Constituio Federal Comentada
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probatório das anotações da carteira profissional." (SÚM. 225)
"No cálculo da indenização por despedida injusta, incluem-se os adicionais, ou gratificações, que, pela habitualidade, se 
tenham incorporado ao salário." (SÚM. 459)
"No cálculo da indenização por despedida injusta inclui-se, quando devido, o repouso semanal remunerado." (SÚM. 462)
 
"O Tribunal, por maioria, julgou improcedente pedido formulado em ação direta ajuizada pela Confederação Nacional da 
Indústria - CNI contra o caput do art. 118 da Lei 8.213/91, que garante a manutenção do contrato de trabalho, em caso de 
acidente de trabalho, pelo prazo mínimo de doze meses, após a cessação do auxílio-doença, independentemente de 
percepção de auxílio-acidente. Entendeu-se que o dispositivo impugnado fixa os limites de uma garantia trabalhista vinculada 
à ocorrência de acidente de trabalho, e não versa sobre o regime de estabilidade, razão pela qual não afronta o inciso I do 
art. 7º da CF, que exige lei complementar para disciplinar a proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa. 
Ressaltou-se, também, que o acidente de trabalho é regulado, em última análise, para assegurar a dignidade do trabalhador 
no momento em que não possui capacidade efetiva de trabalho. Concluiu-se que o rol de garantias do art. 7º da CF não 
esgota a proteção aos direitos sociais, e que o art. 188 não cria novo direito, mas apenas especifica o que a Constituição já 
prevê ao tratar das garantias referentes ao acidente de trabalho." (ADI 639, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Informativo 390)
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (81 of 574)17/08/2005 13:02:40
STF - Constituição
\u201cNão estabeleceu a Constituição de 1988 qualquer exceção expressa que conduzisse à estabilidade permanente, nem é 
possível admiti-la por interpretação extensiva ou por analogia, porquanto, como decorre, inequivocamente do inciso I do art. 
7º da Constituição a proteção que ele dá à relação de emprego contra despedida arbitrária ou sem justa causa é a 
indenização compensatória que a lei complementar terá, necessariamente, que prever, além de outros direitos que venha 
esta a estabelecer, exceto, evidentemente o de estabilidade permanente ou plena que daria margem a um bis in idem 
inadmissível com a indenização compensatória como aliás se vê da disciplina provisória que encontra nos incisos I e II do art. 
10 do ADCT.\u201d (RE 179.193, Relator Min. Moreira Alves, DJ 19/10/01)
 
"A Convenção nº 158/OIT, além de depender de necessária e ulterior intermediação legislativa para efeito de sua integral 
aplicabilidade no plano doméstico, configurando, sob tal aspecto, mera proposta de legislação dirigida ao legislador interno, 
não consagrou, como única conseqüência derivada da ruptura abusiva ou arbitrária do contrato de trabalho, o dever de os 
Estados-Partes, como o Brasil, instituírem, em sua legislação nacional, apenas a garantia da reintegração no emprego. Pelo 
contrário, a Convenção nº 158/OIT expressamente permite a cada Estado-Parte (Artigo 10), que, em função de seu próprio 
ordenamento positivo interno, opte pela solução normativa que se revelar mais consentânea e compatível com a legislação e 
a prática nacionais, adotando, em conseqüência, sempre com estrita observância do estatuto fundamental de cada País (a 
Constituição brasileira, no caso), a fórmula da reintegração no emprego e/ou da indenização compensatória. Análise de cada 
um dos Artigos impugnados da Convenção nº 158/OIT (Artigos 4º a 10)." (ADI 1.480-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 
18/05/01)
 
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; 
 
III - fundo de garantia do tempo de serviço; 
 
"Conta-se a favor de empregado readmitido o tempo de serviço anterior, salvo se houver sido despedido por falta grave ou 
tiver recebido a indenização legal." (SÚM. 215)
 
