06 Materiais de Aviacao ANAC
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cabeças dos rebites 
indicam o material de que são feitos e, portanto, 
sua resistência. A Figura 6-33 identifica as mar-
cações e o material que elas indicam. Embora 
uma cabeça lisa indique três materiais, é possí-
vel distinguir suas diferenças pela coloração. O 
1100 tem a cor de alumínio; o de aço macio tem 
a cor típica do aço; e o rebite de cobre é da cor 
do cobre. A mesma marca pode aparecer na ca-
beça de rebites de formatos diferentes, porém, 
indicando serem do mesmo material. Cada tipo 
de rebite é identificado por um número de parte 
(Part Number), para que o operador possa sele-
cionar o rebite certo para o seu serviço. 
 O tipo da cabeça do rebite é identificado 
por números padrão AN ou MS. Os números 
são selecionados em séries e cada série repre-
senta um particular tipo de cabeça (ver Figura 6-
33) Os números mais comuns e os tipos de ca-
beça que eles representam são: 
 
AN426 ou MS20426 - rebites de cabeça escareada (100º) 
AN430 ou MS20430 - rebites de cabeça redonda 
AN441 - rebites de cabeça chata 
AN456 - rebites cabeça de lentilha 
AN470 ou MS20470 - rebites de cabeça universal. 
 
 Poderão ter letras e números adicionados 
ao número de parte. As letras designam o tipo 
de liga; os números, o diâmetro e o compri-
mento dos rebites. As letras mais comuns na 
designação de ligas são: 
 
 A - Liga de alumínio, 1100 ou 3003. 
AD - Liga de alumínio, 2117-T. 
D - Liga de alumínio, 2017-T. 
DD - Liga de alumínio, 2024-T. 
B - Liga de alumínio, 5056. 
C - Cobre. 
M - Monel. 
 A ausência de uma letra após o número 
padrão AN, indica um rebite fabricado de aço 
macio.
 
 6-35 
 
 
Figura 6-33 Carta de identificação de rebites. 
 
6-36 
 
 
O primeiro número, após, a letra indica-
dora da composição do material, expressa o diâ-
metro do corpo ou espiga do rebite em 32 avos 
da polegada. Por exemplo: 3, significa 3/32"; 5 
significa 5/32"; etc. 
 O último número, separado por um traço 
do número precedente, expressa o comprimento 
da espiga do rebite em 16 avos de polegada. Por 
exemplo: 3, significa 3/16"; 7, seriam 7/16"; etc 
(Figura 6-34). 
 
Um exemplo da identificação de um rebite é: 
 
AN470AD3-5 - Número de parte completo. 
AN - Air Force-Navy; 
470 - rebite de cabeça universal; 
AD - liga de alumínio 2117-T; 
3 - diâmetro de 3/32"; 
5 - comprimento de 5/16". 
 
REBITES ESPECIAIS 
 
Rebites cegos - Existem muitos locais em uma 
aeronave cujo acesso a ambos os lados de uma 
estrutura rebitada, ou parte estrutural, é impos-
sível de ser alcançado; ou, onde o espaço é tão 
limitado que não permite a utilização de uma 
barra encontradora. O mesmo ocorre na fixação 
de muitas partes não estruturais, como acaba-
mento interno, assoalho, ou outras semelhantes, 
em que o total comprimento de um rebite sólido 
não é necessário. 
 Os rebites especiais, que tenham sido de-
signados para esses locais, devem permitir a 
cravação pela parte frontal. Eles, algumas vezes 
são mais fracos do que os rebites sólidos, no en-
tanto, são amplamente mais fortes do que o ne-
cessário para aquela utilização. 
 
Figura 6-34 Métodos de medição de rebites. 
 Estes rebites são produzidos por muitos 
fabricantes e têm como características comuns o 
fato de necessitarem de: ferramentas especiais 
para instalação; e especiais procedimentos de 
instalação e de remoção. 
 Por isso, são chamados de rebites espe-
ciais. São também chamados de rebites cegos, 
porque muitas vezes são instalados em locais 
onde uma das cabeças (geralmente a cabeça de 
oficina) não pode ser vista. 
 
