Constituio Federal Comentada
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de 1º.10.93, e para os efeitos do art. 231 da CF, a demarcação administrativa promovida pela 
Fundação Nacional do Índio - FUNAI da Área Indígena Jacaré de São Domingos, localizada no Estado da Paraíba (...) em 
razão de o ajuizamento da ação na Justiça Federal ser anterior ao decreto homologatório, concluiu que permitir a vigência 
deste implicaria ofensa ao princípio da inafastabilidade do controle judicial sobre qualquer ato que cause lesão ou ameaça a 
direito (CF, art. 5º, XXXV). O Min. Eros Grau acompanhou o relator. Após, o Min. Joaquim Barbosa pediu vista dos 
autos.\u201d (MS 21.896, Rel. Min. Carlos Velloso, Informativo 368)
 
"Lei de Arbitragem (L. 9.307/96): constitucionalidade, em tese, do juízo arbitral; discussão incidental da constitucionalidade de 
vários dos tópicos da nova lei, especialmente acerca da compatibilidade, ou não, entre a execução judicial específica para a 
solução de futuros conflitos da cláusula compromissória e a garantia constitucional da universalidade da jurisdição do Poder 
Judiciário (CF, art. 5º, XXXV). Constitucionalidade declarada pelo plenário, considerando o Tribunal, por maioria de votos, 
que a manifestação de vontade da parte na cláusula compromissória, quando da celebração do contrato, e a permissão legal 
dada ao juiz para que substitua a vontade da parte recalcitrante em firmar o compromisso não ofendem o artigo 5º, XXXV, da 
CF." (SE 5.206-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 30/04/04)
 
\u201cTaxa judiciária e custas. Necessidade da existência de limite que estabeleça a equivalência entre o valor da taxa e o custo 
real dos serviços, ou do proveito do contribuinte. Valores excessivos: possibilidade de inviabilização do acesso de muitos à 
Justiça, com ofensa ao princípio da inafastabilidade do controle judicial de lesão ou ameaça a direito.\u201d (ADI 1.772-MC, Rel. 
Min. Carlos Velloso, DJ 08/09/00)
 
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STF - Constituição
\u201cO art. 6º da Medida Provisória nº 1.704 concerne aos servidores que não ingressaram em Juízo, reconhecendo-lhes o direito 
à percepção do reajuste de 28,86%, diante do decidido pelo STF, no RMS 22.307-7-DF. A norma, entretanto, não impede 
que os servidores, nessa situação, em não aceitando receber o reajuste, na forma aí definida, possam percorrer a via judicial, 
ab initio. O diploma impugnado não obsta, assim, o acesso ao Judiciário.\u201d (ADI 1.882-MC, Rel. Min. Néri da Silveira, DJ 
01/09/00)
 
\u201cOs artigos 7º e 8º da Lei 8.541-92, contra cuja aplicação se insurgem os agravantes, somente admitem, para fins de 
apuração do lucro real das empresas, o desconto das importâncias correspondentes aos tributos efetivamente pagos (não os 
respectivos depósitos judiciais). Ora, nada está a impedir a discussão judicial da legitimidade do tributo, assegurado pelo 
inciso XXXV do art. 5º da Constituição. É estranha, porém, a essa garantia, a pretensão de ver assimiladas providências de 
natureza essencialmente diversa, como o simples depósito ao pagamento do tributo.\u201d (AI 206.085-AgR, voto do Min. Octavio 
Gallotti, DJ 07/04/00)
 
\u201cImplica violência ao princípio do acesso ao Judiciário e, alfim, do devido processo legal - incisos XXXV e LV do artigo 5º da 
Carta de 1988 - decisão prolatada antes da reforma de 1994 que haja importado no não-conhecimento do agravo de 
instrumento por insuficiência no traslado de peças.\u201d (RE 202.308. Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 13/03/98)
 
