Constituio Federal Comentada
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enfoque, ainda não havia 
sido estendida aos militares, o que somente ocorreu com a EC nº 18/98, havendo de entender-se, entretanto, como referida à 
remuneração global do servidor, visto destinar-se a assegurar o atendimento das necessidades vitais básicas deste, sendo 
vedada, ademais, sua vinculação para qualquer fim. Inconstitucionalidade que se declara, no art. 47 da Constituição do 
Estado do Rio Grande do Sul, da referência feita ao inciso I do art. 29 da mesma Carta.\u201d (RE 198.982, Rel. Min. Ilmar Galvão, 
DJ 19/04/02) 
\u201cSalário mínimo. Vinculação proibida. Previdência. Contribuição. A razão de ser da parte final do inciso IV do artigo 7º da 
Carta Federal \u2014 '(...) vedada a vinculação para qualquer fim;' \u2014 é evitar que interesses estranhos aos versados na norma 
constitucional venham a ter influência na fixação do valor mínimo a ser observado.\u201d (RE 197.072, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 
08/06/01) 
NOVO "Em face da violação ao art. 7º, IV, da CF, que proíbe a vinculação do salário mínimo para qualquer fim, o Tribunal 
deu provimento a recurso extraordinário, para indeferir mandado de segurança, e declarar a inconstitucionalidade do § 6º do 
art. 1º da Lei 9.503/94, do Estado de Santa Catarina, que estabelece que a base de cálculo de gratificação complementar de 
vencimento não pode ser inferior ao salário mínimo. Ressaltou-se, ainda, a orientação fixada pelo Supremo no sentido de 
que o inciso I do art. 27 da Constituição catarinense, que assegura ao servidor público piso de vencimento não inferior ao 
salário mínimo nacionalmente unificado, estaria a se referir, para se compatibilizar com a Constituição Federal, à 
remuneração total (vencimentos e vantagens) e não ao vencimento-base. Precedentes citados: RE 247.208/SC (DJU de 
1º/6/2001); RE 197.072/SC (DJU de 8/6/2001); RE 199.098/SC (DJU de 18/5/2001); RE 426.063/SC (DJU de 6/8/2004); RE 
433.248/SC (DJU de 9/3/2005) ." (RE 426.059, Rel. Min. Gilmar Mendes, Informativo 394)
\u201c(...) não se há de proceder ao desmembramento da remuneração do servidor para, levando-se em conta, tão-somente, o 
básico percebido, concluir-se pelo direito à igualização deste ao salário mínimo. O que cumpre perquirir é se a totalidade 
recebida pelo servidor, ao término do mês, alcança o salário mínimo.\u201d (RE 197.072, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 08/06/01)
\u201cMulta administrativa vinculada a salário mínimo. (...) O Plenário desta Corte, ao julgar a ADI 1.425, firmou o entendimento de 
que, ao estabelecer o artigo 7º, IV, da Constituição, é vedada a vinculação ao salário mínimo para qualquer fim, 'quis evitar 
que interesses estranhos aos versados na norma constitucional venham a ter influência na fixação do valor mínimo a ser 
observado'. Ora, no caso, a vinculação se dá para que o salário mínimo atue como fator de atualização da multa 
administrativa, que variará com o aumento dele, o que se enquadra na proibição do citado dispositivo constitucional. É, 
portanto, inconstitucional o § 1º do artigo 4º da Lei 5.803, de 04/09/90, do Município de Ribeirão Preto. (...)\u201d (RE 237.965, Rel. 
Min. Moreira Alves, DJ 31/03/00) 
\u201cDano moral. Fixação de indenização com vinculação a salário mínimo. Vedação Constitucional. Art. 7º, IV, da Carta Magna. 
O Plenário desta Corte, ao julgar, em 01/10/97, a ADI 1.425, firmou o entendimento de que, ao estabelecer o artigo 7º, IV, da 
Constituição que é vedada a vinculação ao salário mínimo para qualquer fim, 'quis evitar que interesses estranhos aos 
versados na norma constitucional venham a ter influência na fixação do valor mínimo a ser observado'. No caso, a 
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STF - Constituição
indenização por dano moral foi fixada em 500 salários mínimos para que, inequivocamente, o valor do salário mínimo a que 
essa indenização está vinculada atue como fator de atualização desta, o que é vedado pelo citado dispositivo constitucional. 
Outros precedentes desta Corte quanto à vedação da vinculação em causa.(...)\u201d (RE 225.488, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 
16/06/00)
\u201cA insuficiência do valor correspondente ao salário mínimo \u2014 definido em importância que se revele incapaz de atender as 
necessidades vitais básicas do trabalhador e dos membros de sua família \u2014 configura um claro descumprimento, ainda que 
parcial, da Constituição da República, pois o legislador, em tal hipótese, longe de atuar como sujeito concretizante do 
postulado constitucional que garante à classe trabalhadora um piso geral de remuneração digna (CF, art. 7º, IV), estará 
realizando, de modo imperfeito, porque incompleto, o programa social assumido pelo Estado na ordem jurídica. A omissão do 
Estado \u2014 que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional \u2014 qualifica-
se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também 
desrespeita a Constituição, também compromete a eficácia da declaração constitucional de direitos e também impede, por 
ausência de medidas concretizadoras, a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental. As situações 
configuradoras de omissão inconstitucional, ainda que se cuide de omissão parcial, refletem comportamento estatal que deve 
ser repelido, pois a inércia do Estado \u2014 além de gerar a erosão da própria consciência constitucional \u2014 qualifica-se, 
perigosamente, como um dos processos informais de mudança ilegítima da Constituição, expondo-se, por isso mesmo, à 
censura do Poder Judiciário. Precedentes: RTJ 162/877-879, Rel. Min. Celso de Mello \u2013 RTJ 185/794-796, Rel. Min. Celso de 
Mello.\u201d (ADI 1.442, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 29/04/05). No mesmo sentido: ADI 1.458-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 
20/09/96)
 
"A fixação de pensão alimentícia tem por finalidade garantir aos beneficiários as mesmas necessidades básicas asseguradas 
aos trabalhadores em geral pelo texto constitucional. De considerar-se afastada, por isso, relativamente a essa hipótese, a 
proibição da vinculação ao salário mínimo, prevista no inciso IV do artigo 7. da Carta Federal." (RE 134.567, Rel. Min. Ilmar 
Galvão, DJ 06/12/91)
 
V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho; 
 
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; 
 
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; 
 
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
 
"As gratificações habituais, inclusive a de natal, consideram-se tacitamente convencionadas, integrando o salário." (SÚM. 207)
 
IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
 
"É devido o adicional de serviço noturno, ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento." (SÚM. 213)
"A duração legal da hora de serviço noturno (52 minutos e 30 segundos) constitui vantagem suplementar que não dispensa o 
salário adicional." (SÚM. 214)
"Provada a identidade entre o trabalho diurno e o noturno, é devido o adicional, quanto a este, sem a limitação do art. 73, § 
3º, da Consolidação das Leis do Trabalho independentemente da natureza da atividade do empregador." (SÚM. 313)
"Vigia noturno tem direito a salário adicional." (SÚM. 402)
 
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; 
 
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STF - Constituição
XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da 
empresa, conforme definido em lei; 
 
"O salário-produção, como outras modalidades de salário-prêmio, é devido, desde que verificada a condição a que estiver 
subordinado, e não pode ser suprimido unilateralmente, pelo empregador, quando pago com habitualidade." (SÚM. 209)
 
\u201cParticipação dos empregados na gestão da empresa: