06 Materiais de Aviacao ANAC
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alta corrosão galvânica, desde que esta corrosão 
esteja em uma parte que possa ser prontamente 
removida. O alargamento do furo reduz a espes-
sura da seção em corte do local e 
 só deverá ser efetuado quando absolutamente 
necessário. O fabricante da aeronave, do mo-
tor ou dos componentes, deverá ser consultado 
antes que o reparo dos orifícios danificados seja 
efetuado com as luvas acres. 
 
Identificação 
 
 As luvas são identificadas por um código 
padronizado de números (Figura 6-16A), que 
representam o tipo, o formato, o código do ma-
terial, o diâmetro do corpo, a letra código do 
acabamento e o aperto da espiga da luva. O tipo 
e o material da luva são representados pelo nú-
mero básico do código. 
 O primeiro número, após o traço, repre-
senta o diâmetro da luva para o prendedor a ser 
instalado (parafuso, rebite etc), e o número após 
o segundo traço representa o comprimento da 
luva. 
 O comprimento da luva é determinado 
na instalação, e o excesso é cortado. Uma luva 
JK5512A-O5N-10 tem a cabeça com perfil bai-
xo, ângulo de 100º, e o material é de liga de 
alumínio. O diâmetro é para um parafuso ou 
rebite de 5/32", a superfície não tem acaba-
mento e o seu comprimento é de 5/8". 
 
Preparação do furo 
 
 Veja na Figura 6-16B o número da 
broca para o furo padrão ou para a aproximação. 
Após feito, inspecione o furo, a para assegurar-
se de que toda a corrosão foi removida, antes da 
instalação da luva. O furo deve estar também 
com o contorno perfeito e sem rebarbas. O esca-
reado deve ser aumentado para receber a parte 
chanfrada da luva de modo que ela fique no 
mesmo plano da superfície. 
 
Instalação 
 
 Depois que o tipo correto e o diâmetro 
da luva forem selecionados, use a ferramenta 
6501, para cortar o excesso da luva no final da 
instalação. 
A luva pode ser instalada no furo, com 
ou sem, selante. Quando instalado com selante, 
use o MIL-S-8802A1/2. Reinstale o prendedor 
(parafuso, rebite etc), na medida original, e a-
plique o torque previsto. 
 
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Figura 6-16A Identificação das luvas ACRES. 
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Figura 6-16B Identificação das luvas ACRES. 
 
Remoção da luva 
 
 As luvas sem selante podem ser removi-
das, usando-se um pino com a medida externa 
da luva, ou então deformando a luva e remo-
vendo-a com uma ferramenta pontiaguda. As 
luvas com selante podem ser removidas por este 
método, porém, muito cuidado deve ser tomado 
para não danificar estrutura do furo. 
 Se este método não puder ser utilizado, 
broqueie a luva com uma broca, com 0.004 a 
0.008 à menos do que a broca que abriu o furo 
para instalar a luva. 
A porção remanescente da luva pode ser 
removida usando uma ferramenta pontiaguda e 
aplicando um solvente para a remoção do selan-
te. 
 
 
PRENDEDORES DE ABERTURA RÁPIDA 
 
 São prendedores usados para fixar jane-
las de inspeção, portas e outros painéis removí-
veis da aeronave. São conhecidos também pelos 
termos: rápida ação, trava rápida e prendedores 
para painéis trabalhantes. A mais desejável apli-
cação para estes prendedores é permitir a rápida 
remoção de painéis de acesso, para inspeção e 
serviços. 
 Estes prendedores são fabricados e supri-
dos por vários fabricantes e sob várias marcas 
registradas. Os mais comuns são: Dzus, Camloc 
e Airloc. 
 
Prendedores Dzus 
 
 Consiste em um pino prisioneiro, um 
ilhós e um receptáculo. A Figura 6-17 ilustra as 
diversas partes que compõem a instalação de um 
Dzu. 
O ilhós é feito de alumínio ou liga de a-
lumínio. Ele atua como um dispositivo de fixa-
ção do pino prisioneiro. Os ilhoses podem ser 
fabricados de tubulações de alumínio 1100, se 
não forem encontrados através do fornecimento 
normal. 
A mola é feita de aço, com banho de cá-
dmio para evitar corrosão, e fornece a força que 
trava ou prende o pino no lugar, quando os dois 
conjuntos são unidos. 
 6-23 
 
 
Figura 6-17 Prendedores Dzus. 
 
