Constituio Federal Comentada
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em curso, ao tempo da decisão - que, posteriormente, se haja declarado 
incompetente, à vista do andamento delas.\u201d (HC 81.260, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19/04/02)
 
\u201cEscuta gravada da comunicação telefônica com terceiro, que conteria evidência de quadrilha que integrariam: ilicitude, nas 
circunstâncias, com relação a ambos os interlocutores. A hipótese não configura a gravação da conversa telefônica própria 
por um dos interlocutores - cujo uso como prova o STF, em dadas circunstâncias, tem julgado lícito - mas, sim, escuta e 
gravação por terceiro de comunicação telefônica alheia, ainda que com a ciência ou mesmo a cooperação de um dos 
interlocutores: essa última, dada a intervenção de terceiro, se compreende no âmbito da garantia constitucional do sigilo das 
comunicações telefônicas e o seu registro só se admitirá como prova, se realizada mediante prévia e regular autorização 
judicial. A prova obtida mediante a escuta gravada por terceiro de conversa telefônica alheia é patentemente ilícita em 
relação ao interlocutor insciente da intromissão indevida, não importando o conteúdo do diálogo assim captado. A ilicitude da 
escuta e gravação não autorizadas de conversa alheia não aproveita, em princípio, ao interlocutor que, ciente, haja 
aquiescido na operação; aproveita-lhe, no entanto, se, ilegalmente preso na ocasião, o seu aparente assentimento na 
empreitada policial, ainda que existente, não seria válido. A extensão ao interlocutor ciente da exclusão processual do 
registro da escuta telefônica clandestina - ainda quando livre o seu assentimento nela - em princípio, parece inevitável, se a 
participação de ambos os interlocutores no fato probando for incindível ou mesmo necessária à composição do tipo criminal 
cogitado, qual, na espécie, o de quadrilha.\u201d (HC 80.949, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 14/12/01)
\u201cUtilização de gravação de conversa telefônica feita por terceiro com a autorização de um dos interlocutores sem o 
conhecimento do outro quando há, para essa utilização, excludente da antijuridicidade. Afastada a ilicitude de tal conduta - a 
de, por legítima defesa, fazer gravar e divulgar conversa telefônica ainda que não haja o conhecimento do terceiro que está 
praticando crime -, é ela, por via de conseqüência, lícita e, também conseqüentemente, essa gravação não pode ser tida 
como prova ilícita, para invocar-se o artigo 5º, LVI, da Constituição com fundamento em que houve violação da intimidade 
(art. 5º, X, da Carta Magna).\u201d (HC 74.678, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 15/08/97)
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (17 of 574)17/08/2005 13:02:39
STF - Constituição
\u201cO sigilo bancário só existe no Direito brasileiro por força de lei ordinária. Não entendo que se cuide de garantia com status 
constitucional. (...). Da minha leitura, no inciso XII da Lei Fundamental, o que se protege, e de modo absoluto, até em relação 
ao Poder Judiciário, é a comunicação \u2018de dados\u2019 e não os \u2018dados\u2019, o que tornaria impossível qualquer investigação 
administrativa, fosse qual fosse. Reporto-me, no caso, brevitatis causao, a um primoroso estudo a respeito do Professor 
Tércio Sampaio Ferraz Júnior. Em princípio, por isso, admitiria que a lei autorizasse autoridades administrativas, com função 
investigatória e sobretudo o Ministério Público, a obter dados relativos a operações bancárias.\u201d (MS 21.729, voto do Min. 
Sepúlveda Pertence, DJ 19/10/01)
 
