06 Materiais de Aviacao ANAC
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acúmulo de solução de limpeza, deverá ser usa-
do um agente de limpeza não corrosivo, embora 
seja de efeito menos eficiente. 
 
Ataque eletroquímico 
 
 Um ataque eletroquímico pode ser com-
parado, quimicamente, com a reação eletrolítica 
da galvanoplastia, anodização ou de uma bateria 
alcalina. 
A reação deste ataque corrosivo, requer um in-
termediário, geralmente a água, que é capaz de 
conduzir a fraca corrente de eletricidade. 
O Lok-Rivet e o Lok-Skru são semelhan-
tes em construção; exceto que o Lok-Skru é 
roscado internamente, para fixar um acessório, 
usando um parafuso; enquanto que o Lok-Rivet 
não é roscado e só pode ser usado como um 
rebite. 
Tanto o Lok-Skrus como o Lok-Rivet são 
instalados da mesma maneira, por esse motivo o 
texto a seguir para o Lok-Skrus também se 
aplica ao Lok-Rivet. 
 As principais partes de um Lok-Skru são 
o corpo, a cabeça e um parafuso de fixa-
ção.Quando um metal, entra em contato com um 
agente corrosivo e, está também, ligado por um 
caminho de líquido ou gases, no qual os elétrons 
possam fluir, a corrosão começa, enquanto o 
metal, deteriora-se pela oxidação. Durante o 
ataque, a quantidade do agente corrosivo é re-
duzida, caso não seja renovada ou removida, 
podendo reagir completamente com o metal 
(torna-se neutralizada). 
 Diferentes áreas da superfície de um 
mesmo metal têm diferentes níveis de potencial 
elétrico e, se estiverem, ligadas por um condu-
tor, como a água salgada, vão se estabelecer 
séries de células de corrosão; e, a corrosão co-
meçará. 
 Todas os metais e ligas são eletricamente 
ativos, e têm, um específico potencial elétrico 
em um determinado ambiente químico. Os ele-
mentos que constituem a liga também têm os 
seus específicos potenciais elétricos, os quais 
são geralmente diferentes uns dos outros. 
 A exposição da superfície de uma liga a 
um ambiente corrosivo, fará com que o metal 
mais ativo se torne anódico; e o menos ativo, 
catódico, estabelecendo condições para a corro-
são. Esses metais são conhecidos como células 
locais. 
 Quanto maior for a diferença de potenci-
al entre os dois metais, maior será a severidade 
do ataque corrosivo, caso condições apropriadas 
sejam permitidas para o seu desenvolvimento. 
 Como pode ser observado, as condições 
para essas reações corrosivas, são: a condutivi-
dade do fluido e, a diferença de potencial entre 
os metais. 
Se porém, através de uma limpeza re-
gular a de um adequado tratamento superficial, 
o meio for removido e o circuito elétrico for 
eliminado, a corrosão não poderá ocorrer; esta é 
a base de um eficaz controle da corrosão. 
 O ataque eletroquímico é responsável 
pela maior parte das formas de corrosão na es-
trutura da aeronave e em seus acessórios. 
 
 
FORMAS DE CORROSÃO 
 
 Há muitas formas de corrosão. Essas de-
pendem do metal envolvido, de seu tamanho e 
formato, de sua função específica, das condi-
ções atmosféricas e da presença de agentes in-
dutores da corrosão. 
 As que serão descritas nesta seção são 
mais comuns de serem encontradas em células 
de aeronaves. 
6-54 
 
 
Corrosão superficial 
 
 A corrosão superficial aparece como 
uma rugosidade generalizada, uma mancha ou 
cavidades minúsculas na superfície do metal, 
freqüentemente acompanhada do resíduo pulvu-
rento dos produtos da corrosão. 
 A corrosão superficial pode ser causada, 
tanto pelo ataque químico direto, como pelo 
eletroquímico. Algumas vezes a corrosão se 
espalha por baixo da cobertura superficial (co-
mo a pintura), e não pode ser percebida, nem 
pela rugosidade da superfície, nem pelo depósi-
to dos produtos dessa corrosão. Pelo contrário, a 
pintura ou o recobrimento metálico, podem ser 
deslocados da superfície em pequenos pedaços, 
em conseqüência da pressão (ou aumento de 
volume) causado pelo acúmulo dos produtos da 
corrosão. 
 