 Os pinos prisioneiros são fabricados de 
aço e banhados com cádmio. São fornecidos 
com três tipos de cabeças: borboleta, plana ou 
oval. O diâmetro do corpo, o comprimento e o 
tipo de cabeça podem ser identificados ou de-
terminados pelas marcas na cabeça do pino pri-
sioneiro (Figura 6-18). O diâmetro é sempre 
medido em 16 avos de polegada. O compri-
mento do prisioneiro é medido em centésimos 
de polegada, que é a distância da cabeça até a 
parte inferior do orifício para a mola. 
 Um quarto de volta do prisioneiro (no 
sentido dos ponteiros do relógio), trava o pren-
dedor. O prendedor somente pode ser destra-
vado girando-se o pino prisioneiro no sentido 
contrário dos ponteiros do relógio. Os Dzus são, 
travados ou destravados, com uma chave de 
fenda comum ou uma chave especial para Dzus. 
 
 
Figura 6-18 Identificação de Dzus. 
 
Prendedores Camloc 
 
 São feitos em uma variedade de estilos e 
formatos. Os mais utilizados são os das séries 
2600, 2700, 40S51 e 4002, na linha regular, e os 
prendedores de painéis trabalhantes na linha de 
trabalho pesado. Estes últimos são usados em 
painéis trabalhantes que suportam cargas estru-
turais. 
 O prendedor Camloc é usado para pren-
der coberturas e carenagens da aeronave. Ele 
consiste de três partes: um conjunto prisioneiro, 
um ilhós e um receptáculo. Dois tipos de recep-
táculos são fornecidos: o rígido e o flutuante. A 
Figura 6-19 mostra o prendedor Camloc. 
 O prisioneiro e o ilhós são instalados na 
parte removível, enquanto o receptáculo é rebi-
tado na estrutura da aeronave. O conjunto pri-
sioneiro e o ilhós são instalados em orifícios 
planos, mameados, escareados ou rebaixados, 
dependendo da localização e da espessura do 
material envolvido. 
 
 
 
Figura 6-19 Prendedor Camloc. 
 
 Um quarto de volta (no sentido dos pon-
teiros do relógio) do prisioneiro, trava o prende-
dor, e ele somente será destravado quando gira-
do no sentido contrário dos ponteiros do relógio. 
 
Prendedores Airloc 
 
 Os prendedores Airloc mostrados na 
Figura 6-20 consistem de três partes: um prisio-
neiro, um pino e um receptáculo. O prisioneiro é 
feito de aço cimentado para evitar o desgaste 
excessivo. O orifício do prisioneiro é ajustado 
para fixar o pino sob pressão. 
 A espessura total do material que será fi-
xado com o Airloc deve ser conhecida antes de 
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selecionar o comprimento do prisioneiro que 
será instalado. A espessura do material que cada 
prisioneiro poderá fixar está estampada na cabe-
ça do prisioneiro em milésimos de polegada 
(.040, .070, .190, etc). Os prisioneiros são ma-
nufaturados em três estilos de cabeça: lisa, oval 
e borboleta. 
 
 
 
Figura 6-20 Prendedor Airloc. 
 
 O pino (Figura 6-20), é manufaturado de 
aço cromo-vanádio, e com tratamento térmico 
para proporcionar um máximo de resistência, 
utilização e conservação de força. Ele nunca de-
verá ser usado uma segunda vez. Tendo sido re-
movido, deverá ser substituído por um novo. Os 
receptáculos para os prendedores airloc são fa-
bricados nos tipos rígidos e flutuantes. 
Os tamanhos são classificados por núme-
ros: nº 2, nº 5 e nº 7. Eles são também classifica-
dos pela distância entre os furos dos rebites que 
fixam o receptáculo: nº 2, 3/4"; nº 5, 1" e nº 7, 1 
3/8". Os receptáculos são fabricados em aço de 
alto índice de carbono, com tratamento térmico. 
O encaixe superior, tipo borboleta assegura a 
ejeção do prisioneiro, quando ele for destra-
vado, e permite ao pino ser mantido na posição 
travado, entre a borboleta superior, o ressalto e 
o batente, independente da tensão para a qual o 
receptáculo está subordinado. 
 
CABOS DE COMANDO 
 
 Cabos são os meios mais amplamente 
utilizados para acionamento das superfícies pri-
márias dos controles de vôo. Comandos através 
de cabos são também utilizados nos controles de