Nota - Até a edição da Lei nº 9.296/96, o entendimento do Tribunal era no sentido da impossibilidade de interceptação 
telefônica, mesmo com autorização judicial, em investigação criminal ou instrução processual penal, tendo em vista a não-
recepção do art. 57, II, e da Lei nº 4.117/62 (Código Brasileiro de Telecomunicações). 
"O art. 5º, XII, da Constituição, que prevê, excepcionalmente, a violação do sigilo das comunicações telefônicas para fins de 
investigação criminal ou instrução processual penal, não é auto-aplicável: exige lei que estabeleça as hipóteses e a forma 
que permitam a autorização judicial. Precedentes. a) Enquanto a referida lei não for editada pelo Congresso Nacional, é 
considerada prova ilícita a obtida mediante quebra do sigilo das comunicações telefônicas, mesmo quando haja ordem 
judicial (CF, art. 5º, LVI). b) O art. 57, II, a, do Código Brasileiro de Telecomunicações não foi recepcionado pela atual 
Constituição, a qual exige numerus clausus para a definição das hipóteses e formas pelas quais é legítima a violação do 
sigilo das comunicações telefônicas. A garantia que a Constituição dá, até que a lei o defina, não distingue o telefone público 
do particular, ainda que instalado em interior de presídio, pois o bem jurídico protegido é a privacidade das pessoas, 
prerrogativa dogmática de todos os cidadãos. As provas obtidas por meios ilícitos contaminam as que são exclusivamente 
delas decorrentes; tornam-se inadmissíveis no processo e não podem ensejar a investigação criminal e, com mais razão, a 
denúncia, a instrução e o julgamento (CF, art. 5º, LVI), ainda que tenha restado sobejamente comprovado, por meio delas, 
que o Juiz foi vítima das contumélias do paciente." (HC 72.588, Rel. Min. Mauricio Corrêa, DJ 04/08/00). No mesmo sentido: 
HC 74.586, DJ 27/04/01.
"É ilícita a prova produzida mediante escuta telefônica autorizada por magistrado, antes do advento da Lei nº 9.296, de 
24.07.96, que regulamentou o art. 5º, XII, da Constituição Federal." (HC 74.116, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 14/03/97)
 
\u201cA administração penitenciária, com fundamento em razões de segurança pública, de disciplina prisional ou de preservação 
da ordem jurídica, pode, sempre excepcionalmente, e desde que respeitada a norma inscrita no art. 41, parágrafo único, da 
Lei nº 7.210/84, proceder à interceptação da correspondência remetida pelos sentenciados, eis que a cláusula tutelar da 
inviolabilidade do sigilo epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas.\u201d (HC 70.814, Rel. Min. 
Celso de Mello, DJ 24/06/94)
 
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei 
estabelecer; 
 
"A exigência temporal de dois anos de bacharelado em Direito como requisito para inscrição em concurso público para 
ingresso nas carreiras do Ministério Público da União, prevista no art. 187 da Lei complementar nº 75/93, não representa 
ofensa ao princípio da razoabilidade, pois, ao contrário de se afastar dos parâmetros da maturidade pessoal e profissional a 
que objetivam a norma, adota critério objetivo que a ambos atende." (ADI 1.040, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 01/04/05)
 
¿Em síntese, a legislação local submete o contribuinte à exceção de emitir notas fiscais individualizadas, quando em débito 
para com o fisco. Entendo conflitante com a Carta da República o procedimento adotado. (...) A lei estadual contraria, 
portanto, os textos constitucionais evocados, ou seja, a garantia do livre exercício do trabalho, ofício ou profissão - inciso XIII 
do artigo 5º da Carta da República - e de qualquer atividade econômica parágrafo único do artigo 170 da Constituição 
Federal.¿ (RE 413.782, voto do Min. Marco Aurélio, DJ 03/06/05)
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (18 of 574)17/08/2005 13:02:39
STF - Constituição
\u201cO art. 70 da Lei n. 8.713, de 30.09.1993, veda, a partir da data da escolha do candidato pelo partido, a transmissão de 
programa de radio ou televisão por ele apresentado ou comentado. E o parágrafo único acrescenta que, sendo o nome do 
programa o mesmo que o do candidato, é proibida a sua divulgação, sob pena de cassação do respectivo registro. Tais 
normas, a um primeiro exame do Tribunal, para efeito de medida cautelar, não estabelecem nova hipótese de inelegibilidade 
ou outra condição de elegibilidade, nem obstam o exercício de profissão a qualquer apresentador ou comentarista de rádio 
ou televisão. E se destinam a impedir