Tipificacao servicos socioassistenciais
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Tipificacao servicos socioassistenciais


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cotidianos com o usuário, estimular o convívio familiar e 
comunitário e ampliar as possibilidades de acesso a serviços e direitos, 
promovendo a melhoria da qualidade de vida dos usuários, no seu próprio 
local de moradia. O cuidador formal presta seus serviços em períodos em 
que o cuidador familiar precisa ausentar-se: em situações emergenciais, 
para inserção em atividades de geração de renda, educacionais e outras. 
O suporte domiciliar é realizado por cuidadores previamente 
qualificados, de preferência residentes no mesmo território em que reside o 
usuário do serviço. A proximidade dos cuidadores com os usuários facilita a 
participação no serviço de suporte domiciliar, a criação de vínculos, a 
ampliação do convívio comunitário, uma vez que os cuidadores são da 
própria comunidade e, por fim, auxiliam no processo de desenvolvimento 
local ao gerar ocupação e renda, e sensibilizar a comunidade sobre a 
 
21 [Documento base \u2013 Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais] 
importância da efetiva inserção dos usuários na vida comunitária. Nessa 
direção, sempre que possível, os usuários devem ser inseridos em serviços de 
convívio e fortalecimento de vínculos e/ou outros serviços socioassistenciais 
de acordo com seu ciclo de vida. 
O apoio realizado pelo cuidador formal deve ser sistematizado e 
planejado por meio da elaboração de plano de desenvolvimento do 
usuário: instrumento de planejamento e acompanhamento dos cuidados, 
onde se identificam os objetivos a serem alcançados, as vulnerabilidades e 
potencialidades dos usuários e suas famílias, bem como as 
responsabilidades da família, do cuidador familiar, do cuidador formal e 
outros atores sociais envolvidos no processo de cuidado/desenvolvimento 
do usuário. O plano de desenvolvimento do usuário é elaborado pelo 
cuidador formal, com auxilio cuidador familiar e do técnico de referência 
do CRAS, com a participação do usuário, sempre que possível e seus 
familiares. Esse instrumento ainda é um mecanismo de compromisso entre 
serviço e familiares no cuidado e garantia de acesso a direitos dos usuários. 
O cuidador formal ainda oferece informações sobre o cuidar e sobre o 
cumprimento do plano de desenvolvimento para o cuidador familiar, bem 
como possibilita um espaço para o descanso do usuário e do cuidador 
familiar. O suporte domiciliar também possibilita a ampliação do rol de 
pessoas com quem o usuário convive e troca vivências, experiências, assim 
como facilita o acesso a serviços setoriais, atividades culturais e de lazer. 
Soma-se a isso o fato de que o cuidador formal pode identificar demandas 
e situações de violência e/ou violação de direitos e acionar os mecanismos 
necessários para resposta a tais situações. 
Destaca-se ainda que o cuidador formal possui um importante papel 
na inserção dos usuários em serviços especializados, em especial quando 
crianças e adolescentes, visando a prevenção do agravamento da 
deficiência e do estimulação das potencialidades. 
O serviço deve ser organizado territorialmente, referenciado ao CRAS e 
articulado ao Programa de Atenção Integral à Família (PAIF), de modo que 
a identificação de potenciais usuários do serviço e o acompanhamento das 
famílias dos usuários seja realizado pelo PAIF, bem como a equipe de 
referência do CRAS gerencie o serviço e oriente os cuidadores formais do 
seu território de abrangência. 
 
 
 
 
22 [Documento base \u2013 Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais] 
Usuários: 
Pessoas que necessitam de cuidados, devido à dependência/limitação 
permanente ou temporária: pessoas idosas, pessoas com deficiência, em 
especial: 
- Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada; 
- Membros de famílias beneficiárias de programas de transferência de 
renda; 
- Membros de famílias com perfil de renda de benefícios assistenciais e ou 
programas de transferência de renda; 
- Pessoas com vivências de isolamento por ausência de acesso a serviços e 
oportunidades de convívio familiar e comunitário e cujas necessidades, 
interesses e disponibilidade indiquem a inclusão no serviço. 
 
