1 Teoria de Voo Helicóptero
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1 Teoria de Voo Helicóptero


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terreno, ao mesmo tempo em que aumenta o passo coletivo. Isto deve ser feito suavemente, colocando o helicóptero em atitude nivelada antes de sair do solo. SE a técnica correta não for aplicada, isto pode gerar problema. Se o coletivo for puxado muito rapidamente antes de o helicóptero sair do solo, pode ocorrer um momento excessivo. Em outra palavras, se a aeronave não estiver estabilizada antes de sair do solo, um efeito de \u201cchicote\u201d pode acontecer assim que o ponto de apoio move-se do trem de pouso de volta para o CG. Esta mudança no ponto de apoio, isto é inércia, pode levar a um aumento de cinco vezes a potencia de controle, deixando a aeronave incontrolável. O resultado será catastrófico
Em resumo, a brevidade da discussão sobre rolamento dinâmico não deve diminuir a importância do assunto. Ao longo dos anos, vários pilotos de helicópteros tem sido apanhados e acidentaram-se por rolamento dinâmico e vários outros chegaram muito perto. Uma coisa que provavelmente todos concordarão é que uma sólida compreensão do assunto teria sido benéfica e talvez tivesse evitado a ocorrência. Não seja pego desprevenido. Conheça o assunto e voe com segurança.
Outra abordagem sobre o ângulo crítico é o ângulo máximo de batimento. Para a maioria dos helicópteros, situa-se entre 13 e 17 graus. Mas o conceito importante é que você pode estar comprometido com o rolamento dinâmico antes de atingir os ângulos estáticos ou de batimento.
A ocorrência do rolamento dinâmico depende de quatro condições:
O helicóptero deve estar com um dos esquis apoiados ou presos ao solo. Uma das rodas ou esquis pode estar em contato com o solo ou um objeto no solo, como uma carga externa. Pode ser uma corrente de amarração, restringindo o helicóptero, mesmo que os esquis ou rodas estejam fora do solo. Num acidente recente, sugeriu-se a ocorrência do rolamento dinâmico, mesmo embora a testemunha tenha declarado que as rodas estavam no solo ou bem próximas. Se as rodas não estão no solo, não deve ter sido rolamento din6amico.
- o helicóptero deve girar em torno do ponto de contato no solo, e não em torno do centro de gravidade. Existem muitas condições de vôo onde o helicóptero gira em torno de um ponto de contato no solo. Durante decolagens verticais a partir terrenos inclinados o helicóptero gira em torno do esqui alto até que o esqui baixo atinja a mesma altura. Vários rolamentos dinâmicos têm sido causados por excesso de comando cíclico lateral. A ocorrência mais comum é do contato com o solo durante um vôo em translação lateral.
- o helicóptero deve ter alguma velocidade angular em torno do ponto de pivoteamento.
- o helicóptero geralmente está com potencia de decolagem ou leve nos esquis.
Durante a decolagem e pousos em terrenos inclinados e com apenas um esqui no solo, o ângulo de inclinação pode levar o helicóptero a girar em torno do esqui e capotar.Quando esta situação acontece, o controle lateral de cíclico torna-se mais lerdo e menos efetivo do que no vôo pairado. Assim, se a inclinação lateral atingir um determinado valor, o helicóptero entrará num rolamento que não poderá ser corrigido, mesmo com comando total de cíclico. Além disto, a medida que a razão de rotação aumenta, diminui o ângulo a partir do qual é possível uma recuperação.
Quando efetuando manobras com apenas um esqui no solo, devemos ter o cuidado de manter o helicóptero equilibrado, principalmente no sentido lateral.
Ao efetuar pouso e decolagem de terreno inclinado, tenha o cuidado de não deixar aumentar a razão de rolamento lateral. Levante suavemente o esqui mais baixo de modo a trazer o helicóptero para uma situação nivelada e só então decole verticalmente. No pouso, efetue o procedimento inverso.
Se o helicóptero começar a girar em direção à parte mais alta do terreno, reduza o coletivo para corrigir o ângulo de inclinação, retornar a uma atitude nivelada e então comece o procedimento de decolagem novamente.
