Administração da Manutenção
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Administração da Manutenção


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Canibalização é a retirada de peças integradas de conjuntos 
para atender a outro s que apresentam falhas. Esta atitude, a 
médio prazo, elevará extremamente o custo da manutenção. 
Indicações para armazenagem 
A seguir será apresentada uma pequena lista procedimentos 
correto de estocagem dos materiais que mais se estragam nos 
almoxarifados e postos de manutenção. 
Diodos e transistores 
Devem ser guardados com as pontas curto-circutadas para que 
a eventual ionização do ar em volta não cause estragos internos. 
Correias de borracha 
Devem permanecer deitadas e com temperatura controlada 
entre 20 e 24ºC. 
 
O procedimento comum de pendura-las ocasiona microfissuras 
na camada externa, reduzido sua vida útil. 
Motores de reserva 
Devem ser guardados em temperatura ambiente de 40º 
ambiente de baixíssima umidade para evitar a condensação de 
água em seu interior nas primeiras horas de funcionamento . 
 
Outros cuidados importante é o de girar seus eixos (com a mão) 
a cada 30 ou 45 dias para evitar danos aos rolamentos. 
Rolamentos 
Devem permanecer deitados a fim de evitar a corrosão 
eletrônica, que haverá assim que se seu peso consiga romper o 
filme lubrificante entre o corpo rolante e a capa, caso sejam 
mantidos em pé. 
 
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Especificações e codificações 
Especificação 
Elabora a especificação para adquirir sobressalentes e materiais 
para manutenção é sempre um trabalho demorado e criterioso. 
Pode ser necessário desmontar o equipamento para levantar 
croquis ou, então, no caso de material critico é preciso definir 
quando fazer a especificação. 
 
As regra s gerais para especificação de materiais para 
manutenção são: 
\u2022 Detalhar todos os dados necessários à identificação técnica 
e física. 
\u2022 Usar a denominação normalizada ou, em sua falta, usar a 
denominação empregada pela maioria dos fabricantes. O 
ideal é formar um manual sobre denominações por 
especialidades envolvida na manutenção. 
\u2022 Evitar a colocação da marca ou nome do fabricante sempre 
que o material for normalizado e possuir vários fornecedores 
de mesma tenção. 
\u2022 Evitar a colocação da marca ou nome do fabricante sempre 
que o material for normalizado e possuir vários fornecedores 
de mesma qualidade. 
\u2022 Os itens de materiais normalizados tais como parafusos, 
arruelas, anéis elásticos, pinos etc. não devem ser 
adquiridos diretamente do fabricante do equipamento 
principalmente se isso significar importação. 
\u2022 Usar nomenclatura de unidade padronizada, ou seja, peça, 
conjunto, jogo, rolo, metro, quilo, litro, metro quadrado, etc. 
\u2022 Identificar a possibilidade de material similar; o ideal é formar 
um manual de equivalência. 
\u2022 Se for possível, listar os nomes dos fornecedores. 
Codificação 
Um sistema de codificação bem escolhido deve indicar a 
finalidade do material (equipamento no qual será usado) e ser o 
mais simples possível. 
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Uma estrutura de codificação usual e bastante eficiente é a 
seguinte: 
 
AA.BB.CCCCCC - D 
 
AA \u2013 classe 
BB \u2013 subclasse 
CCCCCC \u2013 numero seqüencial 
D \u2013 digito 
de 
controle 
 
Essa estrutura atende aos três tipos de materiais existentes no 
almoxarifado,a saber: 
\u2022 Matéria-prima 
\u2022 Material de consumo 
\u2022 Sobressalentes de manutenção 
Classe e subclasse 
Para os dois primeiros tipos de materiais, a classe será 
estabelecida conforme sua natureza. A subclasse será definida 
pela especificação genérica do material. 
 
Exemplos 
12.20.CCCCCC \u2013 D 
12.32.CCCCCC \u2013 D 
 
Onde: 
07 \u2013 classe dos lubrificantes e acessórios para lubrificação. 
20 \u2013 subclasse dos óleos hidráulicos 
40 \u2013 subclasse dos filtros 
 
No caso dos sobressalentes, a classe é definida conforme o 
equipamento no qual será usado. A primeira classe dos 
sobressalentes deve ser reservada aos componentes 
normalizados que tem uso em mais de um tipo de equipamento. 
 
