Constituio Federal Comentada
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dever 
de cidadania opor-se à ordem ilegal; caso contrário, nega-se o Estado de Direito.\u201d (HC 73.454, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 
07/06/96)
 
\u201cCaracterizado o excesso de prazo na custódia cautelar do paciente, mesmo em face da duplicação, instituída pelo art. 10 da 
Lei n. 8.072/90, dos prazos processuais previstos no art. 35 da Lei n. 6.368/76, é de deferir-se o habeas corpus para que seja 
relaxada a prisão, já que a vedação de liberdade provisória para os crimes hediondos não pode restringir o alcance do art. 5º, 
LXV, da Carta da República, que garante o relaxamento da prisão eivada de ilegalidade.\u201d (HC 70.856, Rel. Min. Ilmar Galvão, 
DJ 29/09/95)
 
\u201cImprocedência das nulidades processuais invocadas, inclusive a relativa à prisão do réu, sem o trânsito em julgado da 
decisão condenatória, em face do art. 5º, LXV da constituição.\u201d (HC 69.456, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 25/09/92)
 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; 
 
NOVO \u201cHabeas corpus. Prisão cautelar. Clamor público e repercussão social. Fundamentos inidôneos. Ausência de nulidade 
da oitiva de testemunha após a prolação da sentença. Inépcia da denúncia. Improcedência. É firme o entendimento desta 
Corte no sentido de que a simples invocação do clamor público e da repercussão social, provocados pelo fato delituoso, não 
constituem fundamentos idôneos à decretação e manutenção da prisão cautelar.\u201d (HC 85.046, Rel. Min. Eros Grau, DJ 
10/06/05)
 
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STF - Constituição
\u201cEm virtude do princípio constitucional da não-culpabilidade, a custódia acauteladora há de ser tomada como 
exceção. Cumpre interpretar os preceitos que a regem de forma estrita, reservando-a a situações em que a liberdade 
do acusado coloque em risco os cidadãos.\u201d (HC 83.534, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 27/02/04)
 
\u201cO fato de o crime ser apenado com reclusão não conduz necessariamente à decretação da prisão preventiva \u2014 alcance dos 
artigos 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal e 5º, inciso LXVI, da Constituição Federal. O concurso de crimes, 
quer na modalidade material, quer na formal, e a continuidade delitiva são dados neutros relativamente à prisão preventiva \u2014 
interpretação dos artigos 69, 70 e 71 do Código Penal, 311 ao 316 do Código de Processo Penal e 5º, inciso LXVI, da 
Constituição Federal.\u201d (HC 83.534, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 27/02/04)
 
\u201cA regra do inciso LXVI do art. 5º da Constituição de 1988, efetivamente, não afasta, conforme já observei, ao 
mencionar decisões anteriores, na vigência dessa ordem constitucional, a norma do art. 84, parágrafo único, da Lei 
nº 6.815/80, acerca da extradição.\u201d (Ext 785-QO, voto do Rel. Min. Néri da Silveira, DJ 05/10/01)
 
\u201cRelevância jurídica da argüição de incompatibilidade com os artigos 144, § 1º, I e IV, e 5º, LXVI, ambos da 
Constituição (destinação da Polícia Federal), de resolução da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, 
onde se determina, às autoridades da Polícia Judiciária local, a prisão em flagrante, pela prática dos delitos de 
ingresso irregular no Estado, fabricação, venda, transporte, recebimento, ocultação, depósito e distribuição de 
armamento ou material militar privativo das Forças Armadas.\u201d (ADI 1.489-MC, Rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 07/12/00)
 
\u201cLonge fica de caracterizar violência à parte final do inciso LXVI do rol das garantias constitucionais decisão que 
resulte no afastamento da prisão civil, ante a circunstância de possuir o devedor bens suficientes a responderem 
pelo débito, havendo sido ofertados tão logo ocorrida a citação no processo respectivo.\u201d (RE 200.475-AgR, Rel. Min. 
Marco Aurélio, DJ 06/02/98)
 
\u201cJá se firmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que a prisão cautelar não viola o princípio constitucional da 
presunção de inocência, conclusão essa que decorre da conjugação dos incisos LVII, LXI e LXVI, do artigo 5º da Constituição 
Federal.\u201d (HC 71.169, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 16/09/94). No mesmo sentido: HC 68.499, Rel. Min. Néri da Silveira, DJ 
02/04/93.
 
