06 Materiais de Aviacao ANAC
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máscara adesiva, facilitando a 
remoção do papel. 
 Se um forno não estiver disponível, uma 
endurecida máscara de papel poderá ser removi-
da, amolecendo o adesivo com nafta alifática 
(aliphatic naphtha). Esfregando a máscara de 
papel, com um pano saturado com nafta, o ade-
sivo amolecerá, liberando o papel do plástico. 
Após este tratamento, a chapa de plástico deverá 
ser lavada imediatamente com água limpa, to-
mando-se o cuidado de não arranhar a superfí-
cie. 
 
Nota: Nafta alifática (ALIPHATIC NAPHTHA) 
não deve ser confundida com nafta aro-
mática (AROMATIC NAPHTHA) ou ou-
tro solvente de limpeza, os quais produ-
zem efeitos danosos ao plástico. Como a 
nafta alifática é inflamável, todas as pre-
cauções referentes ao uso de líquidos in-
flamáveis devem ser observadas. 
 
Plástico Reforçado 
 
 Plástico reforçado é um material termo-
endurecido usado na construção de radomes, 
acabamento de antenas e de pontas de asa e, 
como isolante de várias peças de equipamento 
elétrico e células de combustível. Ele possui ex-
celentes características dielétricas, que o tornam 
ideal para radomes; contudo, a sua alta razão de 
resistência-peso, resistência ao mofo, oxidação, 
deterioração e fácil fabricação, torna-o igual-
mente adequado para outras partes da aeronave. 
 Os componentes de plástico reforçado, 
da aeronave, são formados tanto por laminados 
sólidos como por laminados tipo sanduíche. As 
resinas usadas para impregnar o tecido de for-
mação da fibra de vidro são do tipo contato-
pressão (requerendo pouca ou nenhuma pressão 
durante a cura). 
Estas resinas são fornecidas na forma lí-
quida, podendo variar em viscosidade da consis-
tência da água a consistência de xarope. A cura 
ou polimerização é efetuada pelo uso de um 
catalizador, usualmente o peróxido de benzoila 
(Benzoyl peroxide). 
 Os laminados sólidos são construídos de 
três ou mais camadas de tecido, impregnado de 
resina (laminado molhado), para formar uma 
sólida chapa plana ou, com um formato molda-
do. 
 Os laminados tipo sanduíche são cons-
truídos em duas ou mais sólidas folhas planas 
ou, com um formato moldado, incluindo um 
núcleo, tipo colméia de fibra de vidro, ou do 
tipo espuma. O núcleo tipo colméia é feito de 
tecido de fibra de vidro impregnado com uma 
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resina de "polyester" ou uma combinação de 
nailon e resina fenólica. A densidade específica 
e o tamanho das células da colméia variam con-
sideravelmente. Núcleos tipo colméia são nor-
malmente fabricados em blocos que são mais 
tarde cortados para a desejada medida com uma 
serra de fita. 
 Os núcleos de espuma são formados da 
combinação de resinas alkidicas e metatolueno 
diisocyanato. Os componentes de fibra de vidro 
do tipo sanduíche e com núcleo tipo espuma são 
fabricados para excederem a tolerância mínima, 
em toda a extensão na espessura da superfície 
moldada e do material do núcleo. Para obter esta 
precisão, a resina é derramada dentro de uma 
forma com tolerância mínima. 
 A resina transforma-se imediatamente 
em espuma, para preencher o espaço moldado, 
formando uma união entre a parte externa e o 
núcleo. 
 
BORRACHA 
 
 A borracha é usada para evitar a entrada 
de poeira, água, ou ar e, para evitar a perda de 
fluidos, gases ou ar. Ela é também usada para 
absorver vibração, reduzir ruído e amortecer o 
impacto de cargas. 
 O termo "borracha" é tão abrangente 
como o termo "metal". Ele é usado para deno-
minar não somente a borracha natural, mas tam-
bém todas as borrachas sintéticas e silicone. 
 