O coletivo é muito mais eficiente no controle de rolamento do que o cíclico, porque reduz o empuxo total do rotor principal. Uma redução suave e moderada, na razão aproximada de todo em cima a todo em baixo em dois segundos, é adequada para interromper o rolamento. Entretanto, deve-se ter cuidado de não baixar o coletivo muito rapidamente para evitar o impacto da pá do rotor principal com o cone de cauda. Além disso, se quando o helicóptero está inclinando em direção à parte mais alta do terreno, o piloto baixar o coletivo muito rápido, vai criar ma razão de rolamento no sentido oposto, ou seja, quando o esqui baixo atingir o solo, a dinâmica do movimento pode levar o esqui da parte alta a sair do solo e a inércia fazer com que o helicóptero gire sobre o esqui baixo, rolando morro abaixo.
Não puxe o coletivo rapidamente para decolar, pois um grande momento de rolamento para o lado oposto irá acontecer e isto será incontrolável.
As técnicas para pouso em terreno inclinado são similares para a maioria dos helicópteros. De maneira geral, procure manter o disco do rotor na horizontal assim que você começa a puxar o coletivo. Isto significa levar o cíclico na direção da parte alta do terreno até que o esqui baixo comece a sair do solo. Quando isto acontecer, vá voltando o cíclico para a posição central a medida em que a fuselagem for adquirindo uma situação horizontal.
As seguintes considerações são importantes:
# Haverá menos disponibilidade de controle lateral durante operação com vento de través, quando este vem da parte alta do terreno;
# Evite operar com vento de cauda em terreno inclinado;
# Quando houver carregamento ou descarregamento nestas condições, as solicitações de cíclico serão mudadas;
# Se o limite de cíclico for atingido, havendo uma redução de coletivo podem ocorrer impactos da cabeça com o mastro (mast bumping);
· se durante a decolagem, o esqui mais alto começar a sair primeiro, reduza o coletivo suavemente e veja se o esqui baixo não ficou preso.
Para evitar o rolamento dinâmico é importante pleno domínio do helicóptero. Não aceite uma decolagem que não seja exatamente na vertical.
Lembre-se ainda, que o perigo dos rolamentos não está sujeito apenas a terrenos inclinados. Já aconteceram rolamentos em superfícies niveladas.
O resultado final depende do piloto e da rapidez e precisão com que ele analisa o problema e inicia uma ação corretiva. Uma aplicação incorreta dos controles pode intensificar o rolamento e levar o helicóptero a uma atitude irrecuperável
13 NOTAR
Conceito:
NOTAR, que é um acrônimo de No Tail Rotor, tem como objetivo primário embutir as partes móveis do sistema anti-torque para evitar acidentes e reduzir ruído. Basicamente, o rotor de cauda sai da posição tradicional e passa a ficar na raiz do tailboom, internamente.
As pás são reduzidas no comprimento e em maior número, ligadas a um cubo que é acoplado à caixa de transmissão. Este cubo consegue controlar o passo de todas as pás de forma coordenada e síncrona. O ar segue pelo tubo e escapa na extremidade, onde há um defletor de 90 graus. 
O sistema NOTAR é composto por quatro componentes principais
a)Cone de cauda de seção circular pressurizado a baixa pressão (0,5 psi);
b) Gerador de Fluxo (fan) com passo variável, com solidez = 0,613, para manter a pressão constante dentro do cone de cauda;
c) Cone de cauda com duas fendas longitudinais posicionadas a 70° e 140° do lado direito do helicóptero; e
d) Um direcionador de fluxo posicionado na extremidade do cone de cauda, acionado pelo pedal.
	
Características mecânicas e aerodinâmicas:
Toda a mecânica é similar ao rotor de cauda comum da caixa de transmissão até a ligação do eixo de transmissão do rotor de cauda. Deste ponto em diante, o NOTAR é completamente diferente dos rotores convencionais. 
Fonte: McDonnell Douglas
A começar da parte anterior ao escape do motor, o MD 520N possui uma grade que protege a tubulação de admissão de ar. Virada