06 Materiais de Aviacao ANAC
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torque foi completada. Para assegurar-se de que 
a correta quantidade de torque é aplicada nos 
parafusos e porcas, todas os torquímetros devem 
ser testados, pelo menos uma vez por mês, ou 
mais vezes se necessário. 
 
 Nota : Não é aconselhável o uso de ex-
tensão em um torquímetro do tipo barra 
flexível. Nos outros tipos de torquíme-
tros, somente a extensão não causará e-
feito na leitura da indicação do torque. 
 
O uso de uma extensão em qualquer tipo 
de torquímetro, deve ser feito de acordo com a 
fórmula da Figura 6-12. 
Quando aplicando a fórmula, a força de-
ve ser aplicada do punho do torquímetro no 
ponto do qual a medida foi tomada. Se isto não 
for feito, o torque obtido estará errado. 
 
Tabelas de torque 
 
 A tabela padrão de torque deverá ser 
usada como um guia, no aperto de porcas, para-
fusos e prisioneiros, sempre que os valores dos 
torques não estejam especificados nos procedi-
mentos de manutenção. 
As seguintes regras são aplicáveis para o 
uso correto da tabela de torque da Figura 6-13: 
 
A. Para obter os valores em libra/pé, divida as 
libras/polegadas por 12. 
 
B. Não lubrifique as porcas ou os parafusos, 
exceto para as partes de aço resistentes à 
corrosão, ou, quando houver instrução es-
pecífica para este procedimento. 
 
C. Sempre aperte girando a porca em primeiro 
lugar, se possível. Quando a questão de es-
paço não permitir, aperte pela cabeça do 
parafuso, até uma medida próxima do valor 
de torque indicado. Não exceder o valor 
máximo de torque permitido. 
 
D. O valor máximo de torque deverá ser usado 
somente quando os materiais e superfícies a 
serem unidos forem suficientes em espes-
sura, área e capacidade, que resistam à que-
bra, torção ou outros danos. 
 
E. Para porcas de aço resistentes à corrosão, 
use os valores de torque para as porcas do 
tipo cisalhamento. 
 
F. O uso de algum tipo de extensão em um 
torquímetro, modifica a leitura do mos-
trador, requerida para obter o valor cor-
rigido na tabela padrão. Quando usando 
uma extensão, a leitura do torque deve 
ser computada usando a fórmula apro-
priada, contida no Manual, que acompa-
nha o torquímetro. 
 
 6-15 
 
 
Figura 6-12 Torquímetros comuns. 
 
Alinhamento do furo para contrapino 
 
 Quando apertando porcas casteladas em 
parafusos, o furo para contrapino pode estar de-
salinhado com a ranhura da porca ao atingir o 
valor de torque recomendado. Exceto em casos 
de partes do motor altamente fatigadas, a porca 
pode ser superapertada para permitir o alinha-
mento da próxima ranhura com o furo do con-
trapino. As cargas de torque especificadas po-
dem ser usadas para todas as porcas de aço com 
banho de cádmio, não lubrificadas, de rosca fina 
ou rosca grossa, as quais possuírem aproxima-
damente o mesmo número de fios de rosca e 
iguais áreas de contato. Estes valores não se 
aplicam quando forem especificadas medidas 
 6-16 
especiais de torque no manual de manutenção. 
Se a cabeça do parafuso tiver que ser girada em 
vez da porca, os valores de torque podem ser 
aumentados em uma quantidade igual a fricção 
do parafuso, fazendo esta medição anteriormen-
te com o torquímetro. 
 
OUTROS TIPOS DE PARAFUSOS DE A-
VIAÇÃO (SCREWS) 
 
 Estes parafusos são os prendedores ros-
queados mais usados nas aeronaves. Eles dife-
rem dos parafusos já estudados (BOLTS) por 
serem fabricados de materiais menos resistentes. 
Eles podem ser instalados com uma rosca com 
folga e o formato da cabeça permite o encaixe 
de chaves de fenda ou de boca. Alguns destes 
parafusos têm claramente definida a parte do 
corpo sem rosca, enquanto outros, possuem fios 
de rosca em todo o seu comprimento. 
 Diversos tipos destes parafusos para uso 
em estruturas diferem dos parafusos padrão so-
mente no estilo da cabeça. O material de que 
são fabricados é o mesmo e possuem o pescoço 
(parte sem rosca) bem definido. O AN 525 com 
arruela fixa na cabeça e a série NAS 220 até o 
NAS 227 são desses parafusos. 
 Os parafusos mais usados desta classe 
estão divididos em três grupos: 
1. Parafusos para estruturas - os quais têm a 
mesma resistência e medidas iguais as dos 
parafusos comuns (BOLTS); 
2. Parafusos de máquina - a maioria dos para-
fusos utilizados em reparos gerais; 
3. Parafusos de rosca soberba - aqueles utiliza-
dos para fixar pequenas partes. 
 
