06 Materiais de Aviacao ANAC
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motores, sistemas de extensão, em emergência 
do trem de pouso, e vários outros sistemas das 
aeronaves. 
 Os comandos, por meio de cabos, têm 
muitas vantagens sobre os outros tipos. Ele é 
forte, de pouco peso, e sua flexibilidade torna 
fácil sua rota através da aeronave. Um cabo de 
comando tem uma alta eficiência, e pode ser 
acionado sem folga, tornando-o de muita preci-
são nos controles. 
 As ligações com cabos têm também al-
gumas desvantagens. A tensão deve ser ajustada 
freqüentemente com o esforço e as variações de 
temperatura. Os cabos de controle de aeronaves 
são fabricados de aço carbono ou aço inoxidá-
vel. 
 
Construção de cabos 
 
 O componente básico de um cabo é o 
arame. O diâmetro do arame determina o diâ-
metro total do cabo. Um número de arames são 
preformados em uma forma helicoidal ou espi-
ral antes, de sua adaptação no cabo, e podem ser 
desenroladas independentes. As designações de 
um cabo são baseadas no número de pernas e no 
número de fios em cada perna. Os cabos mais 
comuns usados em aeronaves são o 7x7 e o 
7x19. 
 O cabo 7x7 consiste de sete pernas de 
sete fios, cada uma. Seis destas pernas são enro-
ladas em torno de uma perna central (veja na 
Figura 6-21). Esse é um cabo de média flexibili-
dade e é usado para comando de compensado-
res, controle dos motores e comando de siste-
mas de indicação. 
 O cabo 7x19 é feito de sete pernas de 
dezenove fios, cada um. Seis dessas pernas são 
enroladas em torno de uma perna central (ve-
ja na Figura 6-21). Esse cabo é extremamente 
flexível, e é usado nos sistemas primários de 
comando, e em outros locais, onde, a ação sobre 
roldanas é freqüente. 
 Os cabos de comando de aeronaves va-
riam em diâmetro, que variam de 1/16" a 3/8". 
O diâmetro de um cabo é medido como mostra a 
Figura 6-21. 
 6-25 
 
 
Figura 6-21 Seção em corte de cabo de comando. 
 
 As designações de um cabo são baseadas 
no número de pernas e no número de fios em 
cada perna. Os cabos mais comuns usados em 
aeronaves são o 7x7 e o 7x19. 
 O cabo 7x7 consiste de sete pernas de 
sete fios, cada uma. Seis destas pernas são enro-
ladas em torno de uma perna central (veja na 
Figura 6-21). Esse é um cabo de média flexibili-
dade e é usado para comando de compensado-
res, controle dos motores e comando de siste-
mas de indicação. 
 O cabo 7x19 é feito de sete pernas de 
dezenove fios, cada um. Seis dessas pernas são 
enroladas em torno de uma perna central (ve-
ja na Figura 6-21). 
Esse cabo é extremamente flexível, e é 
usado nos sistemas primários de comando, e em 
outros locais, onde, a ação sobre roldanas é fre-
qüente. 
 Os cabos de comando de aeronaves va-
riam em diâmetro, que variam de 1/16" a 3/8". 
O diâmetro de um cabo é medido como mostra a 
Figura 6-21. 
 
Terminais de cabos 
 
 Os cabos podem ser conectados com di-
versos tipos de terminais, sendo os mais utiliza-
dos os do tipo prensado, com formato de bola, 
garfo, rosqueado e outros. 
O terminal rosqueado, o em garfo e o em 
olhal são usados para conectar o cabo a um esti-
cador, uma articulação ou outra ligação do sis-
tema. 
 
Figura 6-22 Tipos de terminais de cabos de 
comando. 
 
O terminal em esfera é usado para liga-
ção de cabos em quadrantes e conexões especi-
ais, quando o espaço é limitado. A Figura 6-22 
ilustra os diferentes tipos de terminais. 
 Os terminais sapatilha "bushing e shac-
kle", podem ser utilizados no lugar de alguns 
tipos de terminais. 
Quando as condições de suprimento fo-
rem limitadas e a substituição do cabo tenha que 
ser feita imediatamente. 
 6-26 
Esticadores 
 
