Direito do Trabalho   Thais Mendonça Aleluia (2014)
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Direito do Trabalho Thais Mendonça Aleluia (2014)


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do contrato individual 
de trabalho. 
A lei considera empregado a pessoa física que, em caráter não even­
tual e mediante relação de subordinação e contraprestação salarial, 
presta serviços a outrem, denominado empregador. 
Resposta: Certo. 
Observação: Note que, na assertiva verdadeira, nem sempre estará 
presente a alteridade. Na primeira questão, a assertiva não deman­
dou a presença da alteridade, ao passo que, na segu.nda, a assertiva 
faz constar expressamente essa característica, quando menciona que 
"presta serviços a outrem". 
(Vunesp - Procurador do Município - Prefeitura São José dos Campos­
-SP/2012) Tendo em consideração os elementos tático-jurídicos consti­
tutivos da relação de emprego e do contrato de trabalho, bem com o 
as figuras jurídicas q u e lhes são próximas, assinale a alternativa que 
traz a afirmação correta. 
a) Trabalho que se realiza por pessoa física mediante pessoal idade, 
habitual idade, onerosidade e subordinaçãq constitui a relação de em­
prego que corresponde ao contrato de trabalho, enquanto, numa situ­
ação de prestação de serviços, mediante trabalho autônomo tal como 
definida na lei civil, necessariamente não há pessoalidade na execução 
dos serviços. 
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b) O traço distintivo do contrato de emprego para a empreitada está 
na transitoriedade desta e na definitividade daquele, já que os demais 
requ isitos de pessoa lidade, não eventual idade, onerosidade e subor­
dinação podem estar presentes em ambas as circunstâncias. 
c) Enquanto o trabalhador subord inadO" e vinculad·o ao empregador 
mediante contrato de trabalho compromete-se a acolher a d ireção 
empresarial no tocante ao modo de concretização cotidiana de seus 
serviços, a autonomia supõe a noção de que o próprio prestador de 
serviços estabelece e co.ncretiza, cotidianamente, a forma de realiza­
ção dos serviços que pactuou prestar. 
d) No contrato de em preitada, uma ou mais pessoas se compromete(m) 
a realizar ou mandar realizar uma obra certa e especificada para ou­
trem, sob a direção do contratante da obra certa, mediante o ajuste 
de um preço global para a execução da obra, traço econômico que 
a diferencia da relação de emprego cujo pagamento é ajustado pelo 
tempo à disposição do tomador de serviços. 
RELAÇÃO OE EMPREGO 
e) Tanto o contrato de trabalho quanto o mandato são espécies do 
gênero contrato de atividade. Trazem as semelhanças da presença 
da subordinação do prestador de serviços ao tomador de serviços, a 
noção de representação e a característica da onerosidade do contra­
to. Mas as diferenças são claras, pois o mandato admite extinção por 
termo determinado e o emprego, não. 
Resposta: "c". 
(FCC - Analista Judiciário - Exec. Mandados - TRT 6/2012) Conforme pre­
visão da Consolidação das Leis do Trabalho, em relação aos sujeitos do 
contrato de trabalho, é I NCORRETO afirmar que 
a) será considerado empregado aquele que· presta serviços de forma 
pessoal e natureza não eventual, mediante retribu ição pecuniária e 
sob a dependência do empr.egador. 
b) as instituições de beneficência e os profissionais l i berais que admi­
t irem trabalhadores como em pregados equiparam-se ao empregador. 
c) o tempo em que o empregado estiver à disposição do empre­
gador, aguardando ordens de serviço, considera-se como de serviço 
efetivo, salvo disposição especial expressamente consignada. 
d) não se d isti ngue entre o trabalho real izado no estabelecimento do 
empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a 
distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da rela­
ção de emprego . 
e) não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição 
de trabalhador, exceto quanto ao trabalho intelectual, técnico e manual, 
em razão das suas peculiaridades. 
Resposta: "e". Há vedação expressa contra a disti nção entre esses ti­
pos de trabalho - art. 3°, parágrafo único da CLT. 