Borracha natural 
 
 A borracha natural tem propriedades 
físicas melhore do que a borracha sintética ou 
silicone. Estas propriedades incluem: flexibili-
dade, elasticidade, resistência à tensão, resistên-
cia a rasgos e baixa geração de calor quando sob 
flexão (histerese). 
 A borracha natural é um produto de apli-
cação geral; entretanto, sua aplicação em aero-
naves é limitada devido a sua pouca resistência 
na maioria das causas de deterioração. Embora 
proporcione um excelente selo para muitas apli-
cações, ela se dilata e, muitas vezes, amolece 
em contato com combustível de aeronaves e 
com solventes (naftas, etc). 
 A borracha natural se deteriora mais 
rapidamente do que a borracha sintética. Ela é 
usada como material selante para água e siste-
mas de metanol. 
Borracha Sintética 
 
 A borracha sintética é disponível em di-
versos tipos e, cada um deles, é composto de di-
ferentes materiais para fornecer as desejadas 
propriedades. As mais amplamente usadas são: 
Butyl, Bunas e Neopreno. 
 O Butyl é um hidrocarboneto com supe-
rior resistência à penetração de gás. Ele é tam-
bém resistente a deterioração; no entanto, com-
parativamente, suas propriedades físicas são 
bem menores do que as da borracha natural. A 
borracha feita de butyl resistirá ao oxigênio, 
óleos vegetais, gordura animal, álcalis, ozônio e 
ao desgaste. 
 Assim como a borracha natural, borracha 
feita de butyl dilata-se em contato com o petró-
leo ou solventes minerais. Ela tem uma baixa 
razão de absorção de água e boa resistência ao 
calor e a baixa temperatura. Dependendo da 
classificação, ela é adequada para o uso em 
temperaturas de 18ºC a 130ºC (-65ºF a 300ºF). 
A borracha de butyl é usada com fluidos hidráu-
licos, como o skydrol, fluidos de silicone, gases 
e acetonas. 
 A borracha Buna-S é semelhante a bor-
racha natural, tanto na fabricação, como nas ca-
racterísticas de desempenho. Ela é resistente à 
água como a borracha natural, mas possue al-
gumas características de durabilidade, melhores 
do que a borracha natural. 
 Uma dessas características é a boa resis-
tência ao calor, mas somente na ausência de 
severa flexão. Geralmente, a Buna-S tem pouca 
resistência à gasolina, óleo, ácidos concentrados 
e solventes. A Buna-S é, normalmente, usada 
para pneus e câmaras de ar como substituta da 
borracha natural. 
 A borracha Buna-N é importante em sua 
resistência aos hidrocarbonetos e outros solven-
tes; no entanto, ela tem pouca elasticidade em 
solventes a baixa temperatura. Os compostos de 
Buna-N têm boa resistência em temperaturas 
acima de 130ºC (300ºF), e podem ser requisi-
tados para aplicações em temperaturas abaixo 
de -20ºC (-75ºF). A Buna-N é resistente a ras-
gos, a exposição a luz do sol e ao ozônio. Ela 
tem boa resistência ao abrasão e as propriedades 
de descolamento, quando usada em contato com 
metal. Quando usada como vedador de um pis-
tão hidráulico, ela não gruda na parede do cilin-
dro. A Buna-N é usada para tubulações de óleo 
e gasolina, forro de tanques, gaxetas e selos. 
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 A Borracha Neopreno pode ser submeti-
da a condições mais severas do que a borracha 
natural e possue melhores características em 
baixa temperatura. Ela possue excepcional resis-
tência ao ozônio, luz do sol, calor e ao envelhe-
cimento. A Neopreno tem aparência e reação ao 
tato, semelhante a borracha natural; no entanto, 
em algumas características, é menos parecida 
com esta, do que a Buna e a Butyl. 
As características físicas da Neopreno, 
tais como à resistência a tensão e ao alongamen-
to, não são iguais a borracha natural, mas têm 
muita semelhança. Sua resistência a rasgos, bem 
como, sua resistência à abrasão, são ligeiramen-
te menores do que as da borracha natural. Em-
bora sua recuperação à distorção seja completa, 
não é tão rápida quanto a da borracha natural. 
 A Neopreno tem uma grande resistência 
ao óleo. É um material adequado para ser usado 
em sistemas de gasolina não aromática, por isso 
a pouca resistência à gasolinas aromáticas. 
Ela é usada primariamente para selos contra 
intempéries, vedação de janelas, batentes de 
borracha, tubulações de óleo e diafragmas de 
carburadores. Ela é, também, recomendada para 
o uso com Freons. 
 Thiokol, também conhecida