Administração da Manutenção
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Administração da Manutenção


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que a 
manutenção contribua com a menor parcela possível. 
Considera-se ótima uma participação entre 8 e 12%. 
 
 
 
Lamentavelmente nas empresas brasileiras, o custo da 
manutenção em geral fica acima dos 12%, chegando algumas 
ao índice de 24%. 
 
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O planejamento e as técnicas de manutenção prevista podem e 
devem reduzir esses índices, fazendo com que se ganha no 
preço do produto acabado. 
 
O custo da manutenção é formando pela soma dos custos de: 
\u2022 Mão-de-obra 20% 
\u2022 Materiais 20% 
\u2022 Insumos 20% 
\u2022 Lucro cessante 40% 
 
 
Custo de manutenção 6% CP 4% CP 
 
Entre estes custos é extremamente difícil contabilizar o lucro 
cessante, portanto deve-se considerar a soma dos outros três 
custos igual a 60% do custo de manutenção. 
 
O ideal é conseguir que neste caso o custo da manutenção seja 
de 4,8 a 7,2% do custo da produção por que: 
0,6 . 8% = e 0,6 . 12% = 7,2% 
 
É comum, a empresa não contabilidade em separado os 
insumos usados em manutenção (energia elétrica, ar 
comprimento, combustível, material de limpeza, etc.). Desse 
modo, o custo da manutenção será a soma do custo de mão-de-
obra mais o custo de produção porque: 
0,4 . 8% = 3,2 e 0,4 . 12% = 4,8% 
 
Assim, um custo numericamente baixo não significa manutenção 
com custo\s mínimos ou racionalizados. É necessário sempre 
considerar os critérios empregados no levantamento dos custos 
para avaliar os reais gastos com manutenção. 
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Conceito de homens-hora 
É o produto da quantidade de homens necessária para um 
trabalho pelo número de horas necessário para esse trabalho. 
 
Exemplos: 
5 homens trabalhando durante 3 horas = 15 Hh 
3 homens trabalhando durante 0,5 horas = 1,5 Hh 
1 homem trabalhando durante 4 horas = 4 Hh 
Curvas de custo 
Sob o aspecto de custos, a manutenção corretiva, ao longo do 
tempo, apresenta uma curva ascendente, devido à redução da 
vida útil dos equipamentos, perda da produção e da qualidade, 
aumento da aquisição de peças de reposição ociosidade da 
mão-de-obra operativa, perda de mercado e aumento de risco 
de acidente. 
 
 
 
Após a implantação da manutenção preventiva, e esta vem 
associada ao planejamento, programação e controle, as curvas 
de custos se apresentam como no gráfico abaixo. Onde se vê 
um crescimento dos custos de preventiva acompanhando do 
decréscimo dos custos de corretiva até o ponto de equilíbrio (1). 
 
 
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Após o ponto 1 (gráfico acima) tem-se: 
\u2022 Entre os pontos 2 e 3 a faixa ótima de custos para corretiva e 
preventiva porque estes pontos estão sobre a reta do fundo 
de banheira (Ponto 4) da curva de custo total. Isto é, menor 
custo somando-se corretiva e preventiva. 
\u2022 Tempo ótimo para atingir o menor lucro cessante (Y). 
\u2022 Faixa otimizada aceitável para os custos de manutenção (X). 
 
Para a interpretação correta do gráfico deve-se ter em conta que 
a curva custo total não inclui o custo do lucro cessante e a curva 
lucro total apenas o custo das horas paradas do pessoal de 
operação. 
 
O lucro cessante gerado pela manutenção é a soma do custo da 
mão-de-obra operacional inativa mais o valor da produção que 
deixou de ser feita mais o custo dos insumos de aplicação 
necessária mesmo com a máquina parada. Destes, o único valor 
quer se consegue obter com segurança junto ao parque 
industrial brasileiro é o custo da mão-de-obra operacional. 
Codificação 
A atuação da manutenção começa por meio da requisição de 
serviços (RS) que deve possibilitar a identificação rápida do que 
fazer. 
 
Com esse objetivo a codificação das variáveis envolvidas é uma 
grande aliada. 
 
