06 Materiais de Aviacao ANAC
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O perigo da penetração de produtos cor-
rosivos em junção de superfícies e frestas con-
trapõe-se a qualquer vantagem na sua velocida-
de e efetividade. 
Qualquer produto deve ser relativamente 
neutro e de fácil remoção. Dá-se ênfase, que 
todo resíduo deve ser removido. 
Sais solúveis de tratamentos químicos 
superficiais, como o ácido crômico ou dicroma-
to, vão se liquefazer e empolar a pintura poste-
rior. 
 
Ácido cítrico fosfórico 
 
 Uma mistura de ácido cítrico-fosfórico 
está disponível e pronta para o uso, assim que é 
desembalada (Tipo I). Já o Tipo II é um con-
centrado que deve ser diluído com água e sol-
ventes minerais. 
O contato com a pele deve ser evitado 
através do uso de luvas de borracha e óculos. 
 Qualquer queimadura por ácido deve ser 
lavada com bastante água limpa e neutralizada, 
a seguir, com uma solução diluída de bi-
carbonato de sódio. 
 
Bicarbonato de sódio 
 
 O bicarbonato de sódio pode ser usado 
para neutralizar depósitos ácidos nos comparti-
mentos de baterias chumbo-ácidas, bem como 
para tratar de queimaduras causadas por agentes 
químicos de limpeza e inibidores de corrosão. 
 
 
ESTRUTURA DOS METAIS 
 
 Conhecimento dos seus usos, resistên-
cias, limitações e outras características da estru-
tura dos metais é vital para construir correta-
mente, e manter qualquer equipamento, especi-
almente estruturas aeronáuticas. Na manutenção 
e reparo, um pequeno desvio das especificações 
do projeto, ou a utilização de materiais de qua-
lidade inferior, pode resultar na perda de equi-
pamentos e vidas. 
A utilização de materiais impróprios po-
de facilmente deteriorar o mais requintado aca-
bamento. 
A seleção do material correto para um 
trabalho específico de reparo, requer familiari-
dade com as mais divulgadas propriedades físi-
cas dos diversos metais. 
 
Propriedade dos metais 
 
 Uma das primeiras preocupações na ma-
nutenção de aeronaves é com as propriedades 
gerais dos metais e suas ligas, como: dureza, 
maleabilidade, ductilidade, elasticidade, contra-
ção e expansão, e etc. 
 Esses termos foram expostos para esta-
belecer as bases para a posterior discussão da 
estrutura dos metais. 
 