Crianças de até 6 anos, em especial: 
- Crianças com deficiência, com prioridade para as beneficiárias do BPC; e 
- Crianças de famílias em situação de vulnerabilidade e que tenham a 
demanda pelo serviço de suporte domiciliar identificado pelos demais 
serviços de proteção social, levando-se em consideração a situação 
característica de dependência relativa ao momento de 
desenvolvimento. 
Objetivos: 
- Complementar o trabalho social com família, prevenindo a ocorrência de 
situações de risco social e fortalecendo a convivência familiar e 
comunitária; 
- Prevenir a institucionalização e a segregação dos usuários do serviço, 
assegurando o direito à convivência familiar e comunitária; 
- Promover acessos a benefícios e serviços socioassistenciais, fortalecendo 
a rede de proteção social da assistência social nos territórios; 
- Promover acessos a serviços setoriais, em especial serviços de educação, 
saúde e cultura existentes no território, contribuindo para o usufruto dos 
usuários aos demais direitos; 
- Ofertar formas diferenciadas e especificas de cuidados no domicílio, 
promovendo o apoio às famílias na tarefa de cuidar, diminuindo a sua 
sobrecarga de trabalho e valorizando a tarefa de cuidar; 
- Construir e implementar um plano de desenvolvimento do usuário, 
promovendo a autonomia, o acesso a direitos, o convívio comunitário e o 
fortalecimento dos vínculos familiares dos usuários; 
- Acompanhar o deslocamento e viabilizar acesso a serviços básicos tais 
como bancos, mercados, farmácias, etc. dependendo da situação de 
dependência do usuário. 
Provisões: 
Ambiente Físico 
Não se aplica 
 
Recursos Materiais 
Materiais socioeducativos, artigos pedagógicos, culturais e esportivos. 
 
Recursos Humanos 
 
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Profissionais de nível médio e/ou superior de acordo com a regulação 
específica do serviço; 
Técnico de referência do CRAS, conforme estabelecido na NOB-RH do 
SUAS. 
 
Trabalho Social 
Acolhida; orientação e encaminhamentos; apoio domiciliar; informação, 
comunicação e defesa de direitos; fortalecimento da função protetiva da 
família; elaboração de relatórios e/ou prontuários; desenvolvimento do 
convívio familiar e comunitário. 
Aquisições dos Usuários: 
Segurança de Acolhida 
- Ter acolhida suas demandas, interesses, necessidades e possibilidades; 
- Receber orientações e encaminhamentos, com o objetivo de aumentar o 
acesso a benefícios socioassistenciais e programas de transferência de 
renda, bem como aos demais direitos sociais, civis e políticos. 
 
Segurança de Convívio Familiar e Comunitário 
- Vivenciar experiências que contribuam para o fortalecimento de vínculos 
familiares e comunitários; 
- Vivenciar experiências de ampliação da capacidade protetiva e de 
superação de fragilidades sociais. 
 
Segurança de Desenvolvimento da Autonomia 
- Vivenciar experiências que contribuam para a construção de projetos 
individuais e coletivos, desenvolvimento da auto-estima, autonomia e 
sustentabilidade; 
- Vivenciar experiências que possibilitem o desenvolvimento de 
potencialidades e ampliação do universo informacional e cultural. 
Condições e Formas de Acesso: 
Condições 
- Para ter condições de acessar o serviço, as famílias devem estar 
territorialmente referenciadas aos CRAS, em especial: 
- Famílias com beneficiários do Benefício de Prestação Continuada; 
- Famílias inseridas em programas de transferência de renda; 
- Famílias inseridas em serviços socioassistenciais; 
- Famílias inseridas em serviços da proteção básica tais como o serviço 
de fortalecimento de vínculos familiares para crianças de até 6 anos e 
família, centros de convivência para idosos e demais serviços que