06 Materiais de Aviacao ANAC
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a abertura de uma 
junção para o fluxo de ar; 
 6-12 
D. Quando o parafuso estiver sujeito a cons-
tantes remoções; 
 
E. Quando a arruela estiver exposta ao fluxo de 
ar; 
 
F. Quando a arruela estiver sujeita à condi-
ções de corrosão; 
 
G. Quando a arruela estiver de encontro a ma-
teriais macios, sem uma arruela plana por 
baixo para evitar cortes na superfície. 
 
Arruelas freno à prova de vibração 
 
 São arruelas circulares com uma 
pequena aba, a qual é dobrada de encontro a 
uma das faces laterais de uma porca ou, da ca-
beça de uma parafuso sextavado, travando na 
posição. 
Existem vários métodos de segurança 
com arruelas, como uma aba, que dobrada a 90º 
é introduzida em um pequeno orifício na face da 
unidade, ou uma aba interna, que fixará um pa-
rafuso com uma ranhura própria para o freno. 
As arruelas freno com aba podem supor-
tar maiores temperaturas do que outros métodos 
de segurança, e podem ser usadas, sob condi-
ções de severa vibração, sem perder a segu-
rança. 
Elas deverão ser usadas somente uma 
vez, porque as abas tendem a quebrar-se quando 
dobradas uma segunda vez. 
 
Arruelas especiais 
 
 As arruelas AC950 (ball socket) e 
a AC955 (ball seat), são arruelas especiais, usa-
das quando um parafuso precisa ser instalado 
em ângulo com a superfície ou quando for ne-
cessário um perfeito alinhamento entre o para-
fuso e a superfície. 
Essas arruelas são usadas em conjunto e 
são mostradas na Figura 6-11. 
As arruelas NAS 143 e MS 20002 são 
usadas com parafusos das séries NAS 144 até 
NAS 158 (parafusos com encaixe interno para 
ferramentas). 
Estas arruelas tanto podem ser planas, 
para serem usadas sob a porca, como escareadas 
(designadas como NAS 143 e MS 20002C) para 
parafusos com cabeça em ângulo (para orifícios 
escareados). 
 
 
Figura 6-11 Vários tipos de arruelas 
 
INSTALAÇÃO DE PARAFUSOS E POR-
CAS 
 
Parafusos e medidas dos furos 
 
 Pequenas folgas nos furos para os para-
fusos, são aceitáveis, onde quer que sejam usa-
das sob tensão, e não estejam sujeitas a inversão 
de carga. Algumas das aplicações, nas quais a 
folga nos furos, é permitida. São elas: suportes 
de polias, caixas de conduítes, revestimento e 
diversos suportes. 
 Os furos para os parafusos devem ser 
adequados a superfície envolvida, para propor-
cionar um total apoio à cabeça do parafuso e a 
porca, e não devendo ser maior do que o neces-
sário, nem ovalizado. Um parafuso em um furo 
desse tipo não produzirá nenhum esforço, até 
que as partes tenham cedido ou deformado o 
suficiente para permitir o contato da superfície 
do furo ovalizado com o parafuso. Convém 
lembrar que os parafusos, quando apertados não 
preenchem os furos como os rebites. 
 Em casos de furos maiores do que o ne-
cessário, ou ovalizados em peças críticas, obte-
nha informação nos Manuais do Fabricante, da 
aeronave ou do motor, antes de alargar o furo ou 
furar para atingir a medida de um parafuso de 
maior diâmetro. 
Usualmente, alguns fatores como distân-
cia da borda, folga ou fator de carga, devem ser 
considerados. Em peças de pouca importância, 
os furos ovalizados são alargados para a medida 
maior, mais próxima. 
 6-13 
 Muitos furos, principalmente para os 
parafusos de fixação de elementos primários, 
têm tolerância mínima. 
Geralmente, é permitido o uso da broca 
com a medida imediatamente superior ao diâ-
metro do parafuso, exceto onde for usado pa-
rafuso AN de cabeça hexagonal, em aplicações 
em que o furo seja ajustado para aquela medida, 
e onde parafusos NAS de tolerância mínima ou 
Clevis AN são usados. 
 Furos ajustados para parafusos (especifi-
cados nos desenhos de reparos como folga má-
xima de 0,0015" entre o parafuso e o furo), são 
requeridos em locais onde os parafusos são usa-
dos em reparos, ou onde eles são colocados na 
estrutura original. 
 A fixação de um parafuso em um furo 
não pode ser definida em termos de diâmetros, 
como eixo e furo; ela é definida em termos de 
fricção, entre o parafuso e o furo, quando o 
parafuso é introduzido no lugar. 
Um ajustamento forte (tight-drive), por 
exemplo, necessita de pequenas batidas com um 
martelo de 12 a 14 onças, para introduzir o para-
fuso. 
Um parafuso que requeira uma pancada 
firme e permaneça apertado, é considerado jus-
to, demais. Um ajustamento leve (light-drive), 
fará com que um parafuso seja introduzido, en-
tretanto, apenas o peso do martelo sobre a cabe-
ça do parafuso é o suficiente para movê-lo. 
 