 Um quarto grupo, parafusos de encaixe, 
não são realmente parafusos, são pinos. Eles são 
colocados nas peças metálicas com um martelo 
ou macete e suas cabeças não possuem fendas 
ou encaixes. 
 
Parafusos para estrutura 
 
 São feitos de liga de aço, termicamente 
tratados, e podem ser usados como um parafuso 
padrão. Eles pertencem as séries NAS 204 até 
NAS 235, AN 509 e AN 525. Eles têm um aper-
to definido e uma resistência ao cizalhamento 
semelhante a dos parafusos comuns da mesma 
medida. 
 As tolerâncias são semelhantes as dos 
parafusos AN de cabeça sextavada e a rosca é 
do tipo filete fino (National Fine). Os parafusos 
para estruturas têm cabeça redonda, chata e es-
careada. Os parafusos com encaixe na cabeça 
são girados, ou por chaves Phillips, ou Reed and 
Prince. 
 O parafuso AN 509 (100º) de cabeça 
plana, é usado em orifícios escareados, quando 
for necessária uma superfície plana. 
 O parafuso AN 525 de arruela fixa é usa-
do onde as cabeças protuberantes não causam 
problemas. É um parafuso que oferece uma 
grande área de contato. 
 
Parafusos de máquina 
 
 São os fornecidos com cabeça redonda, 
escareada e de arruela fixa. Estes parafusos são 
para uso geral e são fabricados de aço de baixo 
carbono, latão, aço resistente a corrosão e de 
liga de alumínio. 
 Os parafusos de cabeça redonda AN 515 
e AN 520, têm a cabeça com fenda ou cruz. O 
AN 515 tem rosca grossa e o AN 520, rosca 
fina. 
 Os parafusos de máquina escareados, são 
relacionados como: AN 505 e AN 510 com o 
ângulo da cabeça de 82º; e o AN 507 de 100º. 
Os AN 505 e AN 510 são semelhantes quanto 
ao material e o uso dos de cabeça redonda AN 
515 e AN 520. 
 Os parafusos de cabeça cilíndrica AN 
500 até AN 503, são de uso geral e utilizados 
em tampas de mecanismos leves, como por e-
xemplo coberturas de alumínio de caixas de 
engrenagens. 
 Os parafusos AN 500 e AN 501 são for-
necidos em aço de baixo carbono, aço resistente 
à corrosão e latão. O AN 500 possue rosca gros-
sa enquanto o AN 501 tem rosca fina. Eles não 
têm definida a parte do corpo sem rosca (pesco-
ço). Os parafusos acima do nº 6 têm um furo na 
cabeça para frenagem. 
 Os parafusos AN 502 e AN 503 
de cabeça cilíndrica são de liga de aço, com 
tratamento térmico, têm o pescoço curto e são 
fornecidos com rosca fina e rosca grossa. Estes 
parafusos são usados onde é requerida grande 
resistência. Os de rosca grossa são, normalmen-
te, usados como parafusos de fixação de tampas 
de liga de alumínio e magnésio, fundidos, em 
virtude da fragilidade do metal. 
 6-17 
 
 
Figura 6-13 Tabela de torque padrão (lb-pol). 
 6-18 
Parafusos de rosca soberba 
 
 Os parafusos de máquina, de rosca so-
berba, são relacionados como: AN 504 (de ca-
beça redonda) e AN 506 (cabeça escareada a 
82º). Estes parafusos são usados para fixar peças 
removíveis; tais como, chapas de inscrição, pe-
ças fundidas e partes nas quais o próprio para-
fuso corta os fios de rosca. 
 Os parafusos AN 530 e AN 531 de rosca 
soberba, para chapas metálicas, tais como os 
parafusos Parker-Kalon tipo Z, para chapas me-
tálicas, não têm ponta fina; e são usados em fi-
xações temporárias de chapas metálicas, a serem 
rebitadas; e em fixações permanentes de conjun-
tos não estruturais. Parafusos de rosca soberba 
não devem ser usados como substitutos de para-
fusos padrão, porcas ou rebites. 
 
Parafusos de encaixe (drive