Administração da Manutenção
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Administração da Manutenção


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outros. Para evitar este problema, o 
planejador joga com o atraso das tarefas com folga e o 
remanejamento do pessoal envolvido nas tarefas iniciais. 
 
Nas paradas para reformas parciais ou totais, após o 
balanceamento dos recursos físicos e humanos com 
programação de trabalho em horários noturnos e em fins-de-
semanas, pode ocorrer ainda a carência de mão-de-obra. Neste 
caso, a solução é a contratação de serviços externos ou a 
ampliação do quadro de pessoal. 
Disponibilidade de equipamento 
O usuário de um equipamento ou instalação precisa, acima de 
qualquer coisa, que ser equipamento ou instalação esteja 
disponível para utilização. 
 
O papel da manutenção é manter o equipamento disponível ou 
faze-lo retornar a seu estado funcional, isto é, torna-lo 
disponível. 
 
A disponibilidade pode ser calculada e expressa em um índice 
percentual. Para isso, são necessários os seguintes itens: 
\u2022 MTBF \u2013 Tempo médio entre falhas \u201cmean time between 
failures\u201d. 
 
Fórmula: 
X
0TMTBF = 
onde: 
To = tempo total disponível para operar; 
X = número de falhas. 
 
\u2022 MTTR = Tempo médio de reparo \u201cmean time to repair\u201d. 
 
33
Fórmula: 
X
TRMTTR = 
onde: 
TR = tempo total de reparo ou inspeção preventiva. 
 
Assim, tem-se a formula da disponibilidade: 
MTTRMTBF
100MTBFD
+
×
= 
 
Exemplo: 
Um torno automático esteve em trabalho 4000h em um ano e 
teve 8 intervenções de manutenção com duração total de 102 
horas. Qual a disponibilidade do torno no ano? 
 
Solução: 
T0 = 4000h \u2013 102h = 3898h 
X = 8 
TR = 102h 
h25,487
8
h3898MTBF == 
h75,12
8
h102MTTR == 
%45,97
h75,12h25,487
100h25,487D =
+
×
= 
 
Portanto, o torno teve uma disponibilidade de 97,45%. 
Controle da manutenção 
Tem como objetivo obter informações para orientar tomadas de 
decisões quanto a equipamentos e a grupos de manutenção. 
Faz isso por meio da coleta e tabulação de dados, 
aperfeiçoando a interpretação dos resultados e criando padrões 
de trabalho. 
 
 34
A tomada de decisão, a partir das informações do controle, deve 
ser da competência de todos os níveis decisórios da 
manutenção. Esse procedimento permite que cada nível tome 
decisões adequadas a suas particularidades e, ao mesmo 
tempo, coerentes com as políticas gerais da empresa. 
 
Isto é, a função primordial do controle é alimentar o 
planejamento, a programação, a supervisão, etc., com dados 
claros e confiáveis. 
 
O controle exige a criação de padrões. E padrão significa 
procedimentos dinâmicos normalizados com critérios de 
qualidade e quantidade. 
 
Quanto à forma de operação do controle, existem quatro 
sistemas: manual, semi-automatizado, automatizado e por 
microcomputador. 
 
35
Controle manual 
É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são 
controladas e analisadas por meio de formulários e mapas, que 
são preenchidos manualmente e guardados em pastas de 
arquivos 
 
Nesse sistema há necessidade de um processo organizado na 
ordenação de documentos (por semana, por setor, por 
equipamentos,etc.),com o fim de permitir a recuperação rápida 
de dados e evitar a perda de informações. 
Controle semi-altomatização 
É o sistema no qual a intervenção preventiva é controlada com o 
auxilio do computador e a intervenção corretiva obedece ao 
controle manual. 
 
A fonte dados desse sistema deve fornecer todas as 
informações necessárias para serem feitas as requisições de 
serviços, incluído as rotinas de inspeção e execução. 
 36
O principal relatório emitido pelo computador deve conter no 
mínimo: 
\u2022 O tempo gasto e previsto 
\u2022 Serviços realizados 
\u2022 Serviços reprogramados (adiados) 
\u2022 Serviços cancelados 
 
Esses são dados fundamentais para a tomada de providencia 
por parte da supervisão. 
 