\u201cA ordem jurídico-constitucional assegura aos cidadãos o acesso ao Judiciário em concepção maior. Engloba a entrega da 
prestação jurisdicional da forma mais completa e convincente possível. Omisso o provimento judicial e, em que pese a 
interposição de embargos declaratórios, persistindo o vício na arte de proceder, forçoso é assentar a configuração da 
nulidade.\u201d (RE 158.655, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 02/05/97)
\u201cSe, em qualquer das instâncias ocorreu vício de julgamento, por falta de fundamentação ou de adequado exame das 
questões de fato e de direito, isso, se for verdade, configurará nulidade de caráter processual, mas não denegação de 
jurisdição, de molde a afrontar a norma constitucional focalizada (inc. XXXV do art. 5º da CF).\u201d (AI 185.669-AgR, Rel. Min. 
Sydney Sanches, DJ 29/11/96)
 
\u201cA garantia de acesso ao Judiciário não pode ser tida como certeza de que as teses serão apreciadas de acordo com a 
conveniência das partes.\u201d (RE 113.958, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 07/02/97)
\u201cO proprietário do prédio vizinho não ostenta o direito de impedir que se realize edificação capaz de tolher a vista desfrutada 
a partir de seu imóvel, fundando-se, para isso, no direito de propriedade. A garantia do acesso à jurisdição não foi violada 
pelo fato de ter-se declarado a carência da ação. O art. 5º inc. XXXV da Constituição não assegura o acesso indiscriminado 
ao Poder Judiciário.\u201d (RE 145.023, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 18/12/92)
\u201cNão há confundir negativa de prestação jurisdicional com decisão jurisdicional contrária à pretensão da parte." (AI 135.850-
AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 24/05/91)
 
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STF - Constituição
"Exame e avaliação de candidato com base em critérios subjetivos, excluindo-o do concurso sem que sejam fornecidos os 
motivos, atentam contra o princípio da inafastabilidade do conhecimento do Poder Judiciário de lesão ou ameaça a 
direito." (AI 179.583-AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 01/07/96)
"Exame e avaliação de candidato com base em critérios subjetivos, como, por exemplo, a verificação sigilosa sobre a 
conduta, pública e privada, do candidato, excluindo-o do concurso sem que sejam fornecidos os motivos. Ilegitimidade do 
ato, que atenta contra o principio da inafastabilidade do conhecimento do Poder Judiciário de lesão ou ameaça a direito. É 
que, se a lesão é praticada com base em critérios subjetivos, ou em critérios não revelados, fica o Judiciário impossibilitado 
de prestar a tutela jurisdicional, porque não terá como verificar o acerto ou o desacerto de tais critérios. Por via oblíqua, 
estaria sendo afastada da apreciação do Judiciário lesão a direito." (RE 125.556, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 15/05/92)
 
\u201cOs princípios constitucionais que garantem o livre acesso ao Poder Judiciário, o contraditório e a ampla defesa, não são 
absolutos e hão de ser exercidos, pelos jurisdicionados, por meio das normas processuais que regem a matéria, não se 
constituindo negativa de prestação jurisdicional e cerceamento de defesa a inadmissão de recursos quando não observados 
os procedimentos estatuídos nas normas instrumentais.\u201d (AI 152.676-AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 03/11/95)
 
"Esta Corte já firmou o entendimento de que a prestação jurisdicional, ainda que realmente seja errônea, não deixa de ser 
prestação jurisdicional, inexistindo, assim, ofensa ao artigo 5º, XXXV, da Constituição Federal.\u201d (AI 157.933-AgR, Rel. Min. 
Moreira Alves, DJ 18/08/95) 
\u201cConhecer de um recurso por outro, ainda que ocorra erronia, pode configurar violação de norma processual 
infraconstitucional, e não ofensa ao princípio constitucional de que a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão 
ou ameaça a direito.\u201d (AI 134.000-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 03/05/91)
 
\u201cControle judicial do impeachment: possibilidade, desde que se alegue lesão ou ameaça a direito.\u201d (MS 21.689, Rel. Min. 
Carlos Velloso, DJ 07/04/95)
 
\u201cNão compete ao Supremo Tribunal Federal, mas, sim, ao próprio Tribunal, perante o qual tem curso procedimento 
administrativo, de caráter disciplinar, examinar 'exceção de suspeição' da maioria de seus membros, nele incidentalmente 
suscitada (...) a decisão do tribunal, a respeito dessa questão, fica sujeita ao controle jurisdicional, pela via adequada, se 
houver lesão ou ameaça a direito.\u201d (AO 238-QO, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 24/03/95)
 
\u201cA garantia constitucional