06 Materiais de Aviacao ANAC
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tanto, um desvio da regra da indicação da per-
centagem de carbono, algumas vezes acontece. 
 Pequenas quantidades de alguns elemen-
tos estão algumas vezes presentes em ligas de 
aços, mas são especificadas conforme neces-
sário. Na verdade esses elementos são conside-
rados acidentais e podem estar presentes em 
proporções máximas como se segue: cobre, 
35%; níquel, 25%; cromo, 20%; e molibdênio, 
0,06%. A lista de aços padronizados é alterada 
de tempos em tempos para acomodar aços de 
mérito comprovado (aceitos pela indústria) e 
para acomodar mudanças nos requisitos meta-
lúrgicos e de engenharia, propostos pela indús-
tria. Essa lista se apresenta conforme a tabela 
6-62. Os elementos estruturais metálicos são 
fabricados de diferentes formas e dimensões, 
como chapas, barras, hastes, tubos, extrudados, 
forjados e fundidos. As chapas metálicas são 
feitas em grande número de tamanhos e espes-
suras. As especificações designam a espessura 
em milésimos de polegada. Barras e hastes são 
fornecidas numa grande variedade de formas 
(redondas, quadradas, retangulares, hexagonais, 
etc.). Os tubos têm seção quadrada, retangular, 
redonda, oval, etc. A especificação dos tubos é 
feita considerando-se o diâmetro externo e a es-
pessura da parede. As chapas são, geralmente, 
conformadas a frio em prensas, rolos de lamina-
ção, calandras, etc. Os forjados são produzidos 
em prensas ou martelos hidráulicos, colocando-
se o metal aquecido em matrizes. Os fundidos 
são produzidos depositando-se o metal fundido 
em moldes ou fôrma. 
O acabamento dos fundidos é feito por 
usinagem mecânica. O teste das fagulhas é um 
método comum de identificação de vários me-
tais ferrosos. Nesses testes, um pedaço de ferro 
ou aço é mantido contra um rebôlo que gira, 
sendo o metal identificado pelas fagulhas que 
são produzidas. As fagulhas variam de pequenas 
a curtas, até uma chuva delas. 
OBS: Poucos metais não-ferrosos produzem 
fagulhas quando em contato com o rebôlo. Es-
ses metais, portanto, não se prestam a esse teste. 
A identificação do ferro ou aço pelo tipo de fa-
gulha é freqüentemente inexata - a menos que 
realizada por pessoa experiente - caso contrário, 
corre-se o risco de uma identificação mal feita. 
6-83 
 
 
Séries Tipos Séries Tipos 
 
10xx - Aços carbono sem enxofre 
11xx - Aços carbono resulfurizado (não traba-
lhado) 
12xx - Aços carbono resulfurizado e refosfori-
zado (não trabalhado) 
13xx - Manganês 1,75% 
*23xx - Níquel 3,50% 
*25xx - Níquel 5,00% 
31xx - Níquel 1,25%, cromo 0,65% 
33xx - Níquel 3,50%, cromo 1,55% 
40xx - Molibidênio 0,20 ou 0,25% 
41xx - Cromo 0,50 ou 0,95, Molibidênio 0,12 
ou 0,20% 
43xx - Níquel 1,80%, cromo 0,50 ou 0,80%, 
molibidênio 0,25% 
44xx - Molibidênio 0,40% 
45xx - Molibidênio 0,52% 
46xx - Níquel 1,80%, molibidênio 0,25% 
47xx - Níquel 1,05%, cromo 0,45%, Molibidê-
nio 0,20 ou 0,35% 
48xx - Níquel 3,50%, Molibidênio 0,25% 
50xx - Cromo 0,25 ou 0,40 ou 0,50% 
10xx - Aços carbono sem enxofre 
11xx - Aços carbono resulfurizado (não traba-
lhado) 
12xx - Aços carbono resulfurizado e refosfori-
zado (não trabalhado) 
13xx - Manganês 1,75% 
*23xx - Níquel 3,50% 
*25xx - Níquel 5,00% 
31xx - Níquel 1,25%, cromo 0,65% 
33xx - Níquel 3,50%, cromo 1,55% 
40xx - Molibidênio 0,20 ou 0,25% 
41xx - Cromo 0,50 ou 0,95, Molibidênio 0,12 
ou 0,20% 
43xx - Níquel 1,80%, cromo 0,50 ou 0,80%, 
molibidênio 0,25% 
44xx - Molibidênio 0,40% 
45xx - Molibidênio 0,52% 
46xx - Níquel 1,80%, molibidênio 0,25% 
47xx - Níquel 1,05%, cromo 0,45%, Molibidê-
nio 0,20 ou 0,35% 
48xx - Níquel 3,50%, Molibidênio 0,25% 
50xx - Cromo 0,25 ou 0,40 ou 0,50% 
* Não incluídos na relação de aços padronizados. 
 