"O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ao contrário do que sucede com as cadernetas de poupança, não tem 
natureza contratual, mas, sim, estatutária, por decorrer da Lei e por ela ser disciplinado. Assim, é de aplicar-se a ele a firme 
jurisprudência desta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Quanto à atualização dos saldos do 
FGTS relativos aos Planos Verão e Collor I (este no que diz respeito ao mês de abril de 1990), não há questão de direito 
adquirido a ser examinada, situando-se a matéria exclusivamente no terreno legal infraconstitucional. No tocante, porém, aos 
Planos Bresser, Collor I (quanto ao mês de maio de 1990) e Collor II, em que a decisão recorrida se fundou na existência de 
direito adquirido aos índices de correção que mandou observar, é de aplicar-se o princípio de que não há direito adquirido a 
regime jurídico. Recurso extraordinário conhecido em parte, e nela provido, para afastar da condenação as atualizações dos 
saldos do FGTS no tocante aos Planos Bresser, Collor I (apenas quanto à atualização no mês de maio de 1990) e Collor 
II." (RE 226.855, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 13/10/00)
 
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua 
família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes 
periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; 
 
"Não está sujeita à vacância de 60 dias a vigência de novos níveis de salário mínimo." (SÚM. 203)
"Tem direito o trabalhador substituto, ou de reserva, ao salário mínimo no dia em que fica à disposição do empregador sem 
ser aproveitado na função específica; se aproveitado, recebe o salário contratual." (SÚM. 204)
"As gratificações habituais, inclusive a de natal, consideram-se tacitamente convencionadas, integrando o salário." (SÚM. 
207)
"O regime de manutenção de salário, aplicável ao (IAPM) e ao (IAPETC), exclui a indenização tarifada na lei de acidentes do 
trabalho, mas não o benefício previdenciário." (SÚM. 465)
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (82 of 574)17/08/2005 13:02:40
STF - Constituição
"Ato regulamentar. Autarquia estadual. Instituto de Desenvolvimento Econômico-Social do Pará \u2014 IDESP. Remuneração de 
pessoal. Vinculação do quadro de salários ao salário mínimo. Norma não recepcionada pela Constituição de 1988. Afronta ao 
princípio federativo e ao direito social fundamental ao salário mínimo digno (arts. 7º, inciso IV; 1º e 18 da 
Constituição)." (ADPF 33-MC, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 06/08/04)
 
\u201cConstitucional. Indenização: Salário mínimo. CF, art. 7º, IV. I. Indenização vinculada ao salário mínimo: impossibilidade. CF, 
art. 7º, IV. O que a Constituição veda, art. 7º, IV, é a fixação do quantum da indenização em múltiplo de salários mínimos. 
STF, RE 225.488/PR, Moreira Alves; ADI 1.425. A indenização pode ser fixada, entretanto, em salários mínimos, observado o 
valor deste na data do julgamento. A partir daí, esse quantum será corrigido por índice oficial. (...)\u201d (RE 409.427-AgR, Rel. Min. 
Carlos Velloso, DJ 02/04/04) 
\u201cAdicional de insalubridade: vinculação ao salário mínimo, estabelecida pelas instâncias ordinárias, que contraria o disposto 
no art. 7º, IV, da Constituição: precedentes.\u201d (AI 499.211-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 06/08/04) No mesmo sentido 
AI 339.054-AgR, DJ 04/04/03
\u201cEstado do Rio Grande do Sul. Constituição Estadual. art. 29, I, que assegura aos servidores militares vencimento básico 
nunca inferior ao salário mínimo fixado pela União. Inconstitucionalidade formal. Dispositivo ofensivo ao princípio da iniciativa 
legislativa privativa do Chefe do Poder Executivo, prevista no art. 61, § 1.º, II, a, da Constituição, corolário do postulado da 
separação dos poderes, de observância imperiosa pelos Estados-Membros, por instituir mecanismo de reajuste automático 
de vencimentos de servidores. Aliás, a garantia do salário mínimo, quando da edição da norma sob