GLOSSÁRIO DE BACTERIOLOGIA BáSICA PARA A  MICROBIOLOGIA ORAL
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GLOSSÁRIO DE BACTERIOLOGIA BáSICA PARA A MICROBIOLOGIA ORAL


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ou morte de uma célula.
\u2022 Lisogenia: estado de incorporação do
DNA do fago na célula do hospedeiro (ex.:
célula bacteriana), sem lisá-la.
\u2022 Lofotríquias: bactérias móveis portadoras
de um tufo de flagelos em uma de suas ex-
tremidades.
\u2022 Macromolécula: molécula grande tal como
o DNA, as proteínas e os polissacarídios.
\u2022 Marcadores genéticos: alelos usados
como sondas experimentais para identificar
um indivíduo, um tecido, uma célula, um
cromossoma ou um gene.
\u2022 Meio diferencial: meio de cultivo que pos-
sibilita diferenciação das bactérias desen-
volvidas, por diferentes aspectos das co-
lônias ou por alterações que as colônias
promovem no meio, tais como diferentes
tipos de hemólise ou formação ou não de
polissacarídios extracelulares.
\u2022 Meio diferencial-seletivo: reúne as van-
tagens dos meios diferenciais e dos se-
letivos.
\u2022 Meio seletivo: meio de cultura cuja formu-
lação apresenta substância(s) capaz(es) de
estimular especificamente o desenvolvi-
mento de determinado grupamento ou es-
pécie bacteriana e, ainda, substância(s)
que impede(m) o desenvolvimento da
maioria das outras espécies.
\u2022 Membrana citoplasmática: membrana mui-
to delgada situada abaixo da parede celu-
lar, apresentando composição semelhante
à das outras membranas biológicas (proteí-
nas e fosfolipídios). É a responsável pelo
transporte ativo e seletivo dos nutrientes
para o interior da célula bacteriana e pela
excreção, também seletiva, dos catabolitos
tóxicos. Sedia os mesossomas que formam
o septo divisor no processo de divisão, os
ribossomas que regulam a restauração da
parede celular na área fendida e os compo-
nentes da cadeia respiratória.
\u2022 Mesófilas: bactérias que se desenvolvem
na faixa de 10 a 45oC, com temperatura óti-
ma entre 25 e 40oC. Nesse grupamento, en-
contram-se as que se instalam no organis-
mo de mamíferos.
\u2022 Mesossoma: invaginação da membrana ci-
toplasmática devida a dobras ou a estrutu-
ras tubulares ou vesiculares.
\u2022 Metabolismo: somatório das reações bio-
químicas de produção (reações endergô-
nicas) e de utilização de energia (reações
exergônicas) que ocorrem em uma célula
viva.
\u2022 Microaerófilas: bactérias que requerem,
para desenvolver-se, ambientes conten-
do teores de oxigênio molecular em tor-
no de 10% ou menos, portanto muito in-
feriores ao presente no ar atmosférico
(cerca de 21%).
\u2022 Microbiota: conjunto de microrganismos
(bactérias, fungos e vírus) que convivem
em um habitat. Não é correta a denomina-
ção microflora, pois os microrganismos
não são seres vegetais.
\u2022 Microflora: ver flora.
\u2022 Monotríquias: bactérias móveis que apre-
sentam um único flagelo em uma de suas
extremidades.
\u2022 Motilidade: capacidade de um organismo
se mover com recursos próprios, na maioria
dos casos graças à formação de flagelos.
\u2022 Movimento browniano: oscilação da célu-
la em ambiente líqüido, devido ao bombar-
deamento molecular do líqüido.
\u2022 Mutação: qualquer alteração na estrutura
genética, transmissível aos descendentes.
\u2022 Neuraminidase: uma das enzimas que
hidrolisam proteínas.
\u2022 Neurotoxina: exotoxina que interfere na
condução de impulsos nervosos.
\u2022 Organelas: estruturas revestidas de mem-
brana localizadas no citoplasma da célula,
essenciais para o desempenho de certas
propriedades; exemplos: ribossomas, grâ-
nulos de reserva e esporos.
\u2022 Oxidação: reação química na qual um
substrato combina-se com o oxigênio (oxi-
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dação não-biológica) ou perde elétrons
(oxidação biológica).
\u2022 Oxidases: enzimas que promovem oxida-
ção de um substrato.
\u2022 Oxirreduções biológicas: seqüência de
reações enzimáticas de oxidação (perda de
elétrons) e redução (ganho de elétrons)
que ocorrem no metabolismo dos seres vi-
vos. Desidrogenases (oxidases) transpor-
tam elétrons H2 (dois átomos de hidrogê-
nio) de um substrato reduzido para outro,
com produção de energia em cada passa-
gem. As respirações aeróbica e anaeróbi-
ca e a fermentação são constituídas por
oxirreduções biológicas.