Exemplo 
50.15.CCCCCC \u2013 D 
54.10.CCCCCC \u2013 D 
54.13.CCCCCC \u2013 D 
 
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Onde: 
50 \u2013 classe dos sobressalentes de uso geral 
15 \u2013 subclasse dos anéis elásticos 
54 \u2013 classe dos tornos automáticos 
13 \u2013 subclasse dos rolamentos de esferas 
Numero seqüencial 
Esse número pode ir de 000001 a 999999 independentemente 
de classe e subclasse e, na pratica, passa a ser o numero de 
identificação dos material, pois a classe e a subclasse são muito 
importantes como dados cadastrais e usos em relatórios e 
estudos estáticos. 
 
Costumeiramente, o numero seqüencial é dividido em faixas 
conforme a área de utilização. 
 
Exemplo 
De 010 000 a 049 999 \u2013 mecânica 
De 050 000 a 099 999 \u2013 elétrica 
De 200 000 a 299 999 \u2013 limpeza, segurança e higiene 
Digito de controle 
Usado nos sistemas computadorizados, é fornecidos pelo 
próprio programa de estocagem do computador, quando se 
estabelece o código pela primeira vez. 
 
Sua finalidade é tornar confiável a informação evitada ao 
computador, evitando eventuais erros de duplicidade de 
informação. 
Fluxo de informações 
Um fluxo de informações rápido e confiável é de extrema 
importância pra a administração de materiais da manutenção. 
 
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O departamento de materiais deve elaborar, diariamente um 
relatório de itens requisitados e não atendidos devido a estar o 
estoque a zero. A partir desse relatório devem ser analisadas as 
possibilidades de atendimento entre manutenção, materiais e 
compras e a seguir, tomar as providencias. 
 
Devera haver um recurso de compras por emergência para os 
casos críticos. 
 
Mensalmente, serão feitas reuniões entre as gerencias de 
manutenção, materiais e compras com objetivo de avaliar a 
administração de materiais de manutenção. 
 
Sem um bom entrosamento, problemas como quantidades 
insuficientes ou excessivas se acumulação, tornando a 
administração ineficaz. 
 
Deve existir um setor de aprovisionamento central de 
manutenção que seja o ponto de convergência das informações, 
isto é, um setor que compatibilize a linguagem das áreas de 
manutenção com a linguagem de compras e com a linguagem 
de gestão de materiais. 
 
O aprovisionamento central será, perante áreas de manutenção, 
o responsável pela falta de qualquer material e o encarregado 
de suprir essa falta. 
Sistema de estocagem 
Um sistema de para manutenção precisa levar em conta as 
diferenças de aplicação dos vários itens de materiais, para que o 
custo da manutenção não seja mascarado por fatores sem 
freqüência constante, tais como adaptações e instalações. 
 
O modo adequado para estocar materiais é separa-los em cinco 
faixas:aplicação direta, temporária, transitória normal e 
prioritária. 
 
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Aplicação direta 
Materiais que, mesmo constando da lista do almoxarifado, não 
passam por ele. 
 
São materiais usados em instalações de novos equipamentos, 
reformas, modificaç\ufffd\ufffdes, adaptações, etc.; são de compra direta 
e exclusiva ao fim a que se definam. 
Aplicação temporária 
Materiais que, sendo itens de estoque ou não, ficam 
empenhados numa ordem de serviços por algum tempo. 
É o caso de materiais usados em reformas, instalações ou 
projetos que precisam ficar estocagem até que se complete o 
lote de compra ou se tenha a disponibilidade de mão-de-obra 
para a execução do serviço. 
Estoque transitória 
É o caso de materiais que serão substituídos por outros mais 
modernos ou eficientes. 
 
Esses materiais terão utilização até estocar o estoque. E após 
um período (um ano por exemplo), os ainda restantes serão 
posto a venda ou sucatados. 
 
Não deve ser permitido o uso do material substituto antes que as 
condições de estoque de estoque zero ou prazo sejam 
satisfeitas. 
Aplicação normal 
É o caso de materiais de uso comum, com rotatividade normal 
considerados os padrões da empresa. 
Aplicação prioritária 
Trata-se, nesse caso, dos sobressalente críticos. 
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Compra de sobressalentes