São codificadas as propriedades, a natureza do serviço e a 
causa da intervenção. A seguir é apresentada uma codificação 
usual. 
Código de prioridades 
O estabelecimento de prioridades para cada trabalho é feito com 
o tempo de atendimento e de medir as cargas de trabalho de 
cada tipo de atendimento para cada equipe, para cada centro de 
custo ou para cada equipamento. 
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Usa-se a escala de prioridade já definida no inicio desta unidade, 
a saber: 
\u2022 Emergencial (1): atendimento imediato. 
\u2022 Urgente (2): atendimento mais possível. 
\u2022 Necessidade (3): atendimento em alguns dias. 
\u2022 Rotineiro (4): atendimento em algumas semanas. 
\u2022 Prorrogável (5): atendimento a longo prazo. 
Característica das prioridades emergencial (1) e 
urgente(2) 
1. A experiência tem mostrado que a responsabilidade pela 
produção pode levar os usuários dos trabalhos de 
manutenção a utilizar indiscriminadamente as propriedades 
1 e 2. Para evitar isso, coloca-se na requisição de serviços 
um adendo com dois itens para caracterizar 
adequadamente a prioridade: 
\u2022 Condições da produção 
\u2022 Parou totalmente. 
\u2022 Há total condição insegura para operar. 
\u2022 Parou parcialmente. 
\u2022 Haverá condição insegura para operar em determinado 
numero de dias. 
2. Condições para operar 
\u2022 Existe possibilidade de operar mediante manobra ou 
dispositivo provisório. 
\u2022 Existe possibilidade de manter segurança provisória. 
\u2022 Não existe possibilidade de operar provisoriamente. 
\u2022 Não há possibilidade de segurança provisória. 
 
O emitente da requisição deve assinalar apenas uma opção em 
cada item. Se a resposta para o item 1 for a ou b e para o item 2 
for c ou d, caracteriza-se a situação como prioridade (1); com 
outras respostas caracteriza-se a situação como prioridade (2). 
Código da natureza do serviço 
É importante codificar a natureza do serviço, em levantamentos 
periódicos (mensais), acompanhar a qualidade da manutenção a 
fim de efetuar as correções necessárias. 
 
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Códigos 
A \u2013 Serviço solicitado pela operação ou devido a falhas 
imprevisíveis e não passível de programação. 
B \u2013 Serviço solicitado pela operação ou pela inspeção de 
manutenção devido a falha\s imprevisíveis e passível de 
programação. 
C \u2013 Serviços solicitados para instalações, montagens, 
modificações, reformas não preventivas,adaptações e 
fabricação de sobressalentes. 
D \u2013 Intervenção de manutenção preventiva gerada por 
inspeção. 
E \u2013 Intervenção sistemática de manutenção prevista. 
F \u2013 Serviços de inspe3ção com maquina operando. 
G \u2013 Serviços de inspeção com maquinas parada. 
Código das causas de intervenções 
As causas de intervenções de manutenção se forem 
pormenorizadas somarão milhões de itens. Por isso o método 
adequado é o agrupamento de motivos que fornece os dados 
necessários para um sistema de controle econômico. Esse 
código é colocado na requisição de serviço após termino do 
trabalho. 
Códigos 
Z \u2013 Desgaste anormal 
Y \u2013 Amaciamento (45 dias ou 1000 Horas) 
X \u2013 Acidentes 
W \u2013 Desgaste normal 
V \u2013 Erros 
U \u2013 Problemas com matéria-prima 
T \u2013 Erros de manutenção,instalação ou desmontagem 
S \u2013 Falhas ou defeitos causados por condições naturais (chuva, 
sol, orvalho, vento, etc.) 
R \u2013 Erros de projeto 
P \u2013 Problemas de lubrificação 
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Ferramentas de planejamento 
O setor de planejamento recebe as requisições de serviços; 
analisa o que e como deve ser feito, quais as especialidades e 
grupos envolvidos, e os materiais e ferramentas a serem 
utilizados. Isso resulta no plano de operações, na lista de 
materiais para empenho ou compra de estoque e outros 
documentos complementares como relação de serviços por 
grupo, ordens de serviços, etc. 
 
Quando há necessidade de estudos especiais, execução de 
projetos e desenhos ou quando o orçamento de um trabalho 
excede determinado valor (depende da empresa), o setor de 
planejamento requisita os serviços da Engenharia de 
manutenção. Essas providencia os estudos necessários e 
verifica a viabilidade econômica. 
 
Se o estudo ou projeto for viável, todas as informações 
coletadas pelo planejamento são enviadas ao setor de 
programação, que prepara o cronograma, os programas