Figura 6-62 Índice numérico SAE 
 
 Ferro forjado produz fagulhas longas - 
cor de palha esmaecida, junto da pedra, e bran-
cas na extremidade. Ferro fundido produz fagu-
lhas vermelhas junto à pedra que se esmaecem, 
tomando cor de palha na extremidade. 
 Aumentando-se o teor de carbono no 
aço, aumentam as ramificações das fagulhas, 
tornando-se brancas em suas extremidades. A-
ços com níquel produzem fagulhas com cente-
lhas brancas brilhantes no seu interior. 
 
Tipos, características e usos das ligas de aço 
 
 Aço contendo carbono na faixa de 0,10% 
a 0,30% é chamado de aço de baixo carbono. 
Pela classificação SAE/AISI seria entre aço 
1010 e 1030. Aços com esse teor de carbono são 
usados para a fabricação de arame de freno, 
algumas porcas, embuchamento de cabos e ex-
tremidades de hastes rosqueadas. Esse tipo de 
aço, na forma de chapa, é usado em estruturas 
secundárias e braçadeiras, e, na forma de tubos, 
para componentes estruturais, moderadamente 
tencionadas. 
 Aços contendo carbono na faixa de 
0,30% a 0,50% é chamado de aço de médio car-
bono. Esse aço é especialmente adaptado para 
usinagem ou forjaria, onde a dureza superficial 
é desejável. Algumas extremidades de hastes e 
forjados leves são feitos de aço S.A.E. 1035. 
 Aços contendo carbono na faixa de 
0,50% a 1,05% são classificados como aço de 
alto carbono. A adição de outros elementos em 
quantidade variável aumenta a dureza desses 
aços. Sendo plenamente tratados a quente tor-
nam-se muito duros, resistindo a elevados esfor-
ços de cisalhamento e ao desgaste, deformando-
se muito pouco. Aços SAE 1095, na forma de 
chapas, são usados como lâminas de feixes de 
molas; na forma de arames, são usados para 
molas helicoidais. 
 Os vários aços ao níquel são produzidos 
pela combinação de níquel com aço carbono. 
Aços contendo 3% a 3,75% de níquel são co-
mumente usados. 
O níquel aumenta a dureza, a resistência 
à tração e o limite de elasticidade do aço, sem 
apreciável diminuição de ductilidade. Também 
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intensifica o efeito de endurecimento causado 
pelo tratamento térmico. Aços SAE 2330 são 
extensivamente usados para componentes de 
aeronaves, como parafusos, terminais, pinos, 
orelhas, etc. 
 Aço-cromo tem elevada dureza e resis-
tência à corrosão, sendo particularmente indica-
do para tratamento a quente de forjados, os 
quais exigem mais dureza e resistência. Pode ser 
usado como esferas ou roletes de rolamentos. 
 Aço cromo-níquel ou aço inoxidável são 
resistentes à corrosão. O grau de resistência à 
corrosão é determinado pelas condições da su-
perfície do metal, assim como pela composição, 
temperatura e concentração do agente corrosivo. 
 O principal elemento de liga do aço ino-
xidável é o cromo. O aço resistente à corrosão 
mais freqüentemente usado na construção aero-
náutica é conhecido como 18-8, justamente por 
conter 18% de cromo e 8% de níquel. Uma das 
características distintas do aço inoxidável 18-8, 
é que ele só pode ser endurecido por trabalhos a 
frio (não pega têmpera). 
 Aço inoxidável pode ser laminado, trefi-
lado, dobrado ou moldado em qualquer forma. 
Uma vez que esses aços têm um coeficiente de 
expansão térmica 50% maior que o aço comum, 
conduzem o calor com 40% menos rapidez que 
esses mesmos aços comuns, são consequente-
mente mais difíceis de serem soldados. Algumas 
das aplicações mais comuns dos aços inoxidá-
veis são: os coletores de exaustão, os dutos de 
admissão, peças estruturais e usinadas, molas, 
fundidos, tirantes e cabos de controle. 
 O aço cromo-vanádio é produzido com 
aproximadamente 18% de vanádio e 1% de 
cromo. Quando tratado a quente torna-se resis-
tente, endurecido - além de resistente ao uso e à 
fadiga. Um tipo especial desse aço em forma de 
chapa, pode ser conformado a frio em formas 
complicadas. Pode ser dobrado sem sinais de 
quebra ou falha. O aço SAE 6150 é usado na 
fabricação de molas; já o aço SAE 6195 é usado 
para rolamentos de esferas ou roletes. 
 O molibdênio em pequenas porcentagens 
é usado, em combinação com o cromo, para 
formar o aço-cromo-molibdênio,