 
Práticas de instalação 
 
 Examine as marcações das cabeças dos 
parafusos para determinar o material correto de 
cada parafuso. É de extrema importância usar 
parafusos iguais nas substituições, e em todos os 
casos, recorrer ao Manual de Manutenção e ao 
Manual de Partes aplicáveis. Esteja certo de que 
as arruelas estão colocadas sob a cabeça dos 
parafusos e porcas. Uma arruela protege, contra 
danos mecânicos, o material que está sendo apa-
rafusado e evita a corrosão dos membros es-
truturais. 
Uma arruela de liga de alumínio deverá 
ser usada sob a cabeça e a porca de um parafuso 
de aço, quando fixando peças de liga de alumí-
nio ou de liga de magnésio. 
Se ocorrer alguma corrosão, a arruela se-
rá atacada antes das peças. Arruelas de aço de-
verão ser usadas, quando unindo peças de aço, 
com parafusos também de aço. 
 Sempre que possível, o parafuso deverá 
ser colocado com a cabeça para cima ou para 
frente. Este posicionamento impede que o para-
fuso saia da posição no caso da perda da porca. 
 Esteja certo de que o pescoço do para-
fuso (parte do corpo do parafuso sem fios de 
rosca) tem o comprimento correto. Geralmente, 
o pescoço do parafuso deve ser igual a espes-
sura do material que está sendo aparafusado. 
Porém, parafusos de pescoço, ligeiramente mai-
or, podem ser usados, se forem colocadas arrue-
las sob a porca e sob a cabeça do parafuso. No 
caso de arruelas planas, adicione calços (shi-
mes) sob as arruelas. 
 
Frenagem de parafusos e porcas 
 
 É muito importante que todos os parafu-
sos e porcas, exceto as do tipo autofreno, sejam 
frenadas após a instalação. Métodos de frena-
gem serão apresentados em capítulos posterio-
res. 
 
 
TORQUE E TORQUÍMETROS 
 
 Quando a velocidade de uma aeronave 
aumenta, cada membro estrutural torna-se cada 
vez mais sujeito à tensão. Por este motivo é ex-
tremamente importante que cada parte suporte, 
nem mais nem menos do que a carga, para a 
qual foi designada. Com a finalidade de distri-
buir a carga, com toda segurança através de uma 
estrutura, é necessário que o torque adequado 
seja aplicado em todas as porcas, parafusos e 
prisioneiros. Usando o torque apropriado per-
mitirá que a estrutura desenvolva a resistência 
designada e reduzirá a possibilidade de falha 
devido à fadiga. 
 
 
Torquímetros 
 
 Os três torquímetros mais utilizados são: 
barra flexível, estrutura rígida e estrutura de 
catraca (Figura 6-12). 
Quando usando o torquímetro de barra 
flexível ou o de estrutura rígida, o valor do tor-
que é lido visualmente no mostrador ou escala 
montada no punho do torquímetro. 
 6-14 
 Para usar o do tipo catraca, solte a trava 
e ajuste na escala tipo micrômetro do punho, a 
tensão desejada; e recoloque a trava. Instale a 
soquete ou o adaptador adequado no local pró-
prio do torquímetro. 
Coloque o conjunto sobre a porca ou pa-
rafuso e puxe o punho, no sentido dos ponteiros 
do relógio, com um movimento suave, porém, 
firme. Um movimento rápido ou aos trancos 
resultará numa indicação incorreta. Quando o 
torque aplicado atinge o valor solicitado na re-
gulagem, o punho automaticamente libera a 
trava, percorrendo livre em uma pequena dis-
tância. 
A liberação da trava é facilmente senti-
da, não deixando dúvidas de que a aplicação