Constituio Federal Comentada
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STF - Constituição
\u201cRefere-se ao Defensor Público, membro da carreira como tal organizada (art. 134 da Constituição), e não ao representante 
de outros órgãos de assistência judiciária gratuita, a prerrogativa de intimação pessoal, conferida pelo § 5º do art. 5º da Lei nº 
1.060-50.\u201d (HC 75.707, Rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 16/04/99)
 
\u201cA garantia do art. 5º, LXXIV, assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos, não 
revogou a de assistência judiciária gratuita da Lei 1.060, de 1950, aos necessitados, certo que, para obtenção desta, basta a 
declaração, feita pelo próprio interessado, de que a sua situação econômica não permite vir a Juízo sem prejuízo da sua 
manutenção ou de sua família. Essa norma infraconstitucional põe-se, ademais, dentro no espírito da Constituição, que 
deseja que seja facilitado o acesso de todos à Justiça.\u201d (RE 205.746, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/02/97)
 
\u201cHabeas corpus. Revisão criminal. Pedido formulado por advogado integrante de órgão público encarregado da prestação da 
assistência judiciária gratuita, sem instrumento de mandato outorgado pelo assistido para esse fim. Possibilidade em face da 
norma do parágrafo único, art. 16, da Lei nº 1.060/50 e, hoje, da integralidade da assistência jurídica ao necessitado, 
consagrada no art. 5º, LXXIV, da Constituição Federal.\u201d (HC 67.954, Rel. Min. Paulo Brossard, DJ 09/11/90)
 
\u201cHonorários de advogado. Defensor dativo de réus pobres em processos criminais. Inexistindo, junto ao órgão judiciário, 
serviço oficial de assistência gratuita a réus pobres, em processo crime, é cabível o pagamento, nesses casos, pela fazenda 
estadual, de verba honorária aos advogados nomeados pelo juiz, para tal fim.\u201d (RE 103.950, Rel. Min. Oscar Correa, DJ 
08/10/85)
 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença; 
 
\u201cNão é o habeas corpus o instrumento processual adequado para o reconhecimento do direito, que se pretende ter, a 
indenização, com base no art. 5º, LXXV, da Constituição Federal.\u201d (HC 70.766, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 11/03/94) 
\u201cAlegação de erro judiciário que, a despeito de sua reconhecida relevância, não apresenta liquidez suficiente para exame em 
rito de habeas corpus.\u201d (HC 73.523, Rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 25/10/96)
 
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: 
 
a) o registro civil de nascimento;
 
b) a certidão de óbito;
 
\u201cArgüida a inconstitucionalidade de arts. da lei 9.534/97. Registros públicos. Gratuidade pelo registro civil de nascimento, 
assento de óbito, pela primeira certidão desses atos e por todas as certidões aos 'reconhecidamente pobres'. Não há 
plausibilidade do direito alegado. Os atos relativos ao nascimento e ao óbito relacionam-se com a cidadania e com seu 
exercício e são gratuitos na forma da lei - art. 5º, LXXVII. Portanto, não há direito constitucional à percepção de emolumentos 
por todos os atos que delegado do poder público pratica; não há obrigação constitucional do estado de instituir emolumentos 
para todos esses serviços; os serventuários têm direito de perceber, de forma integral, a totalidade dos emolumentos 
relativos aos serviços para os quais tenham sido fixados.\u201c (ADI 1.800-MC, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 03/10/03)
 
\u201cDeclaração de constitucionalidade de arts. da lei nº 9534/97. Registros públicos. Nascimento. Óbito. Assento. Certidões . 
Competência da União para legislar sobre a matéria. Arts. 22, XXV e 236, §2º. Direito intrínseco ao execício da cidadania. 
Gratuidade constitucionalmente garantida. Inexistência de óbice a que o estado preste serviço público a título gratuito. As 
atividades que desenvolvem os titulares das serventias, mediante delegação, e a relação que estabelecem com o particular 
são de ordem pública. Os emolumentos são taxas remuneratórias de serviços públicos. Precedentes. O direito do 
serventuário é o de perceber, integralmente, os emolumentos relativos aos serviços para os quais tenham sido fixados.\u201d (ADC 
5-MC, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 19/09/03)
 
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STF - Constituição
LXXVII - são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data", e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da 
cidadania. 
 
\u201cOs atos relativos ao nascimento e ao óbito relacionam-se com a cidadania e com seu exercício e são gratuitos na forma da 
Lei. Portanto, não há direito constitucional à percepção de emolumentos por todos os atos que delegado do poder público 
pratica; não há obrigação constitucional do Estado de instituir emolumentos para todos esses serviços; os serventuários têm 
direito de perceber, de forma integral, a totalidade dos emolumentos relativos aos serviços para os quais tenham sido 
fixados.\u201d (ADI 1.800-MC, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 06/04/98)
 
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que 
garantam a celeridade de sua tramitação.
 
"O excesso de prazo, mesmo tratando-se de delito hediondo (ou a este equiparado), não pode ser tolerado, impondo-se, ao 
poder judiciário, em obséquio aos princípios consagrados na Constituição da República, o imediato relaxamento da prisão 
cautelar do indiciado ou do réu. Nada pode justificar a permanência de uma pessoa na prisão, sem culpa formada, quando 
configurado excesso irrazoável no tempo de sua segregação cautelar (RTJ 137/287 - RTJ 157/633 - RTJ 180/262-264 - RTJ 
187/933-934), considerada a excepcionalidade de que se reveste, em nosso sistema jurídico, a prisão meramente processual 
do indiciado ou do réu, mesmo que se trate de crime hediondo ou de delito a este equiparado. O excesso de prazo, quando 
exclusivamente imputável ao aparelho judiciário \u2014 não derivando, portanto, de qualquer fato procrastinatório causalmente 
atribuível ao réu \u2014 traduz situação anômala que compromete a efetividade do processo, pois, além de tornar evidente o 
desprezo estatal pela liberdade do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer pessoa: o direito à resolução do 
litígio, sem dilações indevidas (CF, art. 5º, LXXVIII) e com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento constitucional, 
inclusive a de não sofrer o arbítrio da coerção estatal representado pela privação cautelar da liberdade por tempo irrazoável 
ou superior àquele estabelecido em lei. A duração prolongada, abusiva e irrazoável da prisão cautelar de alguém ofende, de 
modo frontal, o postulado da dignidade da pessoa humana, que representa \u2014 considerada a centralidade desse princípio 
essencial (CF, art. 1º, III) \u2014 significativo vetor interpretativo, verdadeiro valor-fonte que conforma e inspira todo o 
ordenamento constitucional vigente em nosso País e que traduz, de modo expressivo, um dos fundamentos em que se 
assenta, entre nós, a ordem republicana e democrática consagrada pelo sistema de direito constitucional positivo." (HC 
85.988-MC, Rel. Min. Celso De Mello, DJ 10/06/05)
 
\u201cO excesso de prazo, quando exclusivamente imputável ao aparelho judiciário - não derivando, portanto, de qualquer fato 
procrastinatório causalmente atribuível ao réu - traduz situação anômala que compromete a efetividade do processo, pois, 
além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer 
pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas (CF, art. 5º, LXXVIII) e com todas as garantias reconhecidas 
pelo ordenamento constitucional, inclusive a de não sofrer o arbítrio da coerção estatal representado pela privação cautelar 
da liberdade por tempo irrazoável ou superior àquele estabelecido em lei.\u201d (HC 85.237, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 29/04/05)
 
"Mandado de injunção. Alegação (inconsistente) de inércia da União Federal na regulação normativa