 Um esticador é um mecanismo formado 
por dois terminais roscados, e uma peça inter-
mediária, que, ao ser girada em um sentido, ten-
de a separar os terminais. Em outra direção, 
tende a junta-los, possibilitando assim, a regula-
gem da tensão dos cabos de comando ligados 
aos terminais. Um dos terminais possue rosca 
esquerda e o outro rosca direita. A peça central 
possue rosca esquerda de um lado e direita do 
outro, sendo ambas internas. 
 Quando instalando um esticador, em um 
sistema de controle, é necessário atarrachar am-
bos os terminais em igual número de voltas na 
parte central. É também essencial, que após a 
introdução dos terminais, na parte central, fi-
quem expostos, no máximo, três fios de rosca 
em cada terminal (ver Figura 6-23). 
 O tamanho correto e o tipo dos esticado-
res (longo ou curto), deve ser observado por 
ocasião de cada instalação de cabo. Deve ser 
observado o estado dos fios de rosca** e a sua 
lubrificação. As roscas, esquerda e direita, de-
vem ser verificadas quanto ao sentido correto e 
o tipo de terminal do cabo correspondente, de 
acordo com os desenhos; devem ser lubrifica-
das, segundo as especificações da fábrica; todo 
o excesso de lubrificante deverá ser removido. 
Após a regulagem, o esticador deverá ser fre-
nado. Os métodos de frenagem serão vistos em 
capítulo posterior. 
 
 
 
Figura 6-23 Conjunto típico de esticador. 
 
CONEXÕES RÍGIDAS DE CONTROLE 
 
 São tubos, utilizados como ligação, em 
vários tipos de sistemas, operados mecanica-
mente. Este tipo de ligação elimina o problema 
de tensão e permite a transferência, tanto de 
compressão como de tração, por meio de um 
simples tubo. 
 Um conjunto de conexão rígida consiste 
de um tubo de liga de alumínio ou aço, com um 
terminal ajustável, e uma contraporca em cada 
extremidade (Figura 6-24) . 
As contraporcas fixam os terminais, de-
pois que o conjunto tiver sido ajustado para o 
seu correto tamanho. As conexões rígidas são, 
geralmente, feitas em pequenas seções, para 
evitar vibração e curvaturas, quando sob carga 
de compressão. 
 
PINOS 
 
 Os três principais tipos de pinos usados 
em estruturas de aeronaves são: pino de cabeça 
chata e contrapino. 
Os pinos são usados em aplicações cisa-
lháveis e por segurança. Pinos cônicos têm tido 
sua aplicação aumentada em construção aero-
náutica. 
 
Pino cônico 
 
 Liso ou com rosca (AN385 e AN386), 
são usados em juntas que sofrem carga de cisa-
lhamento, e quando a ausência de folga é es-
sencial. 
O pino liso é furado e usualmente fre-
nado com arame. O com rosca é usado com ar-
ruela (AN975) e porca (contrapinada) ou porca 
auto-freno. 
 
Pino de cabeça chata 
 
 Normalmente chamado de pino Clevis, o 
(MS20392) é usado em terminais de tirantes e 
controles secundários os quais não estejam su-
jeitos a contínuas operações. 
O pino deve ser instalado com a cabeça 
para cima, como prevenção, para o caso de per-
da ou falha do contra-pino, garantindo a perma-
nência do pino no seu devido lugar. 
Contra-pino 
 
 O (AN380) contra-pino de aço de baixo-
carbono e banhado com cádmio é usado na fre-
nagem de parafusos, porcas, outros pinos e em 
várias aplicações, quando a segurança se faz ne-
cessária. O AN381 é um contra-pino de aço re-
sistente à corrosão, usado em locais onde é re-
querido material não magnético, ou em locais 
onde a resistência a corrosão é necessária. 
Rollpins 
 
 É um pino colocado sob pressão e com 
as pontas chanfradas, tem a forma tubular e cor-
tado em todo o seu comprimento. O pino e co-
locada no lugar por meio de ferramentas ma-
nuais, sendo comprimido e girado na posição. 
 6-27 
 
 
Figura 6-24 Conjunto de haste rígida de comando. 
 
A pressão exercida pelo pino nas paredes 
do orifício é que o mantém fixo, até sua remo-
ção com um punção de montagem ou com um 
toca-pino. 
 
MÉTODOS DE SEGURANÇA 
 
 São os processos de segurança emprega-
dos em toda a aeronave em parafusos, porcas, 
pinos e outros elementos de fixação, os quais 
não podem trabalhar frouxos devido a vibração. 
É necessária uma familiarização, com os vários 
métodos e meios de frenagem do equipamento 
na aeronave, com a finalidade