Explicação dos termos 
 
 - Dureza: refere-se a capacidade de um 
metal resistir a abrasão, penetração, corte e a 
distorção permanente. A dureza pode ser au-
mentada por trabalhos a frio e, no caso do aço e 
de determinadas ligas de alumínio, através de 
tratamento térmico. Componentes estruturais 
são freqüentemente conformados de metais, a 
partir de sua forma de menor dureza; após, são 
endurecidos, mantendo a mesma forma. Dureza 
e resistência são propriedades dos metais, inti-
mamente ligadas. 
 - Fragilidade: é a propriedade dos me-
tais que lhes impede flexionar ou deformar sem 
que estilhacem. Um metal frágil quebra ou trin-
ca sem mudar de forma. Considerando que os 
metais estruturais estão freqüentemente sujeitos 
a cargas de choque (impactos), a fragilidade não 
é uma propriedade desejável. O ferro fundido, 
alumínio fundido e aços muitos duros, são e-
xemplos de materiais frágeis. 
 - Maleabilidade: um metal que possa 
ser martelado, laminado ou prensado de várias 
maneiras, sem que trinque, quebre ou sofra ou-
tro efeito degenerativo semelhante, é dito ser 
maleável. 
Essa propriedade é necessária para cha-
pas de metal, que sejam trabalhadas a formar 
curvas, como carenagens de motor, de trem de 
pouso e pontas de asa. O cobre é um exemplo de 
metal maleável. 
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 - Ductilidade: é a propriedade de um 
metal que lhe permite ser esticado, flexionado 
ou torcido de várias maneiras, sem quebrar. Es-
sa propriedade é essencial para metais usados na 
fabricação de arames e tubos. 
 Metais dúcteis têm grande aceitação na 
indústria aeronáutica por causa de sua facilidade 
de conformação e resistência a falhas por cargas 
de choque (impactos). Por essa razão, as ligas 
de alumínio, são usadas para carenagens de mo-
tor, revestimento da fuselagem e das asas, e 
componentes conformados ou extrudados, co-
mo: nervuras, longarinas e cavernas. Aço cromo 
molibdênio é também facilmente moldado nas 
formas desejadas. A ductilidade assemelha-se à 
maleabilidade. 
 - Elasticidade: é aquela propriedade que 
permite ao metal voltar a sua forma original, as-
sim que a força que o deforma é removida. Essa 
propriedade é extremamente valiosa quando se 
deseja que o componente volte a ter sua forma 
original, tão logo cesse a ação da força que o 
deforma. Cada metal tem um ponto conhecido 
como limite de elasticidade, além do qual qual-
quer excesso de carga causa deformação perma-
nente. Na construção aeronáutica, peças e com-
ponentes estruturais são de tal forma projetados 
que as cargas máximas, sob as quais estarão su-
jeitas, não os deformarão além do limite elásti-
co. Essa propriedade é característica de molas 
helicoidais de aço. 
 - Resistência: um material que tem re-
sistência vai se contrapor ao corte e à ruptura e 
pode ser esticado, ou de qualquer maneira de-
formado sem se romper. A resistência é uma 
propriedade desejável para todos os metais usa-
dos na construção aeronáutica. 
 - Densidade: é a massa (peso) por uni-
dade de volume de um material. Na construção 
aeronáutica, a massa específica de um material, 
em relação a um volume unitário é usada para se 
determinar (ou estimar) a massa (ou peso) de 
uma peça ou componente, antes de sua fabrica-
ção. 
É também uma propriedade considerada, 
durante o projeto de uma peça ou componente, 
quando se objetiva manter o peso e o balancea-
mento da aeronave. 
 - Fusibilidade: é a capacidade que tem 
um metal de tornar-se líquido quando submetido 
ao calor, especialmente durante o processo de 
soldagem. O aço se funde em torno de 1425º C, 
as ligas de alumínio, 595º C. 
 - Condutividade: é a propriedade que 
permite ao metal conduzir calor ou eletricidade. 
A condutividade de calor de um metal é especi-
almente importante na soldagem; porque ela de-
termina a quantidade de calor que será necessá-
ria para a fusão. A condutividade (térmica) dos 
metais também vai determinar o tipo de gabarito 
que será usado para controlar sua expansão e 
contração. Na aeronave, a condutividade (elétri-
ca) deve também ser considerada na junção das 
partes, para eliminar a interferência no equipa-
mento rádio. 
 - Contração e expansão: são reações 
produzidas nos metais como resultado de aque-
cimento ou resfriamento. O calor aplicado a um 
metal leva-o a expandir-se, tornando-se maior. 
O resfriamento e o aquecimento afetam o proje-
to dos gabaritos soldados, peças fundidas e tole-
râncias necessárias para materiais conformados 
a quente. 
 
Fatores de seleção 
 
 Resistência, peso e confiabilidade são 
três fatores que determinam os requisitos a se-
rem observados, para qualquer material a ser 
usado na construção e reparo de células. As cé-
lulas devem ser fortes, mas ao mesmo tempo, 
leves. Uma célula muito pesada que não pudes-
se transportar alguns quilogramas, seria certa-
mente de pouco uso. 
 Todos os metais, complementarmente ao 
fato de que tenham uma boa relação pe-
so/resistência, devem ter uma acurada confi-
abilidade, então minimizando a possibilidade de 
falhas inesperadas e perigosas. Além dessas 
propriedades gerais, o material selecionado 
para uma aplicação definida deve possuir carac-
terísticas específicas, convenientes ao seu em-
prego. 
 O material deve possuir a resistência ne-
cessária de acordo com suas dimensões, peso e 
utilização. Há cinco esforços básicos aos quais 
os metais devem ser obrigados a atender. São: 
tração, compressão, cisalhamento, flexão e tor-
ção. 
 - Tração: a resistência de um material à 
tração é a resistência à força que tende a separá-
lo. A resistência à tração é medida pela força 
necessária, para romper um corpo de prova feito