Direito do Trabalho   Thais Mendonça Aleluia (2014)
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Direito do Trabalho Thais Mendonça Aleluia (2014)


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CC/02. 
\u2022 Exceções : 
Como visto, em regra, o empregado pode fi rmar contrato de 
trabalho a partir dos 16 anos. Todavia, não se pode afastar do fato 
de que, para algumas funções especiais, a lei alterou a idade míni­
ma para que seja fi rmado o contrato de trabalho. Vejamos: 
Vigilante 
-
Mãe Social 
Lei n . 7.644/87, 25 
art. 9°, a. anos 
Peão de Rodeio 
\ufffdei n . 1º·220101' \ufffd 
art. 4°. Los 
Propaganda e . 
venda de produtos 
Lei n . 6·224175' 18 
farmacêuticos 
art. 3º· anos 
Não há possibi l idade de tra­
balho em idade inferior, nem 
mesmo com autorização. 
----1 
Entre 16 e 21 anos é possível 
trabalhar mediante autoriza­
ção do representante legal. 
-----1 
----t---
M;,., do '""'°'º t Art. 30> d> CLT 
Motoboy Lei n. 12.009/09, art. 2°. 
21 
anos 
21 
anos 
A idade máxima é de 50 anos. 
------1 _J 
\ufffd Como esse assunto foi cobrado em concurso? 
(MPT - Procurador do Trabalho/2013) Sobre o trabalho da criança ou 
adolescente, é I NCORRETO afi rmar que : 
a) A emancipação civil do adolescente entre 16 e 18 anos de idade 
não el ide as normas de proteção ao trabalho do adolescente, como a 
vedação do trabalho noturno. 
b) As férias não podem ser fracionadas e, no caso do estudante me­
nor de 18 anos, devem coincidir com as férias escolares. 
c) O prazo máximo do contrato de aprendizagem não pode exceder 
dois anos, exceto no caso do aprendiz com deficiência, desde que não 
ultrapassada a idade máxima de 24 anos de idade. 
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RELAÇÕES ESPECIAIS DE EMPREGO 
d) a menoridade para fins trabalhistas é fator impeditivo da prescrição. 
e) não respondida. 
Resposta: "c". Como visto, a emancipação dá ao menor a capacidade. Sen­
do assim, ela não afeta a i ncidência das normas que visam proteger a 
saúde do menor, considerando o seu desenvolvimento físico. Diante disso, 
a assertiva "a" é verdadeira. A hipótese "b" está expressamente prevista 
no art. 134, par. 2° da CLT. Em seguida, temàs ser incorreta a alternativa 
"c" dado que, para o deficiente, também não se aplica o limite de idade. 
Por fim, não corre prescrição contra o menor de 18 anos, art. 440 da CLT. 
(TRT 3 - Juiz do Trabalho Substituto 3ª região/ 2013) Sobre o d ireito do 
trabalho, leia as afi rmações abaixo e, em seguida, assi nale a alterna­
tiva correta: 
1) É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor. 
1 1) Quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um 
estabelecimento, as horas de trabalho em cada um serão totalizadas. 
1 1 1) A duração do trabalho do aprendiz não excederá, em qua lquer 
hipótese, 6 (seis) horas diárias, sendo vedada a prorrogação e a com­
pensação de jornada. 
IV) É lícito ao menor firmar recibo pe lo pagamento dos salários. Tratando­
-se, porém, de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de 18 
(dezoito) anos dar, sem assistência dos seus responsáveis legais, q uitação 
ao empregador pelo recebimento da i ndenização que lhe for devida. 
a) Somente as afirmativas 1 e I l i estão corretas. 
b) Somente as afirmativas 1, Ili e IV estão corretas. 
c) Somente as afirmativas l i e IV estão corretas. 
d) Todas as afirmativas estão corretas. 
e) Somente a afirmativa l i está correta. 
Resposta: "c". 1 - é vedado prorrogar por mais de duas horas, nos dias 
normais, e mais de quatro horas, no caso de força maior. l i - é a hipó­
tese expressa do art. 414 da CLT. I l i - não é "em qua lquer h ipótese", na 
medida em que esse l imite poderá ser de oito horas para o aprendiz 
que preencha os requisitos do par. 1° do art. 432 da CLT. IV - é a h ipó­
tese expressa do art. 439 da CLT. 
