06 Materiais de Aviacao ANAC
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vavelmente, o mais fácil tipo de corrosão a ser 
detetado em seus estágios iniciais, posto que os 
produtos gerados durante o processo corrosivo, 
ocupam um volume várias vezes maior que o 
metal original destruído. 
 O ataque inicial é mostrado pelo levan-
tamento da pintura (descolamento) e pelo apare-
cimento de manchas brancas na superfície do 
metal. 
 O seu desenvolvimento é rápido, for-
mando produtos como "montículos de neve". 
Sua proteção envolve a remoção dos produtos 
da corrosão, a restauração parcial da cobertura 
de proteção através de tratamento químico; e a 
reaplicação da cobertura de proteção. 
 
Tratamento de forjados e de perfis confor-
mados a partir de chapas de magnésio 
 
 O ataque corrosivo ao revestimento 
(chapa) de magnésio, geralmente começa pelas 
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bordas desse revestimento, por baixo das arrue-
las dos rebites ou parafusos de fixação, ou em 
partes da chapa submetidas a excessiva defor-
mação mecânica causada por cisalhamento (cor-
te por tesoura), furação, abrasão ou impacto. 
Caso o pedaço da chapa corroída possa ser fa-
cilmente removido, isso deve ser feito para as-
segurar o completo bloqueio do processo corro-
sivo. 
Se houver arruelas de isolamento, seus 
respectivos parafusos devem ser afrouxados, 
pelo menos, para permitir a limpeza por escova 
ou pincel, por baixo dessa arruela. 
 A remoção completa, por meios mecâni-
cos, dos produtos da corrosão deve ser levada a 
termo, tanto quanto praticável. 
Tal limpeza deve ser limitada a fer-
ramentas não metálicas (plástico, borracha), 
particularmente se o tratamento for feito na pista 
(fora do hangar ou oficina). Qualquer resíduo de 
partículas de aço, oriunda de escovas ou de fer-
ramentas de aço, ou esfregamento excessivo por 
sujeira abrasiva, podem causar mais problemas 
que o ataque corrosivo inicial. 
 O magnésio corroído, geralmente, pode 
ser tratado da seguinte maneira: 
1. Retire a tinta e limpe a área a ser tratada 
(procedimentos para retirada da pintura es-
tão desenvolvidos no início desse capítulo). 
2. Usando uma escova de cerdas curtas e duras, 
vá espalhando e removendo, simultane-
amente, os produtos da corrosão, tanto quan-
to possível. Escovas de arame de aço, rebo-
los ou ferramentas de corte (de aço) não de-
vem ser usadas. 
3. Trate a área corroída com uma solução ge-
nerosa de ácido crômico, ao qual foi adicio-
nado uma fração de ácido sulfúrico, esfre-
gando a área onde se concentram as cavida-
des e rugosidades causadas pela corrosão, 
enquanto ainda úmida de ácido crômico, 
sempre usando uma escova não metálica. 
4. Deixe o ácido crômico permanecer por 5, até 
20 minutos, antes de enxugar o excesso com 
um tecido suave e limpo. Entretanto, não 
deixe que o excesso de solução seque e per-
maneça na superfície, posto que tais de-
pósitos prejudicarão a aderência da pintura 
posteriormente. 
5. Tão logo as superfícies estejam secas, reto-
que a pintura protetora original. 
Tratamento das peças/partes existentes fabri-
cadas com magnésio fundido 
 
 Peças de magnésio fundido, em geral, 
são mais porosas e mais propensas ao ataque 
corrosivo que os revestimentos de magnésio 
laminado (ou peças conformadas). Entretanto, 
para todos os propósitos, o tratamento é o mes-
mo. Carcaças de motor, balancins, fixações, 
carenagens diversas e alças são as peças mais 
comumente fabricadas com magnésio fundido. 
 Quando o ataque corrosivo incide em 
uma peça de magnésio fundido, o mais rápido 
método de tratamento deve ser iniciado; caso se 
deseje evitar uma corrosão perigosa. Realmente, 
carcaças de motor submersas em água salgada 
por uma noite, podem estar completamente 
comprometidas. 
Se isso acontecer, a peça deve ser des-
montada e separada, para permitir um bloqueio 
ao avanço da corrosão, além de prevenir um 
posterior progresso dessa corrosão. A mesma 
seqüência de tratamento geral empregada no 
parágrafo anterior para revestimento (laminado) 
de magnésio, deve ser seguida em se tratando de 
peças fundidas. 
 Caso haja necessidade de uma remoção 
muito extensa dos produtos da corrosão de pe-
ças estruturais, feitas com magnésio fundido; a 
posição do fabricante, acerca da resistência resi-
dual remanescente, será muito importante. Ma-
nuais de reparos estruturais específicos, geral-
mente envolvem limites dimensionais de tole-
rância para membros críticos de estruturas e de 
vem ser conhecidos, caso qualquer questão so-
bre segurança esteja envolvida. 
 
