GLOSSÁRIO DE BACTERIOLOGIA BáSICA PARA A  MICROBIOLOGIA ORAL
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GLOSSÁRIO DE BACTERIOLOGIA BáSICA PARA A MICROBIOLOGIA ORAL


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\u2022 Exotoxinas: proteínas tóxicas excretadas
por bactérias no meio ambiente.
\u2022 Facultativas: termo mais adequado que
anaeróbias facultativas, pois estas meta-
bolizam tanto na presença (aerobiose)
quanto na ausência (anaerobiose) de
oxigênio.
\u2022 Fator de desenvolvimento: nutriente indis-
pensável para o desenvolvimento de cer-
ta bactéria, tem que estar disponível no
meio ambiente, devido à impossibilidade
dessa bactéria sintetizá-lo. Exemplos: vita-
minas do complexo B para Lactobacillus
spp e fatores V e X (5 e 10) do sangue para
Haemophilus spp.
\u2022 Fenótipo: manifestação externa do genóti-
po de um ser.
\u2022 Fermentação: processo anaeróbico de
produção de energia que não envolve en-
zimas respiratórias, mas enzimas fermenta-
tivas. Tanto o doador inicial de elétrons
(\u201ccombustível\u201d, geralmente carboidrato)
como o receptor final de elétrons (ácidos
pirúvico e láctico, acetaldeído etc.) são
compostos orgânicos. Algumas bactérias
fermentam outros substratos orgânicos
como aminoácidos (Prevotella e Porphy-
romonas), pirimidinas e alguns ácidos or-
gânicos. Os produtos finais, derivados da
decomposição de carboidratos, dependem
do tipo de fermentação executada pelo mi-
crorganismo: ácido láctico (Streptococcus
spp, Lactobacillus spp), ácido acético
(Acetobacter aceti, produtor de vinagre),
ácido propiônico (Propionibacterium
spp), ácido butírico (Clostridium buty-
ricum), álcool etílico (leveduras como
Saccharomyces spp), gases etc.
\u2022 Fibrilas: filamentos rígidos e curtos (bem
menores que as fímbrias) externos à célu-
la de várias bactérias; são constituídas
predominantemente por glicoproteínas e
contêm adesinas implicadas na capacidade
de aderência.
\u2022 Fibrinolisina: quinase produzida por cer-
tos microrganismos; dissolve coágulos
de fibrina, facilitando a disseminação da
infecção.
\u2022 Filtração microbiológica: processo que
remove microrganismos de líqüidos, utili-
zando membranas com microporos.
\u2022 Fímbrias (pêlos): estruturas protéicas fle-
xíveis e relativamente longas, constituídas
predominantemente por proteínas, existen-
tes na superfície de muitas bactérias Gram-
negativas e em algumas Gram-positivas
como Streptococcus e Actinomyces. São
adesinas responsáveis pela aderência a di-
ferentes superfícies do nosso corpo. A
fímbria F (de fertility) é responsável pela
transmissão de material genético na conju-
gação bacteriana.
\u2022 Flagelina: proteína estrutural dos flagelos.
\u2022 Flagelo: apêndice celular delgado e flexí-
vel responsável pela motilidade de certas
bactérias.
\u2022 Flora: conjunto de vegetais que convi-
vem em certo habitat. Designação errô-
nea para conjunto de microrganismos, a
exemplo de microflora (correto: micro-
biota).
\u2022 Fosfolipídio: principal tipo de lipídio en-
contrado na membrana citoplasmática das
bactérias e nas membranas celulares em
geral; formado por grupamentos fosfato e
uma molécula de glicerol ligada a dois áci-
dos graxos de cadeia longa.
\u2022 Fosforilação: adição de grupamento fosfa-
to a um composto.
\u2022 Fosforilação oxidativa: processo executa-
do na cadeia respiratória para geração ae-
róbica de ATP a partir do ADP.
\u2022 Fotocromógenos: microrganismos que
produzem pigmentos na presença de luz
(ex.: Mycobacterium kansasii).
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\u2022 Fotossíntese: conversão de energia lumi-
nosa em química; síntese de carboidrato a
partir de CO2.
\u2022 Fusiformes: bacilos que apresentam uma
ou ambas extremidades afiladas (forma de
fuso).
\u2022 Gene: unidade fundamental física e funcio-
nal da hereditariedade.
\u2022 Genoma: conjunto dos cromossomas.
\u2022 Genótipo: composição genética de um ser.
\u2022 Germicida: qualquer agente empregado
para destruir microrganismos, principal-
mente os patogênicos.
\u2022 Glicocálice: polímero gelatinoso que cir-
cunda a célula de bactérias.
