Tipificacao servicos socioassistenciais
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Tipificacao servicos socioassistenciais


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a partir do usuário, conforme perfis. 
 
Específicas 
Para crianças e adolescentes 
Acolhimento provisório e excepcional para crianças e 
adolescentes de ambos os sexos, inclusive crianças e adolescentes com 
 
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deficiência, sob medida de proteção1 e em situação de risco pessoal e 
social, cujas famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente 
impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção. As 
unidades devem oferecer ambiente acolhedor, estar inseridas na 
comunidade e ter aspecto semelhante ao de uma residência, sem 
distanciar-se excessivamente, do ponto de vista geográfico e sócio-
econômico, da comunidade de origem das crianças e adolescentes 
atendidos. O atendimento prestado deve ser personalizado e em 
pequenos grupos e favorecer o convívio familiar e comunitário, bem 
como a utilização dos equipamentos e serviços disponíveis na 
comunidade local. 
Grupos de crianças e adolescentes com vínculos de parentesco \u2013 
irmãos, primos etc. \u2013 devem ser atendidos na mesma unidade. O 
acolhimento será feito até que seja possível o retorno à família de 
origem ou colocação em família substituta. 
 
Para adultos e famílias 
Acolhimento provisório com espaço para pernoite e estrutura para 
acolher com privacidade pessoas do mesmo sexo ou grupo familiar, 
com ou sem crianças, respeitando o perfil do usuário, bem como sua 
orientação sexual. É previsto para pessoas em situação de rua e 
desabrigo, por abandono, migração, refúgio e ausência de residência 
ou pessoas em trânsito e sem condições de auto-sustento. 
Deve estar distribuído no espaço urbano de forma democrática, 
respeitando o direito de permanência e usufruto da cidade com 
segurança, igualdade de condições e acesso aos serviços públicos. 
O atendimento a migrantes e refugiados poderá ser desenvolvido 
em local específico, a depender da incidência da demanda. 
O serviço de acolhimento poderá também ser oferecido em 
Repúblicas para jovens entre 18 e 21 anos com vínculos familiares 
rompidos ou fragilizados - egressos de outras modalidades de 
acolhimento, egressos de medidas socioeducativas ou em outra 
situação que demande esse acolhimento \u2013 e para pessoas adultas com 
vivência de rua em fase de reinserção social. 
Para idosos: 
Acolhimento para pessoas idosas com 60 anos ou mais, de ambos 
os sexos, independentes e/ou com diversos graus de dependência2. 
 
1 Medida protetiva aplicada nas situações dispostas no Art. 98 do Estatuto da Criança e do 
Adolescente, sempre que os direitos forem ameaçados ou violados e, no que couber, segundo 
o estabelecido nos Artigos 90 a 94. A excepcionalidade dessa medida está prevista no Art. 101, 
parágrafo único. Importante ressaltar que a falta de recursos materiais não constitui motivo 
para o abrigamento, conforme Art. 23 dessa lei. 
2 Grau de Dependência do Idoso: 
a) Grau de Dependência I - idosos independentes, mesmo que requeiram uso de equipamentos 
de auto-ajuda. 
b) Grau de Dependência II - idosos com dependência em até três atividades de auto-cuidado 
para a vida diária tais como: alimentação, mobilidade, higiene; sem comprometimento 
cognitivo ou com alteração cognitiva controlada. 
c) Grau de Dependência III - idosos com dependência que requeiram assistência em todas as 
atividades de auto-cuidado para a vida diária e ou com comprometimento cognitivo 
(Resolução ANVISA - RDC nº 283, de 26 de setembro de 2005). 
 
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É previsto para pessoas idosas que não dispõem de condições 
para permanecer com a família, idosos em situação de rua e de 
abandono, com vínculos familiares fragilizados ou rompidos. É também 
previsto para idosos (as) com vivência de situações de negligência 
familiar, institucional, de autonegligência, abusos, maus tratos e outras 
formas de violência. Deve funcionar em unidade inserida na 
comunidade com características residenciais e estrutura física 
adequada, visando o desenvolvimento de relações mais próximas do 
ambiente familiar e a interação social com pessoas da comunidade. 
Deve dispor de equipe básica capacitada em gerontologia, 
podendo contar com equipe especializada em saúde, vinculada ao 
órgão gestor da saúde competente, para acompanhar o plano de 
atenção integral à saúde dos (as) idosos (as) e oferecer, inclusive, 
vacinação regular, previsão de encaminhamento a serviço de saúde 
de referência e meios indispensáveis à remoção em caso de 
intercorrência médica, ocasião em que a família ou representante legal 
serão comunicados. A equipe de cuidados diretos deve ser formada 
conforme determinações das legislações vigentes e deve receber 
capacitação específica para o atendimento a pessoas idosas com 
diferentes necessidades e graus de dependência. 
O atendimento deve ser personalizado, respeitando-se os costumes 
e as tradições deste público. As edificações devem ser organizadas de 
forma a atender aos requisitos previstos nos regulamentos existentes3 e 
às necessidades dos (as) idosos (as), oferecendo condições de 
habitabilidade, higiene, salubridade, segurança e acessibilidade e 
privacidade. 
Idosos (as) com vínculo de parentesco ou afinidade \u2013 casais, 
irmãos, amigos etc. \u2013 devem ser atendidos na mesma unidade e idosos 
(as) com deficiência podem ser incluídos (as) nesse serviço, de modo a 
prevenir práticas segregacionistas e o isolamento desse segmento. 
Pessoas idosas com capacidade para desenvolver as atividades 
da vida diária de forma independente podem ser acolhidas em 
Repúblicas. 
 
Para mulheres em situação de violência: 
Acolhimento provisório para mulheres, acompanhadas ou não de 
seus filhos, em situação de risco de morte ou ameaças em razão da 
violência doméstica e familiar, causadora de lesão, sofrimento físico, 
sexual, psicológico ou dano moral. 
Deve ser desenvolvido em ambiente com características 
residenciais, em local sigiloso, estrutura física adequada, funcionamento 
em regime de co-gestão e possibilidade de manter a identidade das 
usuárias sob sigilo. 
 
 
 
3 ANVISA - RDC 283/ 2005; ABNT NBR 9050-31052004 de 31.05.04 que estabelece normas para 
acessibilidade a edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos, além de legislação 
municipal vigente (Plano Diretor, Código de Edificações, Normas de Prevenção de Incêndios e 
outras). 
 
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Para pessoas com deficiência: 
Acolhimento desenvolvido em unidades residenciais inseridas na 
comunidade para pessoas adultas com deficiência e vínculos familiares 
rompidos ou fragilizados, por ocorrência de abandono ou maus-tratos. 
É previsto para pessoas com deficiência que não dispõem de 
condições de auto-sustentabilidade ou que estejam em processo de 
desligamento de instituições de longa permanência. 
Deve funcionar em locais com estrutura física adequada e ter a 
finalidade de favorecer a construção progressiva da autonomia, da 
inserção comunitária e do desenvolvimento de capacidades 
adaptativas para a vida diária. 
Deve dispor de equipe básica capacitada em cuidados 
específicos, sob retaguarda e orientação de serviço referenciado de 
saúde. Pessoas com deficiência e capacidade para desenvolver as 
atividades da vida diária de forma independente podem ser acolhidas 
em Repúblicas. 
Usuários: 
Crianças, adolescentes, jovens, adultos de ambos os sexos, pessoas 
com deficiência, pessoas idosas e grupos familiares. 
Objetivos: 
Gerais 
- Acolher e garantir proteção integral; 
- Contribuir para a prevenção