Administração da Manutenção
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Administração da Manutenção


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de produção A
Unidade de produção B
Unidade de produção C
Gerênica de
produção
Gerência de
manutenção e
oficina
 
 
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Instalação descentralizada 
Tem como objetivo atender o mais rápido possível à produção 
em instalações industriais que ocupam grande área física. Deve 
atender também às paradas em equipamentos completamente 
diferentes dentro de uma mesma unidade de produção. 
Exemplo: plantas de processo contínuo. 
Vantagens da instalação descentralizada 
\u2022 Facilidade em dar respostas rápidas às solicitações de 
serviços, devido ao curto tempo de deslocamento. 
\u2022 Mais simplicidade na supervisão e programação de 
trabalhos, quando comparado ao modelo centralizado. 
\u2022 A equipe de manutenção adquire grande conhecimento dos 
equipamentos de sua área de ação. 
\u2022 Rapidez na solução das panes. 
Desvantagens da instalação descentralizada 
\u2022 Mão-de-obra dividida entre vários setores independentes, 
dificultando a união na hora dos grandes serviços. 
\u2022 Aquisição de equipamentos idênticos para uso em equipes 
diferentes, causando a duplicidade desnecessária. 
\u2022 Tendência de contratar mais pessoal que o necessário. 
\u2022 Dificuldade em justificar a contratação de especialistas caros 
para um só setor. 
 
Unidade de produção A
Unidade de produção 
Unidade de produção C
Gerênica de
produção
Ausência da
coordenação
central
Manutenção A
Manutenção C
Manutenção B
 
 
 
184
Instalação mista 
É aquele que tem uma oficina central e vários postos de 
manutenção distribuídos pela fábrica. 
 
Na oficina central, são feitas as reformas, os reparos 
impossíveis de serem feitos no campo e a fabricação de peças. 
E também é onde os equipamentos caros e de pouco uso em 
cada área ficam alocados, tais como guindastes, empilhadeiras, 
instrumentos de ajuste e calibragem, etc. 
Vantagens da instalação mista 
\u2022 A combinação das vantagens das instalações centralizadas e 
das descentralizadas, isto é, a rapidez da descentralizada e 
a qualidade dos recursos da centralizada. 
Desvantagens da instalação mista 
\u2022 Tendência para o excesso de pessoal em algumas áreas. 
\u2022 No caso de trabalhos na oficina central, as prioridades são 
estabelecidas pela manutenção, criando assim dificuldades 
para a hierarquização dessas prioridades. 
 
Unidade de produção A
Unidade de produção 
Unidade de produção C
Gerênica de
produção
Gerência de
manutenção e
oficina centra
Manutenção A
Manutenção C
Manutenção B
 
 
 
185
Subordinação da manutenção 
A manutenção nasceu para atender a produção e ficou muito 
tempo a ela subordinada. 
 
No entanto, essa hierarquia é a menos indicada pois os 
supervisores e gerentes têm toda a sua rotina voltada para a 
meta de produzir, o que em geral fará a manutenção ser 
relegada a segundo plano. 
 
Outra solução existente é a subordinação da manutenção ao 
órgão de engenharia da fábrica. Essa hierarquia também é 
pouco indicada pois apesar de existirem afinidades entre 
profissionais de manutenção e de engenharia, em situações 
emergenciais ou em tomadas de decisão rápidas, costumam 
ocorrer problemas. 
 
O pessoal de engenharia está habituado aos estudos 
demorados e ricos em detalhes, perdendo, às vezes, a visão de 
conjunto. A manutenção, por sua vez, lida freqüentemente com 
situações que existem saídas imediatas. 
 
A posição mais recomendada é subordinar a manutenção à 
direita da fábrica, como nos modelos já expostos. Dessa forma, 
a direção geral estabelece as metas de produção ouvindo a 
manutenção sobre a capacidade das máquinas e seu estado. 
 
Subordinar a manutenção à diretoria faz com que ela tenha um 
atuação técnica dedicada exclusivamente ás tarefas de manter, 
e, ainda, possa oferecer aos mantenedores: 
\u2022 Plano de carreira apropriado à manutenção: 
\u2022 Níveis hierárquicos e perspectivas compatíveis com a 
manutenção. 
 
