Constituio Federal Comentada
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a ela, perante o Governo 
brasileiro, o compromisso de comutá-la em pena não superior à duração máxima admitida na lei penal do Brasil (CP, art. 75), 
eis que os pedidos extradicionais \u2014 considerado o que dispõe o art. 5º, XLVII, b da Constituição da República, que veda as 
sanções penais de caráter perpétuo \u2014 estão necessariamente sujeitos à autoridade hierárquico-normativa da Lei 
Fundamental brasileira. Doutrina. Novo entendimento derivado da revisão, pelo Supremo Tribunal Federal, de sua 
jurisprudência em tema de extradição passiva." (Ext 855, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 01/07/05)
 
\u201cExtradição \u2014 Atos Delituosos de Natureza Terrorista \u2014 Descaracterização do Terrorismo como Prática de Criminalidade 
Política. (...) O repúdio ao terrorismo: um compromisso ético-jurídico assumido pelo Brasil, quer em face de sua própria 
Constituição, quer perante a comunidade internacional. Extraditabilidade do terrorista: necessidade de preservação do 
princípio democrático e essencialidade da cooperação internacional na repressão ao terrorismo. (...) Condenação do 
Extraditando a duas (2) Penas de Prisão Perpétua \u2014 Inadmissibilidade dessa Punição no Sistema Constitucional Brasileiro 
(CF, art. 5º, XLVII, b) \u2014 (...) Extradição e prisão perpétua: necessidade de prévia comutação, em pena temporária (máximo 
de 30 anos), da pena de prisão perpétua \u2014 Revisão da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em obediência à 
declaração constitucional de direitos (CF, art. 5º, XLVII, b).(...) Efetivação extradicional dependente de prévio compromisso 
diplomático consistente na comutação, em penas temporárias não superiores a 30 anos, da pena de prisão perpétua \u2014 
pretendida execução imediata da ordem extradicional, por determinação do Supremo Tribunal Federal \u2014 Impossibilidade \u2014 
Prerrogativa que assiste, unicamente, ao Presidente da República, enquanto Chefe de Estado. (...) A questão da imediata 
efetivação da entrega extradicional \u2014 Inteligência do art. 89 do Estatuto do Estrangeiro \u2014 Prerrogativa exclusiva do 
Presidente da República, enquanto Chefe de Estado.(...) \u2014 Pedido deferido, com restrição.\u201d (Ext 855, Rel. Min. Celso de 
Mello, DJ 01/07/05)
 
"Observe-se a garantia constitucional que afasta a possibilidade de ter-se prisão perpétua. A tanto equivale a indeterminação 
da custódia, ainda que implementada sob o ângulo da medida de segurança. (...). É certo que o § 1º do artigo 97 do Código 
Penal dispõe sobre prazo da imposição da medida de segurança para inimputável, revelando-o indeterminado. Todavia, há 
de se conferir ao preceito interpretação teleológica, sistemática, atentando-se para o limite máximo de trinta anos fixado pelo 
legislador ordinário, tendo em conta a regra primária vedadora da prisão perpétua. A não ser assim, há de concluir-se pela 
inconstitucionalidade do preceito." (HC 84.219, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 03/05/04)
 
\u201cPena de inabilitação permanente para o exercício de cargos de administração ou gerência de instituições financeiras. 
Inadmissibilidade.\u201d (RE 154.134, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 29/10/99)
 
c) de trabalhos forçados;
 
d) de banimento;
 
e) cruéis;
 
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do 
apenado; 
 
\u201cAdvogado \u2013 condenação penal recorrível \u2013 direito a prisão especial \u2013 prerrogativa de ordem profissional\u201d (HC 72.465, Rel. 
Min. Celso de Mello, DJ 24/11/95)
 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
 
