Apostila Direito Penal Especial
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Apostila Direito Penal Especial


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violência aplica o Art 157 § 3º 
- qualificada pela morte é crime hediondo (Lei n. 8.072, art.1º, III). 
 
- Extorsão mediante restrição da liberdade da vítima (§ 3o 6 a 12 anos e multa). 
- mediante a restrição da liberdade da vítima, como condição é necessária para a obtenção da 
vantagem econômica.(sequestro relâmpago) 
- com lesão corporal grave ou morte, aplica o Art. 159, §§ 2o e 3o. 
 
- EXTORÇÃO MEDIANTE SEQUESTRO (Art. 159) 
 
- Simples (art. 159, caput) 
- Sequestro (Art. 148 CP) com especial fim de agir. 
Elemento subjetivo especial: obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como 
condição ou preço do resgate. 
- Crime hediondo, independentemente do resultado morte (Lei 8.072/90, art.1º, inciso IV). 
- Consumação: 
- com a privação da liberdade da vítima por tempo relevante. 
- Independente do pagamento do resgate (crime formal). 
-Tentativa: é admitida. 
- Qualificadoras (§§ 1o a 3º). 
- dura mais de 24 (vinte e quatro) horas 
- vitima menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos 
- o crime é cometido por bando ou quadrilha (§1º) 
- se do fato resulta lesão corporal de natureza grave (§2º) 
- se resulta a morte (§3º). 
- Delação premiada (§ 4º - 1/3 a 2/3) 
- crime é cometido em concurso e o concorrente o denuncia facilitando a libertação do 
seqüestrado. 
 
- Extorsão indireta (Art. 160). 
- \u201cExigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento 
que pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro\u201d. 
 
- DANO \u2013 Art. 163 CP 
 
- Consumação: destruição, deterioração ou inutilização (crime material). 
- Tentativa: é admissível. 
- Forma Qualificada: 
- com violência à pessoa ou grave ameaça; 
- com emprego de substância inflamável ou explosiva, 
- contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços 
públicos ou sociedade de economia mista 
- por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima. 
 
- Ação Penal (art. 167). É Privada nos casos do art. 163 par. único Inc. IV 
 
-APROPRIAÇÃO INDÉBITA (Art. 168) 
 
 - Sujeito ativo: é possuidor ou detentor da coisa 
- Consumação: quando passa a comportar-se como dono 
- Tentativa: é possível porem difícil de ocorrer. 
Espécies: 
a) apropriação indébita propriamente dita: o agente revela que inverteu o título da posse, 
como no caso de venda da coisa 
 b) negativa de restituição: o agente recusa a devolver a coisa. 
 
Tipo subjetivo: dolo (animus rem sibi habendi). 
 -A intenção de apropriar deve existir após o agente ter a posse ou a detenção da coisa. 
 
- Apropriação indébita previdenciária (art. 168-A). 
 
Tipo objetivo: 
- deixar de repassar (recolher) à previdência social as contribuições arrecadadas (recolhidas) 
dos contribuintes. 
- deve ter havido o arrecadamento da contribuição dos contribuintes. 
- §1º, III : deixar de pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores 
já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social. 
- Consumação e Tentativa: 
- são condutas omissivas (crimes omissivo próprio) 
- não é cabível tentativa, pois não há fracionamento da conduta (crimes unissubsistente). 
- Extinção da punibilidade (§2º): 
- se antes do início da ação fiscal o agente, espontaneamente, declara e efetua o pagamento 
das contribuições ou valores. 
 
- Perdão judicial ou aplicação da pena de multa (§ 3º) 
- se o agente for primário e de bons antecedentes, desde que: 
I - tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento 
da contribuição social previdenciária; 
 II - o valor das contribuições seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, 
administrativamente, como mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. 
 
- Apropriação de coisa achada (art. 169, II) 
- coisa alheia perdida e se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou 
de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de 15 (quinze) dias. 
 
- Forma privilegiada (art. 170). Em todos os crimes de apropriação, aplica-se o disposto no art. 
155, § 2º. 
 