\u2022 Glicólise (via glicolítica ou via de Embden-
Meyerhoff-Parnas): série de reações bio-
químicas nas quais enzimas glicolíticas ou
sacarolíticas degradam a molécula de gli-
cose até a formação de ácido pirúvico.
Uma molécula de glicose gera duas de
ácido pirúvico.
\u2022 Glucanos: homopolímeros (polissacarí-
dios) formados pela união de moléculas
de glicose; algumas espécies de estrepto-
cocos bucais os produzem e os utilizam
como fontes de reserva nutritiva e como
recursos de colonização em tecidos do
hospedeiro.
\u2022 Gram-positiva: bactéria que retém o com-
posto iodo-pararrosanilina (violeta de gen-
ciana + lugol) na parede celular, mesmo após
lavagem rápida com álcool absoluto, coran-
do-se em roxo. A retenção pode ser explica-
da pelo alto teor de peptidoglicano (supe-
rior a 50%), que confere menor permeabili-
dade a essa célula. Os cocos geralmente
são Gram-positivos, havendo exceções
como os gêneros Neisseria e Veillonella.
\u2022 Gram-negativa: bactéria que não retém o
composto iodo-pararrosanilina (violeta de
genciana + lugol) na parede celular quan-
do lavada rapidamente com álcool absolu-
to, que a torna incolor. Cora-se em verme-
lho pela adição posterior de fucsina bási-
ca. A grande permeabilidade ao álcool e a
retirada do corante roxo podem ser explica-
das pelo baixo teor de peptidoglicano (cer-
ca de 10%) e pelo alto teor de lipídios em
sua parede celular. Os bacilos, incluindo as
formas espiraladas, normalmente são
Gram-negativos, havendo exceções como
os gêneros Bacillus, Clostridium, Cory-
nebacterium, Lactobacillus, Actinomyces,
Rothia, Propionibacterium, Bifidobac-
terium e Eubacterium.
\u2022 Guanina: base purínica que se pareia com
a citosina.
\u2022 Guanosina: nucleotídeo que tem como
base a guanina.
\u2022 Hemoglobina: proteína do sangue trans-
portadora de oxigênio.
\u2022 Hemólise-alfa: lise parcial de hemácias exe-
cutada por bactérias viridantes ou alfa-he-
molíticas; o resultado expressa-se na forma
de halos esverdeados ao redor das colôni-
as desenvolvidas em ágar-sangue.
\u2022 Hemólise-beta: lise total de hemácias pro-
movida por bactérias beta-hemolíticas; em
torno de suas colônias formadas em ágar-
sangue, aparecem halos transparentes.
\u2022 Hemolisinas: toxinas bacterianas que des-
troem hemácias, liberando a hemoglobina.
\u2022 Heterolácticas: bactérias que executam a
fermentação heteroláctica, que produz
ácido láctico, vários outros ácidos orgâni-
cos e álcool etílico, com ou sem a produ-
ção de gases (H2 e CO2), conforme o mi-
crorganismo.
\u2022 Heterotróficas: bactérias que necessitam
de fontes orgânicas de carbono (carboi-
dratos) e de nitrogênio (proteínas, peptí-
dios e aminoácidos) para elaborarem sua
matéria orgânica. Como esses nutrientes
são macromoléculas, essas bactérias ela-
boram e excretam enzimas especiais (pro-
teases, sacarases, lipases etc.) para clivá-
los em partículas muito pequenas e de
baixo peso molecular que possam ser ab-
sorvidas pela membrana citoplasmática.
Nesse grupo, está a grande maioria das
bactérias patogênicas.
\u2022 Hialuronidase: enzima bacteriana que
hidrolisa o ácido hialurônico da substância
intercelular, favorecendo a disseminação
da infecção.
\u2022 Hifa: filamento longo de células de fungos
e de actinomicetos.
\u2022 Homolácticas: bactérias que executam a
fermentação homoláctica, que produz pra-
ticamente só ácido láctico.
\u2022 Incineração: processo drástico de esterili-
zação no qual o material contaminado é re-
duzido a cinzas.
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\u2022 Incubação: conservação de cultivo micro-
biano, durante o tempo necessário, em am-
biente com temperatura e tensão atmosfé-
rica ideais para seu desenvolvimento.
\u2022 Intoxicação: condição resultante da inges-
tão de toxina produzida por microrganis-
mos.
\u2022 Ligase: enzima que reúne uma ligação
fosfodiéster rompida em um ácido nucléico.
\u2022 Liofilização: consiste no congelamento e
na desidratação rápida (alto vácuo) de cul-
turas microbianas, com a finalidade de
conservá-las na forma de pó, durante lon-
gos tempos.
\u2022 Lise: rompimento