 
 
 
37
Controle automatizado 
O sistema em que todas as intervenções da manutenção têm 
seus dados armazenados pelo computador, para que se tenha 
listagens, gráficos e tabelas periódicas para análise e tomada de 
decisão, conforme a necessidade e convivência dos vários 
setores da manutenção. 
 
 
 
Neste sistema, a alimentação de dados é feita por meio de 
formulários padronizados, com dados cotidianos dentro de 
padrões compatíveis com os equipamentos de entrada de dados 
da empresa (disco, cartão parafuso, fita, etc.). 
 38
Controle de microcomputador 
É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da 
manutenção são armazenados no microcomputador e facilmente 
se tem acesso a eles por vídeo ou impressora. 
 
 
 
Esse sistema permite uma excelente disponibilidade na 
utilização do microcomputador pelo usuário tanto na coleta de 
dados como na obtenção de resultados, visto que sua 
alimentação é feita na origem, pelo próprio executante, 
dispensando os formulários padronizados. E o executante pode 
desenvolver programas de acordo com suas necessidades. 
 
Neste caso, é fundamental que o microcomputador esteja 
acoplado ao computador central da empresa, para que se 
obtenha dados de outras áreas (materiais, pessoal, etc.). 
 
39
Principais focos de controle 
Os pontos principais e serem controlados são: custos, 
disponibilidade das maquinas e tempo. 
 
Os dois primeiros itens já foram tratados nesta unidade. O 
tempo merece especial atenção, na tentativa de melhorar seu 
aproveitamento. 
 
O tempo na manutenção pode ser dividido em duas categorias: 
tempo de ocorrência e tempo qualificado. 
Tempo de ocorrência 
É o tempo gasto com movimentação em geral feita pelo 
mantenedor: tarefas administrativas, necessidades fisiológicas, 
transporte de ferramentas, etc., isto é, compõe-se de todas as 
horas-atividade do mantenedor menos o período de execução 
do trabalho. 
 
O tempo de ocorrência representa, em paises desenvolvidos, 30 
a 35% do tempo da manutenção e, nos paises do Terceiro 
Mundo, 65 a 75%. 
Tempo qualificado 
É o tempo gasto com a execução do serviço propriamente dita, 
isto é o tempo da tarefa especifica do mantenedor. 
O tempo de qualificado representa, em paises desenvolvidos, 65 
a 70% do tempo da manutenção e, nos paises do terceiro 
Mundo, 30 a 35%. 
 
Com base nas porcentagens expostas acima, o tempo que deve 
ser analisado e questionado é o tempo de ocorrência. O seu 
controle pode ser feito por cartões e por amostragem. É de 
fundamental importância que esses cartões não tenham caráter 
de polimento sobre o mantenedor. 
 
Com os resultados da tabulação de dados dos cartões poder-se-
á verificar quais os pontos de lentidão e, a partir daí, buscar 
dinamiza-los. 
 40
Em geral, detalhes como localização de postos de trabalhos, 
localização de almoxarifados e estrutura burocrática da empresa 
são as maiores barreiras. 
 
Cartão de apropriaç\ufffd\ufffdo de mão-de-obra 
 
Nome____________________________ 
Função _______________setor_______ 
Data__/__/__ Supervisor_____________ 
Ocorrência Local ou 
equipamento Tempo 
 Início fim 
 Hora 
 Minuto 
 Total 
 Hora 
 Minuto 
 Total 
 Hora 
 Minuto 
 Total 
 Hora 
 Minuto 
 Total 
 Hora 
 Minuto 
 Total 
 Hora 
 Minuto 
 Total 
 Hora 
 Minuto 
 Total 
 
Código de ocorrência 
 
1 - movimentação 
 
2 - falta de permissão 
 
3 \u2013 Falta de material 
 
4 \u2013 Falta de transporte 
 
5 \u2013 Falta de ferramentas 
 
6 \u2013 Falta de energia 
 
7 \u2013 Falta de instruções 
 
8 \u2013 falta de serviços 
 
9 \u2013 interrupção pela segurança 
 
10 \u2013 Mau tempo 
 
11 \u2013 Transporte 
 
12 \u2013 Acidente de mantenedor 
 
13 \u2013 Atraso da condução 
 
14 \u2013 Á disposição do departamento 
 
15 \u2013 Horas improdutivas diversas 
 
16 \u2013 Ausência por assunto 
administrativo 
 
17 - Treinamento 
 
 
41
Recomendações para planejamento 
A pratica do planejamento