4. DA PROTEÇÃO À EMPREGADA MULHER 
A CLT contem plou um com plexo de dispositivos voltad os à pro­
teção do trabalho da mu lher. Não se nega q ue, d iante do preceito 
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THAIS MENDONÇA ALELUIA 
constitucional do art. 5°, 1 , homens e m ulheres são iguais peran­
te a lei . Exatamente por isso, a proteção dispensada pela CLT ao 
trabalho da mu lher há de ser analisada caute losamente, somente 
pod endo se admiti r a vigência daqueles d ispositivos que, pelo seu 
conteúdo, consistem em normas de igualdade material - desigualar 
desiguais, na medida das suas desigualdades. 
\u2022 Proteção à maternidade 
Defendemos a manutenção integral da vigência desses disposi­
tivos. Note-se que a CLT, com esses dispositivos, não visou à pro­
teção da mu lher, mas protegeu a maternidade. Consistem normas 
de saúde, segurança e medicina no trabalho e, por esse motivo, 
não admitem negociação, nem mesmo pela via da norma coletiva. 
Durante a gestação, a empregada tem direito ao afastamento, 
sem prejuízo do salário, para a realização de, no mínimo, seis con­
sultas médicas e, também, demais exames complementares que se 
mostram necessários. 
Ainda, é garantido o direito à transferência de função, sem pre 
que assim exigi rem as condições de saúde. Após o nascimento, fica 
assegurado à então gestante o retorno ao seu cargo de origem. 
De acordo com o art. 394 da CLT, desde que apresentando 
atestado médico com essa final idade, a gestante poderá romper 
compromisso resultante do contrato de trabalho que se mostro 
prejudicial à gestação. 
Após a gestação e até que o seu fi lho com plete seis meses de 
vida, a mu lher terá direito a dois intervalos de trinta minutos para 
amamentação. 
Nos estabelecimentos que possuam mais de 30 empregadas 
com idade superior a 16 anos, o em pregador estará obrigado a 
manter local apropriado para a guarda de seus filhos, sob vigi lân­
c ia e assistência, durante o período da amamentação. o emprega­
dor poderá eximir-se dessa obrigação se mantiver convênios ou 
prestar d iretamente o serviço de creche . 
A lém da regras protetivas referenciadas, a empregada também 
terá direito à l icença maternidade e à estabi l idade gestante, temas 
que serão aval iados nos capítu los próprios. 
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RELAÇÕES ESPECIAIS DE EMPREGO 
\u2022 Proteção em relação ao local de trabalho 
Ainda em proteção à d iversidade de sexo, a CLT exige que o em­
pregador mantenha vestiários distintos para empregados do sexo 
feminino e masculino- Em em presas que não exijam a troca de rou­
pas, ou simi lar, é dispensada essa exigência, sendo suficientes ga­
vetas ou escan inhos nos quais possam guardar os seus pertences. 
\u2022 Proteção em relação à contratação 
Não pode o em pregador rea lizar qualquer ato de discriminação 
em relação ao sexo. Acresce a CLT que é vedado ao em pregador 
exigir exame de gravidez no ato de pré-contratação. De igual sorte, 
não pode o em pregador impedir a ascensão da m ulher, un icamen­
te por conta do sexo, ou exigir qualquer sorte de com provação de 
esteri l idade. 
\u2022 Proteção em relação à jornada de trabalho 
Com re lação à jornada de trabalho, há a previsão de duas es­
pecificidades : a um, a m u lher teria d ireito a um intervalo de i s 
minutos antes da realização de horas extras; a dois, a mu lher teria 
d ireito a que o seu repouso semanal remunerado coincida com 
domingo de acordo com uma escala qu inzenal . 
A constitucional idade desses artigos é questionada. O tema será 
analisado no capítulo concernente aos intervalos da jornada. 
\u2022 Proteção em contra a discriminação 
A CLT previu, expressamente, condutas proibidas aos em pre­
gadores, visando a proteção da mu lher no mercado de trabalho, 
contra eventuais atitudes discrmi natórias. 
Art. 373-A. Ressalvadas as disposições legais destinadas a 
corrigir as distorções que afetam o acesso da mu lher ao 
mercado de trabalho e certas especifici dades estabelecidas 
nos acordos trabalh istas, é vedado: ( Incluído pela Lei n° 
9.799, de 26.5 . 1999) 
1 - publicar ou fazer pub l icar anúncio de emprego no qua l 
haja referência ao sexo, à idade, à cor ou situação fami ­
l iar, salvo quando a natureza da atividade a ser exercida, 
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