"O dispositivo no item LVII, do art. 5º da Carta Política de 1988, ao declarar que 'ninguém será considerado culpado 
até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória' não significa que o réu condenado não possa ser recolhido 
à prisão, antes daquela fase, salvo nos casos em que a legislação ordinária expressamente lhe assegura a liberdade 
provisória, o que decorre do disposto em outros preceitos da Carta Magna, tais como itens LIV, LXI e LXVI, do mesmo 
artigo 5º." (HC 68.037, Rel. Min. Aldir Passarinho, DJ 21/05/93)
 
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação 
alimentícia e a do depositário infiel; 
 
\u201cApropriação indébita. Não recolhimento de contribuições previdenciárias. Prisão criminal e, não, civil. Inocorrência 
de ofensa ao art. 5º, LXVII da CF.\u201d (RE 391.996 AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 19/12/03)
 
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STF - Constituição
\u201cResponsável pelo inadimplemento de obrigação alimentícia. Inexiste ilegalidade no decreto de prisão civil da 
paciente, dado que, além de expressamente autorizada pela Constituição (art. 5º, LXVII), não decorre ela da 
totalidade das parcelas em atraso, mas tão-somente dos três meses anteriores ao ajuizamento da ação, mais as 
subseqüentes.\u201d (HC 82.839, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 22/08/03)
\u201cA Constituição - art. 5º, LXVII - e a lei processual - CPC, art. 733, parág. 1º - autorizam a prisão civil do responsável 
pelo inadimplemento de obrigação alimentícia, certo que as prestações devidas, que autorizam a prisão, como forma 
de forçar o cumprimento da obrigação, são as prestações não pagas, assim pretéritas, indispensáveis à subsistência 
do alimentando.\u201d (HC 68.724, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 10/08/00)
 
\u201cA conseqüência penal, dada à conduta do devedor que descumpriu o compromisso judicial de depositário e alienou 
o imóvel penhorado, é a prisão civil.\u201d (HC 76.286, Rel. para o acórdão Min. Nelson Jobim, DJ 28/03/03)
\u201cO desvio patrimonial dos bens penhorados, quando praticado pelo depositário judicial ex voluntate propria e sem 
autorização prévia do juízo da execução, caracteriza situação configuradora de infidelidade depositária, apta a 
ensejar, por si mesma, a possibilidade de decretação, no âmbito do processo de execução, da prisão civil desse 
órgão auxiliar do juízo, independentemente da propositura da ação de depósito.\u201d (RHC 80.035, Rel. Min. Celso de 
Mello, DJ 17/08/01)
\u201cAmbas as Turmas desta Corte têm entendido que em caso de penhora ou de penhor sem desapossamento, há a 
figura do depositário que, se for infiel, poderá ver decretada contra si a prisão civil.\u201d (HC 75.977, Rel. Min. Moreira 
Alves, 03/03/00)
 
"Como observam os doutrinadores: 'A Lei nº 9.268, de 01.04.96 (DOU de 02.04.96), deu nova redação ao caput do 
art. 51 do CP e revogou os artigos §§ 1º e 2º, não mais existindo as anteriores conversão da multa em detenção e 
revogação da conversão. Essa alteração foi salutar, tendo em vista que a antiga conversão da multa em detenção 
correspondia, ainda que disfarçadamente, à verdadeira prisão por dívida. (...)'." (HC 81.480-AgR, Rel. Min. Sydney 
Sanches, DJ 05/04/02)
 
\u201cEsta Corte, por seu Plenário (HC 72.131), firmou o entendimento de que, em face da Carta Magna de 1988, persiste a 
constitucionalidade da prisão civil do depositário infiel em se tratando de alienação fiduciária, bem como de que o Pacto de 
São José da Costa Rica, além de não poder contrapor-se à permissão do artigo 5º, LXVII, da mesma Constituição, não 
derrogou, por ser norma infraconstitucional geral, as normas infraconstitucionais especiais sobre prisão civil do depositário 
infiel. Esse entendimento voltou