\u2022 Parede celular: estrutura rígida que reves-
te externamente a célula bacteriana, confe-
rindo-lhe o formato e protegendo-a de al-
terações osmóticas do meio ambiente. A
presença de parede celular contendo pep-
tidoglicano (ausente em apenas alguns
gêneros como Mycoplasma, Ureaplasma e
Acholeplasma) caracteriza a célula bacte-
riana, que é procariota. Sede da reação de
Gram, pois a constituição da parede celu-
lar das Gram-positivas é bastante diferen-
te das negativas.
A parede celular das Gram-positivas apre-
senta camada única, formada por peptido-
glicano (componente majoritário \u2014 ver
verbete específico) e ácido teicóico (ver
verbete específico).
Nas Gram-negativas, a parede é composta
por duas camadas constituídas por pepti-
doglicano, lipídios, fosfolipídios, lipopro-
teínas, proteína (porina) e lipopolissacarí-
dios (endotoxina). Os diversos lipídios são
os componentes majoritários.
\u2022 Patógeno: organismo que causa doença.
\u2022 Peptidoglicano (mureína): heteropolímero
responsável pela rigidez, forma e proteção
contra alterações osmóticas do meio ambien-
te. Formado por dois aminoaçúcares (N-
acetilglicosamina e ácido N-acetil-murâmico)
e por diversos aminoácidos. Constitui cerca
de 50 a 90% da parede das Gram-positivas e
apenas 10% das Gram-negativas.
\u2022 Peritríquias: bactérias móveis que apre-
sentam flagelos em torno de toda a célula.
\u2022 Permeases: proteínas que atravessam toda
a membrana citoplasmática criando micro-
poros; regulam a passagem seletiva de
micromoléculas nutrientes para o interior
da célula bacteriana.
\u2022 Peroxidase: enzima que oxida um substra-
to reduzido e transfere dois átomos de hi-
drogênio para a molécula de peróxido de
hidrogênio, inativando-a e gerando duas
moléculas de água. O peróxido de hidrogê-
nio é tóxico porque oxida irreversivelmen-
te os lipídios da membrana, destruindo a
célula bacteriana.
\u2022 Pilina: proteína estrutural dos pili.
\u2022 Pilus: pêlo sexual situado na superfície
bacteriana utilizado na conjugação. O plu-
ral é pili.
\u2022 Pirimidinas: bases de ácidos nucléicos
(citosina, timina e uracila).
\u2022 Plasmídio: pequena molécula circular de
DNA que se replica independentemente
do cromossomo.
\u2022 Pleomórficas: bactérias da mesma espé-
cie que assumem diferentes morfologias
celulares.
\u2022 Porina: proteína existente na membrana
externa da parede celular das bactérias
Gram-negativas, permite a adsorção seleti-
va de moléculas muito pequenas, solúveis
e de baixo peso molecular.
\u2022 Procariota: célula, como a bacteriana, que
não apresenta membrana nuclear, mitocôn-
drias, aparelho de Golgi, retículo endoplas-
mático e lisossomas; apresenta apenas um
cromossoma circular disperso no citoplas-
ma e peptidoglicano na parede celular.
\u2022 Profago: cromossoma de bacteriófago que
entra em ciclo lisogênico com a bactéria in-
fectada; não lisa a célula bacteriana, mas
integra-se a seu cromossoma acrescentan-
do nova propriedade, como a produção de
toxina.
\u2022 Proteólise (putrefação): processo anaeróbi-
co no qual certas bactérias decompõem
compostos nitrogenados (proteínas, peptí-
dios) utilizando enzimas proteolíticas ou
proteases. Os produtos finais geralmente se
caracterizam por odor fétido: indol, escatol,
gás sulfídrico, amônia, ácidos cetônicos,
aminas fétidas, putrescinas e cadaverinas.
O rendimento energético é muito baixo.
\u2022 Psicrófilas ou criófilas: bactérias que se
desenvolvem na faixa de 0 a 30oC, com
temperatura ótima entre 10 a 20oC; algumas
conseguem multiplicar-se mesmo a 0oC,
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podendo contaminar alimentos e produtos
biológicos mantidos em refrigeradores.
\u2022 Purinas: bases de ácidos nucléicos (ade-
nina e guanina).
\u2022 Radiação ultravioleta: radiação não ioni-
zante que apresenta maior atividade bacte-
ricida (ação sobre o DNA) quando