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STF - Constituição
\u201cO fato de o paciente estar condenado por delito tipificado como hediondo não enseja, por si só, uma proibição objetiva 
incondicional à concessão de prisão domiciliar, pois a dignidade da pessoa humana, especialmente a dos idosos, sempre 
será preponderante, dada a sua condição de princípio fundamental da República (art. 1º, inciso III, da CF/88). Por outro lado, 
incontroverso que essa mesma dignidade se encontrará ameaçada nas hipóteses excepcionalíssimas em que o apenado 
idoso estiver acometido de doença grave que exija cuidados especiais, os quais não podem ser fornecidos no local da 
custódia ou em estabelecimento hospitalar adequado.\u201d (HC 83.358, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 04/06/04)
 
\u201cDetento assassinado por outro preso: responsabilidade civil do Estado: ocorrência da falta do serviço, com a culpa genérica 
do serviço público, dado que o Estado deve zelar pela integridade física do preso.\u201d (RE 372.472, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 
28/11/03). No mesmo sentido: RE 215.981, DJ 31/05/02.
 
\u201cTanto quanto possível, incumbe ao Estado adotar medidas preparatórias ao retorno do condenado ao convívio social. Os 
valores humanos fulminam os enfoques segregacionistas. A ordem jurídica em vigor consagra o direito do preso de ser 
transferido para local em que possua raízes, visando a indispensável assistência pelos familiares. Os óbices ao acolhimento 
do pleito devem ser inafastáveis e exsurgir ao primeiro exame, consideradas as precárias condições do sistema carcerário 
pátrio.\u201d (HC 71.179, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 03/06/94)
 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de 
amamentação; 
 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou 
de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;
 
\u201cNão impede a extradição a circunstância de ser o extraditando casado com brasileira ou ter filho brasileiro.\u201d (SÚM. 421)
 
"O processo remete ao complexo problema da extradição no caso da dupla-nacionalidade, questão examinada pela Corte 
Internacional de Justiça no célebre caso Nottebohm. Naquele caso a Corte sustentou que na hipótese de dupla nacionalidade 
haveria uma prevalecente \u2014 a nacionalidade real e efetiva \u2014 identificada a partir de laços fáticos fortes entre a pessoa e o 
Estado. A falta de elementos concretos no presente processo inviabiliza qualquer solução sob esse enfoque." (HC 83.450, 
Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 04/03/05)
 
"Brasileiro naturalizado. Certificado de naturalização expedido. Art. 5º, LI, CF/88. Tráfico ilícito de entorpecentes. Ausência de 
provas. Inextraditabilidade. Esta Corte firmou entendimento no sentido de impossibilitar o pleito de extradição após a solene 
entrega do certificado de naturalização pelo Juiz, salvo comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas 
afins, na forma da lei. A norma inserta no artigo 5º, LI, da Constituição do Brasil não é regra de eficácia plena, nem de 
aplicabilidade imediata. Afigura-se imprescindível a implementação de legislação ordinária regulamentar. 
Precedente. Ausência de prova cabal de que o extraditando esteja envolvido em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas 
afins. Possibilidade de renovação, no futuro, do pedido de extradição, com base em sentença definitiva, se apurado e 
comprovado o efetivo envolvimento na prática do referido delito. Questão de ordem resolvida no sentido de indeferir o pedido 
de extradição." (Ext. 934-QO, Rel. Min. Eros Grau, DJ 12/11/04)
\u201cAo princípio geral de inextraditabilidade do brasileiro, incluído o naturalizado, a Constituição admitiu, no art. 5º, LI, duas 
exceções: a primeira, de eficácia plena e aplicabilidade imediata, se a naturalização é posterior ao crime comum pelo qual 
procurado; a segunda, no caso de naturalização anterior ao fato, se se cuida de tráfico de entorpecentes: aí, porém, admitida, 
não como a de qualquer estrangeiro, mas, sim, \u2018na forma da lei\u2019, e por \u2018comprovado envolvimento\u2019 no crime: a essas 
exigências de caráter excepcional não basta a concorrência dos requisitos formais de toda extradição, quais sejam, a dúplice 
incriminação do fato imputado e o juízo estrangeiro sobre a seriedade da suspeita. No \u2018sistema belga\u2019, a que se filia o da lei