Constituio Federal Comentada
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apenas quando norma jurídica válida expressamente a ela 
atribuir essa livre atuação. Os atos administrativos que envolvem a aplicação de \u2018conceitos indeterminados\u2019 estão sujeitos ao 
exame e controle do Poder Judiciário. O controle jurisdicional pode e deve incidir sobre os elementos do ato, à luz dos 
princípios que regem a atuação da Administração. Processo disciplinar, no qual se discutiu a ocorrência de desídia \u2014 art. 
117, inciso XV da Lei n. 8.112/90. Aplicação da penalidade, com fundamento em preceito diverso do indicado pela comissão 
de inquérito. A capitulação do ilícito administrativo não pode ser aberta a ponto de impossibilitar o direito de defesa. De outra 
parte, o motivo apresentado afigurou-se inválido em face das provas coligidas aos autos. Ato de improbidade: a aplicação 
das penalidades previstas na Lei n. 8.429/92 não incumbe à Administração, eis que privativa do Poder Judiciário. Verificada a 
prática de atos de improbidade no âmbito administrativo, caberia representação ao Ministério Público para ajuizamento da 
competente ação, não a aplicação da pena de demissão. Recurso ordinário provido.\u201d (RMS 24.699, Rel. Min. Eros Grau, DJ 
01/07/05)
 
NOVO "Prova. Produção antecipada. Inquirição de testemunhas. Inadmissibilidade. Revelia. Réu revel citado por edital. Não 
comparecimento por si nem por advogado constituído. Prova não urgente por natureza. Deferimento em grau de recurso. 
Ofensa ao princípio do contraditório (art. 5º, LV, da CF)." (RHC 83.709, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 01/07/05)
 
\u201cDenúncia: cabimento, com base em elementos de informação colhidos em auditoria do Tribunal de Contas, sem que a estes 
\u2014 como também sucede com os colhidos em inquérito policial \u2014 caiba opor, para esse fim, a inobservância da garantia ao 
contraditório. (...)\u201d (Inq 1.070, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 01/07/05)
 
"Habeas Corpus. Homicídio qualificado. Dúvida sobre a tempestividade do desejo de apelar manifestado pelo próprio 
condenado. Inércia do defensor dativo. Ofensa ao princípio da ampla defesa. Prevalência da interpretação mais favorável ao 
réu." (HC 85.239, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 08/04/05)
 
"A Tomada de Contas Especial não constitui procedimento administrativo disciplinar. Ela tem por escopo a defesa da coisa 
pública. Busca a Corte de Contas, com tal medida, o ressarcimento pela lesão causada ao Erário. A Tomada de Contas é 
procedimento administrativo, certo que a extensão da garantia do contraditório (CF, art. 5º, LV) aos procedimentos 
administrativos não exige a adoção da normatividade própria do processo judicial, em que é indispensável a atuação do 
advogado: AI 207.197-AgR/PR, Ministro Octavio Gallotti, DJ de 05/06/98; RE 244.027-AgR/SP, Ministra Ellen Gracie, DJ de 
28/06/2002." (MS 24.961, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 04/03/05)
 
"Inexistência da alegada ofensa ao devido processo legal e à ampla defesa pela falta de indicação do \u2018grau de utilização da 
terra\u2019 e do \u2018grau de eficiência na exploração\u2019 (GEE) no relatório técnico, que foi contestado pelas vias administrativas 
próprias." (MS 23.872, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 18/02/05)
 
"O Supremo Tribunal Federal não deve autorizar a extradição, se se demonstrar que o ordenamento jurídico do Estado 
estrangeiro que a requer não se revela capaz de assegurar, aos réus, em juízo criminal, os direitos básicos que resultam do 
postulado do due process of law (RTJ 134/56-58 \u2013 RTJ 177/485-488), notadamente as prerrogativas inerentes à garantia da 
ampla defesa, à garantia do contraditório, à igualdade entre as partes perante o juiz natural e à garantia de imparcialidade do 
magistrado processante." (Ext 897, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 18/02/05)
 