(FCC - Técnico Judiciáí-io - TRT 3/ 2009) O contrato de emprego, m odali­
dade de relação de trabalho, caracteriza-se pelos seguintes e lementos 
necessários e cumu lativos: 
a) autonomia, l iberdade, pessoal idade e onerosidade. 
b) onerosidade, subordinação, pessoal idade e natureza não-eventual 
da prestação dos serviços. 
c) pessoa lidade, caráter não-eventual dos serviços, exclusividade e 
autonomia. 
d) subordinação, onerosidade e caráter eventual da prestação dos 
serviços. 
e) alteridade, autonomia, l iberdade e autodeterminação. 
Resposta: "b". 
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THAIS MENDONÇA ALELUIA 
2.6 Riscos pelo empregador / Alteridade / Alheiabilidade 
Os riscos decoFrentes da prestação de serviço são assumidos 
pelo empregador, i ntegralmente - inteligência do art. 2° da CLT. 
Entendemos tratar-se de requisito caracterizador da relação de 
emprego pois, mesmo quando presente os req uisitos anteriores, 
o em pregado apenas assumirá essa condição se a prestação dos 
seus serviços ocorrer por conta e risco de outrem. Se o prestador 
assumir os riscos, não mais estare mos d iante de uma relação de 
emprego, mas, por exemplo, de uma relação societária, na qual é 
possível encontrar os requisitos anteriores, i nclusive a subordina­
ção, sem que haja relação de em prego. 
Não interessa se houve ou não lucro. Sendo a relação de em­
prego, será garantido ao empregado o pagamento de seu salário. 
Alguns autores sustentam a existência de uma zona ci nzenta, 
grise, em que esse requisito deve ser ava l iado de forma mais cau­
telosa (nesse sentido, CASSAR, 2012, p . 264) . 
A. Empregado que recebe por produção, ou pagamento de forma 
variável. 
O ajuste de pagamento segu ndo o montante prod uzido pelo 
em pregado o i nsere, de alguma forma, no risco do negócio. Diante 
do produto ou da tarefa ou da obra, o em pregado terá a variação 
do seu ganho . Não se nega que, com o pagam ento de quantia fixa, 
é bem certo que o em pregado não assume qualquer risco inerente 
ao sucesso ou não do negócio. Por outro lado, ao ser inserido na 
prod ução, e l e poderá arcar com os riscos da quantidade de produ­
ção. A zona cinzenta, nessa h ipótese, será aval iada diante do caso 
concreto. É certo, entretanto, com base no quanto já defin ido nos 
riscos anteriores. que o só fato de receber por produção também 
não é suficiente para descaracterizar a sua cond ição de empregado. 
o que se deve ava liar é a partici pação do empregado no risco do 
negócio, ou seja, aquele em pregado que tem a sua produção calcu­
lada sem qualquer desconto atinente às despesas do empregador, 
não está participando dos riscos do negócio . Note-se que o eventual 
aumento inesperado das despesas não afetará o seu ganho mensal. 
De igual sorte, o empregado assalariado por meio de produção tem 
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RELAÇÃO DE EMPREGO 
a garantia de recebimento do mínimo, com ou sem produção (art. 
78, parágrafo único CLT), o que também o afasta dos riscos inerentes 
aos momentos em que o mercado nada tenha produzido. 
B. Possibilidade de desconto por dano culposo. 
Essa h ipótese se refere ao fato do em pregador poder descon­
tar do empregado os eventuais danos por ele causados de forma 
culposa , ou seja, sem q ua lquer intenção. O desconto por ato da­
noso não gera a presente dúvida, porque o ato de indenizar por 
culpa é inerente a q ua lquer relação, Todavia, há de se notar que, 
para o desconto por dano culposo, o art. 462 da CLT exige a previ­
são em contrato . Assim, não se pode dizer que o empregado esteja 
arcando com os riscos do negócio, nesse caso, mas que ele assume 
as consequências dos seus atos no contrato. 
e. Empregado que realiza investimentos no negócio (stock option). 
A h ipótese se relaciona com o empregado que realiza investi­
mentos no negócio no qua l i rá trabalhar. No caso das stock options, 
por exem plo, o empregado, por possuir essa condição, recebe do 
em pregador a possibi l idade de com prar ações da em presa por 
custos