Constituio Federal Comentada
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da humanidade;
 
X - concessão de asilo político.
 
\u201cNão há incompatibilidade absoluta entre o instituto do asilo político e o da extradição passiva, na exata medida em que o 
Supremo Tribunal Federal não está vinculado ao juízo formulado pelo poder executivo na concessão administrativa daquele 
benefício regido pelo direito das gentes. Disso decorre que a condição jurídica de asilado político não suprime, só por si, a 
possibilidade de o Estado brasileiro conceder, presentes e satisfeitas as condições constitucionais e legais que a autorizam, 
a extradição que lhe haja sido requerida. O estrangeiro asilado no Brasil só não será passível de extradição quando o fato 
ensejador do pedido assumir a qualificação de crime político ou de opinião ou as circunstâncias subjacente à ação do Estado 
requerente demonstrarem a configuração de inaceitável extradição política disfarçada.\u201d (Ext 524, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 
08/03/91)
 
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STF - Constituição
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da 
América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
 
 TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais
 
 CAPÍTULO I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos 
seguintes:
 
"É constitucional o § 2º do art. 6º da lei 8.024/1990, resultante da conversão da medida provisória 168/1990, que fixou o BTN 
fiscal como índice de correção monetária aplicável aos depósitos bloqueados pelo plano Collor I." (SÚM. 725)
 
"(...) é consentânea com a Carta da República previsão normativa asseguradora, ao militar e ao dependente estudante, do 
acesso a instituição de ensino na localidade para onde é removido. Todavia, a transferência do local do serviço não pode se 
mostrar verdadeiro mecanismo para lograr-se a transposição da seara particular para a pública, sob pena de se colocar em 
plano secundário a isonomia \u2014 artigo 5º, cabeça e inciso I \u2014, a impessoalidade, a moralidade na Administração Pública, a 
igualdade de condições para o acesso e permanência na escola superior, prevista no inciso I do artigo 206, bem como a 
viabilidade de chegar-se a níveis mais elevados do ensino, no que o inciso V do artigo 208 vincula o fenômeno à capacidade 
de cada qual." (ADI 3.324, voto do Min. Marco Aurélio, DJ 05/08/05)
 
"A vedação constitucional de diferença de critério de admissão por motivo de idade (CF, art. 7º, XXX) é corolário, na esfera 
das relações de trabalho, do princípio fundamental de igualdade, que se entende, à falta de exclusão constitucional 
inequívoca (como ocorre em relação aos militares - CF, art. 42, § 1º), a todo o sistema do pessoal civil. É ponderável, não 
obstante, a ressalva das hipóteses em que a limitação de idade se possa legitimar como imposição da natureza e das 
atribuições do cargo a preencher." (RMS 21.046, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 14/11/91). No mesmo sentido: RE 
141.357, DJ 08/10/04; RE 212.066, DJ 12/03/99.
 
"IPVA e multas de trânsito estaduais. Parcelamento. (...). Os artigos 5º, caput, e 150, II, da Lei Fundamental, corolários dos 
princípios da igualdade e da isonomia tributária, não se acham violados, dado o caráter impessoal e abstrato da norma 
impugnada." (ADI 2.474, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 25/04/03)
 
"O art. 3º, II, da Lei 7.787/89, não é ofensivo ao princípio da igualdade, por isso que o art. 4º da mencionada Lei 7.787/89 
cuidou de tratar desigualmente aos desiguais." (RE 343.446, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 04/04/03)
 
"Existência, ainda, de vício material, ao estender a lei impugnada a fruição de direitos estatutários aos servidores celetistas 
do Estado, ofendendo, assim, o princípio da isonomia e o da exigência do concurso público para o provimento de cargos e 
empregos públicos, previstos, respectivamente, nos arts. 5º, caput e 37, II da Constituição." (ADI 872, Rel. Min. Ellen Gracie, 
DJ 20/09/02)
 
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STF - Constituição
"Razoabilidade da exigência de altura mínima para ingresso na carreira de delegado de polícia, dada a natureza do cargo a 
ser exercido. Violação ao princípio da isonomia. Inexistência." (RE 140.889, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 15/12/00)
"Concurso Público \u2014 Fator altura. Caso a caso, há de perquirir-se a sintonia da exigência, no que implica fator de tratamento 
diferenciado com a função a ser exercida. No âmbito da polícia, ao contrário do que ocorre com o agente em si, não se tem 
como constitucional a exigência de altura mínima, considerados homens e mulheres, de um metro e sessenta para a 
habilitação ao cargo de escrivão, cuja natureza é estritamente escriturária, muito embora de nível elevado." (RE 150.455, Rel. 
Min. Marco Aurélio, DJ 07/05/99). No mesmo sentido: AI 384.050-AgR, DJ 10/10/03; RE 194.952, DJ 11/10/01.
 
"Os direitos e garantias individuais não têm caráter absoluto. Não há, no sistema constitucional brasileiro, direitos ou 
garantias que se revistam de caráter absoluto, mesmo porque razões de relevante interesse público ou exigências derivadas 
do princípio de convivência das liberdades legitimam, ainda que excepcionalmente, a adoção, por parte dos órgãos estatais, 
de medidas restritivas das prerrogativas individuais ou coletivas, desde que respeitados os termos estabelecidos pela própria 
Constituição. O estatuto constitucional das liberdades públicas, ao delinear o regime jurídico a que estas estão sujeitas - e 
considerado o substrato ético que as informa - permite que sobre elas incidam limitações de ordem jurídica, destinadas, de 
um lado, a proteger a integridade do interesse social e, de outro, a assegurar a coexistência harmoniosa das liberdades, pois 
nenhum direito ou garantia pode ser exercido em detrimento da ordem pública ou com desrespeito aos direitos e garantias de 
terceiros." (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 12/05/00)
 
"Ao recorrente, por não ser francês, não obstante trabalhar para a empresa francesa, no Brasil, não foi aplicado o Estatuto do 
Pessoal da Empresa, que concede vantagens aos empregados, cuja aplicabilidade seria restrita ao empregado de 
nacionalidade francesa. Ofensa ao princípio da igualdade: C.F., 1967, art. 153, § 1º; C.F., 1988, art. 5º, caput). A 
discriminação que se baseia em atributo, qualidade, nota intrínseca ou extrínseca do indivíduo, como o sexo, a raça, a 
nacionalidade, o credo religioso, etc., é inconstitucional. Precedente do STF: Ag 110.846(AgRg)-PR, Célio Borja, RTJ 
119/465. Fatores que autorizariam a desigualização não ocorrentes no caso." (RE 161.243, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 
19/12/97)
 
\u201cA teor do disposto na cabeça do artigo 5º da Constituição Federal, os estrangeiros residentes no País têm jus aos direitos e 
garantias fundamentais.\u201d (HC 74.051, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 20/09/96)
 
\u201cEnquanto os direitos de primeira geração (direitos civis e políticos) \u2013 que compreendem as liberdades clássicas, negativas 
ou formais \u2013 realçam o princípio da liberdade e os direitos de segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais) \u2013 
que se identifica com as liberdades positivas, reais ou concretas \u2013 acentuam o princípio da igualdade, os direitos de terceira 
geração, que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formações sociais, 
consagram o princípio da solidariedade e constituem um momento importante no processo de desenvolvimento, expansão e 
reconhecimento dos direitos humanos, caracterizados, enquanto valores fundamentais indisponíveis, nota de uma essencial 
inexauribilidade.\u201d (MS