Estelionato (Art. 171, caput): 
Tipo Objetivo: 
Fraude: emprego de artifício (Ex.: disfarce), ardil (Ex.: conversa enganosa), ou qualquer outro 
meio fraudulento. 
- Consumação: 
 - Com o prejuízo alheio, obtenção da vantagem. (crime material) 
- Tentativa: é admitida. 
 
- Estelionato e apropriação indébita: no estelionato o agente possui o dolo ab initio, antes de 
auferir a vantagem. 
- Estelionato e furto mediante fraude: no estelionato a fraude é utilizada para que a vítima 
entregue a coisa ao agente. No furto, a fraude é para diminuir a vigilância sobre a coisa 
(subtração) 
- Estelionato e extorsão: no estelionato a vítima entrega voluntariamente a coisa. Na extorsão, 
a vítima faz ou deixa de fazer em razão da violência ou grave ameaça. 
- Falso (crime anterior) e estelionato (crime posterior): 
-Súmula 17 do STJ: O crime meio (falso) é absorvido pelo crime fim (estelionato) quando o 
falso foi o meio necessário para se obter o estelionato (consunção). 
 
- Forma privilegiada (§ 1º). 
- criminoso é primário, e é de pequeno valor o prejuízo, aplica o art. 155, § 2º. 
- Formas especiais de estelionato 
a) Disposição de coisa alheia como própria (§2º, I): 
- vende, permuta, dá em pagamento, em locação ou em garantia coisa alheia como própria. 
b) Alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria (§2º, II): vende, permuta, dá em 
pagamento ou em garantia coisa própria inalienável, gravada de ônus ou litigiosa, ou imóvel 
que prometeu vender a terceiro, mediante pagamento em prestações, silenciando sobre 
qualquer dessas circunstâncias. 
c) Defraudação de penhor (§2º, III): defrauda, mediante alienação não consentida pelo credor 
ou por outro modo, quando tem a posse do objeto empenhado. 
d) Fraude na entrega de coisa (§2º, IV): defrauda substância, qualidade ou quantidade de 
coisa que deve entregar a alguém. 
e) Fraude para recebimento de indenização ou valor de seguro (§2º, V): destrói, total ou 
parcialmente, ou oculta coisa própria, ou lesa o próprio corpo ou a saúde, ou agrava as 
consequências da lesão ou doença, com o intuito de haver indenização ou valor de seguro. 
f) Fraude no pagamento por meio de cheque (§2º, VI): emite cheque, sem suficiente provisão 
de fundos em poder do sacado, ou lhe frustra o pagamento. 
Obs: 
- Estelionato simples (art.171, caput) e emissão de cheque 
 a) pagamento com cheque roubado; 
 b) emissão de cheque de conta cancelada; 
 c) emissão de cheque sem fundos com nome falso ou assinatura falsa; 
 d) emissão de cheque de conta aberta com características falsas do correntista. 
- Súmula 554 do STF: Contrario senso, o pagamento do cheque até o recebimento da 
denuncia impede que haja processo. (extingue a punibilidade) 
 
- Forma majorada (§3º - 1/3) - crime é cometido em detrimento de entidade de direito 
público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficência. 
 
- Outras fraudes (art. 176). 
- Dia do Pendura: tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de 
transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento. 
- juiz pode, conforme as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. 
 
RECEPTAÇÃO (art.180, caput, 1ª parte). 
 
- Sujeito ativo: qualquer pessoa (crime comum) desde que não seja coautor ou partícipe do 
crime anterior. 
- Sujeito passivo: é o proprietário da coisa do crime anterior. 
 
- OBS: - Se a infração anterior for contravenção não haverá receptação. 
 
 
 
- Receptação imprópria (art.180, caput, 2ª parte): 
- influir para que terceiro de boa-fé, a adquira, receba ou oculte. 
 
- Receptação qualificada (§1º). 
- Objeto Juridico: coisa que deve saber ser produto de crime no exercício de atividade 
comercial ou industrial.