Corrosão entre metais diferentes 
 
 Dano extensivo, pela formação de cavi-
dades minúsculas, pode resultar do contato entre 
metais diferentes na presença de um condutor. 
Conquanto, possa haver ou não, corrosão super-
ficial, a ação galvânica, parecida com a eletro-
deposição, ocorre nos pontos ou áreas de conta-
to, onde o isolamento foi rompido ou simples-
mente não foi colocado. Este ataque eletroquí-
mico pode ser muito severo e perigoso; porque, 
sua ação, na maioria das vezes, irrompe fora da 
visão comum, e o único meio de detetá-la, antes 
que ocorra uma falha estrutural, é através da 
desmontagem e separação das partes e sua ins-
peção. 
 
Corrosão intergranular 
 
 Esse tipo de corrosão é um ataque em 
torno dos grãos de uma liga e, comumente, re-
sulta na perda da uniformidade na estrutura da 
liga. Ligas de alumínio e algumas ligas do aço 
inoxidável, são, particularmente, suscetíveis 
dessa forma de ataque eletroquímico. Esta falta 
de uniformidade é causada por modificações 
que ocorrem na liga durante o aquecimento e 
resfriamento. 
A corrosão intergranular pode existir 
sem evidência visível na superfície. A corrosão 
intergranular muito severa pode, algumas vezes, 
causar a "exfoliação" da superfície do metal. 
Ou seja: a superfície começa a ficar estufada e 
descamada em flocos; conseqüência da delami-
nação, cujo causa é a pressão dos resíduos da 
corrosão em torno do grão, a medida que são 
formados. 
Este tipo de corrosão é difícil de ser de-
tetado em seu estágio inicial. Métodos de inspe-
ção com ultra-som e "Eddy current" são usados 
com grande margem de acertos. 
 
Corrosão sob tensão fraturante (stress) 
 
 A corrosão, sob tensão fraturante, ocorre 
como o resultado do efeito combinado de cargas 
de tensão residual e meio ambiente corrosivo. 
 Trincas ou rachaduras típicas de corro-
são por tensão fraturante são encontradas em 
muitos tipos de metal; entretanto, é particular-
mente característico do alumínio, cobre e certos 
tipos de aço inoxidável, e de ligas de aço de alta 
resistência (acima de 240.000 libras por pole-
gada quadrada). Geralmente, ocorre ao longo de 
trechos trabalhados à frio (laminados à frio, ex-
trudados à frio, etc.) e pode ser de natureza in-
tergranular ou transgranular (dentro do grão ou 
na vizinhança entre os grãos). 
 São suscetíveis de trincas por corrosão 
sob tensão fraturante, balancins de liga de alu-
mínio com buchas deslizantes prensadas neles, 
suporte do amortecedor do trem de pouso com 
acionamento e travamento por parafuso engra-
xado, juntas ou emendas travadas com pinos 
"Clevis", prendedores retráteis, etc. 
 
Corrosão por atrito (FRETTING) 
 
 A corrosão por atrito ("fretting") é uma 
forma particularmente danosa de ataque corro-
sivo, que ocorre quando duas superfícies estão 
em contato uma com a outra, havendo pressão 
entre as duas, sujeitas a um ligeiro movimento 
relativo. 
 Essa corrosão é caracterizada pela ru-
gosidade das duas superfícies e pelo acúmulo 
considerável de limalha fria. Como o curso do 
movimento relativo é muito pequeno, a limalha 
encontra dificuldade para ser expulsa da área de 
contato, incrementando a abrasão entre as su-
perfícies significativamente. 
 A presença de vapor d'água aumenta 
muito esse tipo de deterioração. Se as áreas de 
contato são pequenas e afiladas, sulcos profun-
dos, parecendo terem sido feitos a punção, po-
dem aparecer nessas superfícies. 
6-55 
 
 
FATORES QUE AFETAM A CORROSÃO 
 
 Muitos fatores afetam o tipo, a veloci-
dade, a causa e a gravidade da corrosão dos me-
tais. alguns desses fatores podem ser contro-
lados; outros, não. 
 
Clima 
 
 As condições ambientais, sob as quais 
uma aeronave é mantida e operada, afetam mui-
to as características da corrosão. Em ambiente 
predominantemente marítimo (com exposição à 
água do mar e ao ar marinho), com ar carregado 
de umidade, é consideravelmente mais danoso 
para uma aeronave do que se todas as operações