Rebites cravados mecanicamente 
 
 Duas classes de rebites cravados mecani-
camente serão aqui apresentadas: 
 
1 - Não estruturais 
 
a. Rebites de auto-cravação (travados por atri-
to); 
b. Rebites Pul-Thru 
 
2 - Rebites travados mecanicamente, quebra 
rente à cabeça e auto-cravação 
 
Auto-cravação 
 
 Os rebites cegos de auto-cravação (tra-
vados por atrito) são fabricados por várias com-
panhias; mas, as informações básicas sobre sua 
fabricação, composição, usos, seleção, instalá-
ção, inspeção e procedimentos de remoção, são 
aplicáveis a todos eles. 
 Rebites de auto-cravação (travados por 
atrito) são fabricados em duas partes: uma ca-
beça; um corpo oco ou luva; e uma haste, que se 
estende através do corpo oco. A Figura 6-35 
ilustra rebites de auto-cravação, com cabeça re-
donda e escareada, produzidos por um dos fa-
bricantes. 
 Vários eventos ocorrem, em seqüência, 
quando uma força é aplicada para puxar a haste 
do rebite: (1) a haste é puxada para dentro do 
corpo do rebite; (2) a parte cônica da haste força 
o corpo do rebite a se expandir; e (3) quando a 
fricção (ou pressão causada pela tração da haste) 
atingir um determinado valor, causará a quebra 
da haste em uma das suas ranhuras. Uma porção 
da parte cônica (parte inferior da haste) é retida 
no interior do rebite, dando a ele uma resistência 
bem maior do que a que seria obtida de um rebi-
te oco. 
6-37 
 
 
 
Figura 6-35 Rebites de auto-cravação 
(Travados por atrito). 
 
 Rebites de auto-cravação (travados por 
atrito) são fabricados nos dois tipos mais co-
muns de cabeça: (1) cabeça redonda, semelhante 
ao MS 20470 ou cabeça universal; e (2) cabeça 
escareada, a 100º. Outros tipos de cabeças são 
fornecidos por alguns fabricantes. 
 A haste dos rebites de auto-cravação 
(travados por atrito), podem ter um ressalto na 
parte superior ou ela pode ser serrilhada, como é 
mostrado na Figura 6-35. 
 Os rebites de auto-cravação (travados 
por atrito) são fabricados de vários materiais. 
Eles são fornecidos com as seguintes combina-
ções de materiais: haste de liga de alumínio 
2017 e luva de liga de alumínio 2117; haste de 
liga de alumínio 2017 e luva de liga de alumínio 
5056; e haste de aço e luva de aço. 
 Os rebites de auto-cravação (travados 
por atrito) são projetados de maneira que a ins-
talação seja executada por somente uma pessoa; 
não é necessário ter acesso ao trabalho em am-
bos os lados. A haste, ao ser puxada, executa 
um trabalho uniforme e sempre seguro. Por não 
ser necessário acessar o lado oposto ao trabalho, 
os rebites de auto-cravação (travados por atrito), 
podem ser usados para fixar conjuntos, como 
tubo ocos, chapas corrugadas, caixas ocas etc. 
Como não é necessária a aplicação de martela-
das para a cravação desses rebites, eles podem 
ser utilizados para fixar compensados ou plásti-
cos. Os fatores a serem considerados na seleção 
correta dos rebites para instalação são: (1) loca-
lização da instalação; (2) composição do ma-
terial que será rebitado; (3) espessura do materi-
al a ser rebitado; e (4) resistência desejada. 
 Se o rebite é para ser instalado em uma 
superfície aerodinamicamente lisa, ou, se for ne-
cessária uma distância entre conjuntos, os rebi-
tes de cabeça escareada devem ser os escolhi-
dos. Em outras áreas onde o espaço e o acaba-
mento liso não são fatores importantes, o rebite 
de cabeça protuberante pode ser utilizado. 
 Quanto ao material de que é feito, o rebi-
te será escolhido de acordo com o material a ser 
rebitado. Os rebites fabricados de liga de alumí-
nio 2117 podem ser usados na maior parte das 
ligas de alumínio. Os rebites de liga de alumínio 
5056 devem ser usados quando o material a ser 
rebitado for de magnésio. Os rebites de aço de-
vem sempre ser escolhidos para rebitar con-
juntos fabricados de aço. 
 
 
 
Figura 6-36 Determinação do comprimento do 
rebite de auto-cravação. 
 
 A espessura do material que está sendo 
rebitado, determina o comprimento do corpo do 
rebite. Como regra geral, o corpo do rebite de-
verá estender-se além da espessura do material, 
aproximadamente 3/64" a 1/8", antes da haste 
ser puxada (ver Figura 6-36). 
 
 
Rebites Pull-Thru 
 
 Os rebites cegos do tipo