"(...) não merece prosperar a alegação de cerceamento de defesa e do contraditório ante a ausência de notificação da 
esposa acerca da vistoria do imóvel realizada pelo Incra. De fato, como bem assinalado no parecer do Ministério Público 
Federal, o art. 2º da Lei 8.629/1993, com a redação determinada pela Medida Provisória 2.183-56/2001, dispõe inclusive que 
é válida a notificação na pessoa do representante ou preposto. Logo, não há irregularidade na notificação quando ela é feita 
apenas ao cônjuge-varão proprietário (...). Nesse sentido, confira-se, por exemplo, o MS 23.311 (rel. min. Sepúlveda 
Pertence) e o MS 23.133 (rel. min. Octavio Gallotti)." (MS 24.578, voto do Min. Joaquim Barbosa, DJ 18/02/05)
 
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STF - Constituição
"O servidor público ocupante de cargo efetivo, ainda que em estágio probatório, não pode ser exonerado ad nutum, com base 
em decreto que declara a desnecessidade do cargo, sob pena de ofensa à garantia do devido processo legal, do 
contraditório e da ampla defesa. Incidência da Súmula 21 do STF." (RE 378.041, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 11/02/05)
 
"Policial militar: processo administrativo disciplinar: validade: ampla defesa assegurada. No caso, o Defensor dativo \u2014 
malgrado sem contestar a materialidade do ilícito disciplinar \u2014, extrai dos testemunhos acerca das qualidades pessoais do 
acusado a base de sustentação do pedido de que lhe fosse imposta pena menos severa que a exclusão. Ante a evidência da 
responsabilidade do acusado, a postulação no vazio da absolvição pode configurar temeridade tática da defesa, da qual será 
lícito ao defensor furtar-se, de modo a resguardar a credibilidade da pretensão de uma penalidade menos rigorosa. Essa 
opção tática do defensor não ultrapassa os limites de sua discricionariedade no exercício do mister e não basta à 
caracterização de ausência de defesa, de modo a viciar de nulidade o processo." (RE 205.260, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 
DJ 04/02/05)
 
\u201cA Turma retomou julgamento de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de 
Janeiro que mantivera decisão que reintegrara associado excluído do quadro da sociedade civil União Brasileira de 
Compositores - UBC, sob o entendimento de que fora violado o seu direito de defesa, em virtude de o mesmo não ter tido a 
oportunidade de refutar o ato que resultara na sua punição \u2014 v. Informativos 351 e 370. O Min. Joaquim Barbosa, em voto-
vista, acompanhando o Min. Gilmar Mendes, negou provimento ao recurso. Entendeu que os princípios fundamentais têm 
aplicação no âmbito das relações privadas e que, na espécie, os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório 
deveriam ter sido observados na exclusão de sócio, tendo em conta a natureza peculiar da associação em causa, a qual 
possui caráter quase público. Por fim, asseverou que a incidência de direitos fundamentais nas relações privadas há de ser 
aferida caso a caso, para não se suprimir a autonomia privada. Por outro lado, o Min. Carlos Velloso dissentiu e, seguindo o 
voto da Min. Ellen Gracie, relatora, deu provimento ao recurso. Considerou que a questão cinge-se ao âmbito 
infraconstitucional, haja vista tratar-se de alegação de ofensa ao princípio do devido processo legal, cuja lei, no caso, seria o 
estatuto da associação a qual o recorrido aderira. Ressaltou, ainda, que, aplicado o Novo Código Civil, o tema seria de 
legalidade e que, incidente o antigo, de matéria regimental. Após, pediu vista o Min. Celso de Mello.\u201d (RE 201.819, Rel. Min. 
Ellen Gracie, Informativo 385)
 
"A garantia constitucional da ampla defesa tem, por força direta da Constituição, um conteúdo mínimo, que independe da 
interpretação da lei ordinária que a discipline (RE 255.397, 1ª T., Pertence, DJ 07/05/04). Se a defesa argúi a denegação de 
prova essencial com base na Constituição e a decisão recorrida repele motivadamente a argüição, o prequestionamento 
independe de menção expressa à disposição constitucional invocada. (...) Em se cuidando de RE da defesa em processo 
penal, a indagação do prequestionamento perde seu relevo, dada a oportunidade de sanar, não obstante a sua falta, a 
coação ilegítima,