariamente, como o caso estopa e lâmpadas comuns. 
 
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Estoque médio 
Administrar materiais pelo estoque médio significa admitir um 
risco de 3% do estoque chegar a zero. Este sistema trabalha 
com a previsão do novo suprimento ocorrer quando o estoque 
de segurança atingir 50% do seu número de produtos. 
 
 
 
Os principais pontos e fórmulas que compõem o g´rafico do 
estoque médio são: 
Es \u2013 C . Fa 
L = C . T + 
2
Es
 
Qo = C . T (T + t) + Es 
 
Q1 = C (T + t) 
 
Os materiais da manutenção que devem ser administrados pelo 
sistema do estoque médio são todos da curva ABC que 
interfiram parcialmente na produção e possam ser substituídos 
temporariamente, como é o caso de fusíveis. 
Sistema de duas gavetas 
É um sistema muito usado nas almoxarifados e nos postos de 
manutenção. É aplicado para todos os materiais classe C que 
não interfiram na produção, como é o caso de parafusos, 
porcas, arruelas, rebites, eletrodos comuns, papelão para junta, 
colas, etc. 
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Funciona com um lote em uso outro estocado. Quando esgota-
se o primeiro, o segundo entra um utilização. Novo pedido então 
é feito pelo almoxarifado central ou compra direta. 
 
Para estes materiais não são feitos inventários e seu custo é 
diluído no custo da manutenção. 
Sobressalente critico 
É um elemento de grande interferência na produção, não tem 
demanda normal prevista e, geralmente, depois de 
encomendado, tem longo prazo de espera para sua entrega; 
portanto sua estocagem deve ser prioritária. 
 
Esses materiais devem ser analisados com muito cuidado 
quando entrarem para estoque. E,a cada cinco anos, devem 
sofrer uma nova análise. 
 
Em outras palavras, é o sobressalente que, estando em falta, 
causa um lucro cessante comprometedor. 
 
O sobressalente critico pode ser classificado em dois níveis. 
Nível 1/0 
Existe um sobressalente em estoque e, quando ele for utilizado, 
deve-se comprar ou fabricar outro. 
Nível 2/1 
Existem dois sobressalentes em estoque e, quando ele um for 
utilizado, deve-se comprar ou fabricar outro. 
 
Como exemplo de sobressalente critico tem-se o fuso principal 
de um torno ou de uma fresadora. Ele é um componente que 
deve ser encomendado ao fornecedor ou fabricado dentro da 
própria empresa. 
 
Como a probabilidade de falha do fuso é pequena a curto prazo, 
ele está no nível 1/0 
 
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Interferência na produção XYZ 
É um sistema que classifica os materiais da manutenção quando 
a sua importância na aplicação do processo produtivo e sua 
interferência no processo produtivo. 
Interferência X 
É classificado nesta categoria o material que não interfere no 
processo produtivo ou interfere mas não causa descontinuidade 
do processo. 
 
Nesse último caso, existe o reserva imediato (estepe ou \u201cstand 
by\u201d) ou existe material equivalente para substituição sem 
prejuízo da qualidade do processo, exemplo: 
Parafuso,pino, bomba de refrigeração com \u201cstand by\u201d. 
Interferência Y 
É classificado nesta categoria o material que se falhar prejudica, 
em parte, o processo produtivo, pois reduz a quantidade 
produzida (em 15% no Maximo) porém não impede a fabricação 
do produto. 
 
Esse material não possui equivalente para substituição e pode 
ser mantido pelo sistema de estoque médio. Exemplo; fusíveis 
em geral. 
Interferência Z 
É classificado nesta categoria o material cuja falha acionada 
parada do processo, ou seja, sua interferência é direta no 
processo produtivo, por isso não deve faltar. Exemplo: correntes, 
acoplamentos, etc. 
Lote econômico 
A determinação do nível de estoque mais econômico deve \u2013se 
ao fato de alguns custos do estoque e outros diminuírem. 
Quando se aumenta o tamanho do lote encomendado, tem-se 
um custo menor por unidade, porém sobem os custo de 
estocagem e aumentam os riscos de obsoletismo e 
deterioração. 
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A determinação do lote econômico deve ser fruto de uma boa 
análise feita por compras, almoxarifado e manutenção. 
 
Observação 
O quadro abaixo mostra inter-relacionamento dos vários 
sistemas exposto na administração de estoques para 
manutenção. 
 
 Interferência (X) Interferência (Y) Interferência (Z) 
Classe (A) AX IIIIII AY IIIIIIIIIIII AZ IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
Classe (B) BX IIIIII BY IIIIIIIIIIII BZ IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
Classe (C) CX IIIIII IIIIII CY 
IIIIIIIIIIII 
CZ IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
Estoque mínimo IIIIII Estoque médio IIIIIIIIIIII Estoque máximo IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII Duas gaveta IIIIII IIIIII 
 
Análise de sobressalentes 
Consiste numa analise feita através do sistema de arvore de 
possibilidades, com o objetivo de estabelecer se: 
\u2022 O sobressalente deve ser estocado conforme o quadro 
geral? 
\u2022 Existe necessidade de estocar? 
\u2022 Deve ser recuperado, reposto, ou substituído quando ocorrer 
a falha? 
\u2022 É sobressalente critico? 
 
 
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Nas páginas seguintes são apresentados os três passos da 
analise que levam às respostas e auxiliam na organização do 
almoxarifado da manutenção. 
 
Passo 1 
 
sobressalente em análise 
É peça isolada? É conjunto? É componente de conjunto?
É subconjunto
desmontável?
Passo 2 É desmontável
não não não
As peças são normalmente
comercializadas?
Pode ser fabricado
internamente?
É material de
desgaste?
Está sujeito
à fadiga?
É sujeito a danos
por agentes externos?
É material de vida util prevista.
Classificar conforme quadro geral.
não
não
não não
sim
não
sim
Seguir para o
passo 2
sim
sim
não
sim
sim
 
 160
Passo 2 
 
não
Recuperar ou repor quando ocorrer falha
Há sobressalente de reserva?
não
Seguir para o
passo 3
sim
sim sim
Vindo do passo 1 
É de uso remoto e casual? Há equipamento "stand by"não
O risco de nova
falha é remoto?
Recuperar ou repor é
viável e/ou rápido?
não
Não há necessidade de estocar
É mais conveniente, ou rápido, ou fácil substituir?
Substituir quando ocorrer falha
sim
sim
sim
não
não
 
 
161
Passo 3 
 
É sobressalente crítico,
com nível 1/0 ou 2/1
não
sim
sim
Vindo do passo 2
Sua falta paralisa a linha de produção não
não
Seu custo é maior ou igual
ao custo da parada?
Recuperar quando ocorrer a falha
A estação de produção é "gargalo"? A parada é tão grande que torna a
estação de produção "gargalo"?
sim
não
 
 
Cuidados na armazenagem 
As condições de armazenagem não devem abreviar a vida útil 
do material estocado. As condições de higiene, limpeza e 
disciplina de armazenagem são indissociáveis. 
 
Os materiais inflamáveis, os nocivos à saúde, os de alto valor 
unitário,os que requerem ambiente controlados, todos devem 
ser armazenados adequadamente, para que não se tenha a 
perda antes da utilização. 
 
Estima-se que no sudeste brasileiro, 2,7% dos sobressalentes 
estragam-se no almoxarifado. 
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Um cuidado de estrema importância é quando à hora do 
suprimento, pois um estoque diferente fatalmente leva à 
canibalização dos componentes.