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Arranjo físico para manutenção 
Um bom arranjo físico e adequada localização são importantes 
para a eficiência da manutenção. A otimização do tempo de 
atendimento é obtida com a redução dos tempos de percurso e 
dos tempos de esfera no balcão do almoxarifado. 
 
As oficinas de manutenção e o almoxarifado de sobressalentes 
devem estar o mais possível da área a ser atendida. 
 
No caso de grandes instalações é aconselhável a instituição de 
postos de almoxarifado avançados com o fim de atender a 
maioria das ocorrências de manutenção corretiva. 
 
Internamente, o arranjo das oficinas devem favorecer os 
seguintes aspectos: 
\u2022 Facilidade de acesso a ferramentas e materiais; 
\u2022 Proximidade entre os setores da manutenção elétrica, 
mecânica, hidráulica, etc, para eficaz troca de informações e 
serviços; 
\u2022 Localização da chefia em local de fácil visão; 
\u2022 Local apropriado para solda, ou seja, fechado mas com boa 
exaustão de gases; 
\u2022 Local seguro para escadas e tubos, com facilidade para 
manuseio e conservação; 
\u2022 Serra elétrica localizada em ponto propício ao corte de tubos 
e perfilados, sem necessidade de manuseios complicados; 
\u2022 Talha em local favorável à carga e descarga. 
Área para o mantenedor 
A área útil para os trabalhos na oficina de manutenção é de 
2,75m2 por homem, isto é, é essa a área destinada ao 
mantenedor se movimentar e realizar sua tarefa. 
 
A área média para apetrechar cada mantenedor é de 5,5m2, isto 
é, é essa a área destinada a armários, bancada, ferramental, 
etc. 
 
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A área total é, portanto, de 8,25m2. Admite-se uma área de até 
6,2m2 por homem em espaços pequenos. 
 
Observação 
Os valores apresentados não consideram a área destinada às 
máquinas. 
Percentual de funcionários 
O percentual de funcionários atuando em manutenção numa 
empresa de médio porte é de 5% do total de funcionários da 
empresa. Em empresas de grande porte, esse percentual pode 
chegar a 7%. 
 
Esses valores são médios e podem dobrar em alguns casos. 
 
Do total de funcionários da manutenção, 4% em média são do 
planejamento, 26% em média são da chefia e 70% são da 
execução. Destes 70%, 1/3 são eletricistas e eletrônicos e 2/3 
são mecânicos de diversas especialidades. 
Reorganização da manutenção 
Em algumas ocasiões, a eficiência do setor de manutenção 
mostra-se comprometida. Essa constatação indica ser preciso 
fazer uma reorganização do sistema. 
 
Os principais sintomas de manutenção ineficientes são: 
\u2022 Os períodos de parada são muito grandes e tendem a 
crescer, trazendo prejuízos aos custos de produção. 
\u2022 Os níveis de produção são fracos devido a falhas constantes 
dos equipamentos. 
\u2022 O planejamento da produção é ineficaz devido á baixa 
confiabilidade dos equipamentos. 
\u2022 Os custos de manutenção aumentam e as razões desse 
aumento são desconhecidas ou negadas. 
\u2022 A indisciplina do pessoal da manutenção aparece, revelando 
o descontentamento com a chefia que mostra-se parcial em 
suas atitudes. 
 
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Diante desse quadro de sintomas, os principais itens a serem 
trabalhados são: 
\u2022 Redução do tempo de atendimento; 
\u2022 Racionalização de ferramental; 
\u2022 Recuperação de materiais; 
\u2022 Correção de arquivos; 
\u2022 Correção nas atribuições; 
\u2022 Criação de normas e padrões 
Redução do tempo de atendimento 
A redução do tempo de atendimento começa pela localização 
adequada das oficinas, postos de manutenção e almoxarifados, 
como já vimos nesta unidade. 
 
Outro ponto primordial é a forma de comunicar as penes ao 
pessoal da manutenção. No caso de atendimento de corretiva, 
um telefonema deve bastar. A ordem de serviço e registro da 
ocorrência são preenchidos após o serviço ser executado ou 
durante a execução. 
 
Ainda sobre a comunicação de panes ao pessoal da 
manutenção, em alguns casos, é conveniente o uso de alarme 
sonoro ou luminoso ou, ainda, comunicador portátil. 
Racionalização