TRATAMENTO ANTICORROSIVO DO 
TITÂNIO E DE SUAS LIGAS 
 
 O ataque corrosivo às superfícies de ti-
tânio, é, geralmente, difícil de deteção. O titâ-
nio, é, por natureza, altamente resistente à cor-
rosão, mas pode apresentar deterioração quando 
da ocorrência de depósitos de sal e impurezas de 
metal, particularmente em altas temperaturas. 
Assim sendo, a utilização de lã-de-aço (palha-
de-aço), desencrustadores metálicos, escovas de 
aço para limpeza ou para a remoção de corrosão 
dos componentes fabricados em titânio é proibi-
da. 
 Caso as superfícies de titânio necessitem 
de limpeza, com polimento manual à base de 
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alumínio (lã-de-alumínio) ou com abrasivo su-
ave somente as escovas de fibra são usadas. En-
xugue a superfície tratada com panos secos para 
remover o excesso de solução, mas não faça 
lavagem com água. 
 
 
PROTEÇÃO DO CONTATO ENTRE ME-
TAIS DIFERENTES 
 
 Certos metais passam a apresentar sinais 
de corrosão quando colocados em contato com 
outros metais. É, comumente conhecido como 
corrosão eletrolítica ou corrosão entre metais 
diferentes. Contato entre metais diferentes e sem 
que haja revestimento protetor em um deles 
(isolante) e, havendo um ambiente úmido (água 
ou outro fluido condutor), faz com que seja des-
envolvida uma ação eletrolítica (como em uma 
pilha elétrica). Esse contato, geralmente, faz 
com que um dos metais seja oxidado (o anodo), 
decompondo-se num processo semelhante à 
corrosão. 
Dependendo dos metais envolvidos, so-
mente o isolamento (pintura, graxa, verniz, etc.) 
de um ou ambos os metais, evita a corrosão. 
 
Figura 6-60 Contatos de metais diferentes que resultarão em corrosão eletrolítica 
 
Contatos que não envolvem magnésio 
 
 Para prevenir ou evitar contatos entre 
metais diferentes, não sendo nenhum deles o 
magnésio (ou suas ligas), utiliza-se a cobertura 
(pintura) de duas camadas de cromato de zinco 
antes da tinta base normalmente usada. Sua apli-
cação é feita por pincel ou pulverização e deve-
se aguardar seis horas entre cada demão. 
 
Contatos que envolvem o magnésio 
 
 Para prevenir ou evitar contatos entre 
dos metais diferentes, sendo um deles o magné-
sio (ou suas ligas), cada um deles é isolado da 
seguinte forma: pelo menos duas camadas de 
cromato de zinco são aplicadas em cada super-
fície. 
A seguir, uma camada de filme de vinyl, 
0,003 polegada, sensível à pressão, é suave, mas 
firmemente aplicado, para evitar as bolhas de ar 
e as dobras. 
Para evitar um posterior encolhimento, o 
filme é aplicado sem que seja esticado. 
Entretanto, onde a espessura do filme in-
terfere com a montagem das peças ou quando é 
esperado que a peça trabalhe em temperatura 
relativamente alta (acima de 250º F), não se usa 
o filme, mas aplicam-se três camadas de tinta 
base. 
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LIMITES DA CORROSÃO 
 
 A corrosão, mesmo que suave, é um da-
no. Assim sendo, o dano causado pela corrosão 
é classificado, segundo quatro tipos padroni-
zados, tal como qualquer outro dano: 
 
(1) Dano desprezível; 
(2) Dano reparável por um remendo; 
(3) Dano reparável por um reforço; e 
(4) Dano irreparável, necessitando substitui-
ção da peça, ou do componente. 
 
O termo "desprezível", como foi usado anteri-
ormente, não quer dizer que pouco ou nada deva 
ser feito, no sentido de se interromper