Direito do Trabalho   Thais Mendonça Aleluia (2014)
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Direito do Trabalho Thais Mendonça Aleluia (2014)


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Ademais, não se pode afastar do fato de que, mesmo tratando­
-se de interpretação teleológica, deve-se interpretar a lei de acor­
do com todos os princípios do D ireito do Trabalho e não só o da 
proteção, em especial, o princípio da função social da empresa. 
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EMPREGADOR 
\u2022 Como esse assunto foi cobrado em concurso? 
(FCC - Analista Judiciário - Administrativa - TRT 18/2013) O empregado 
que não recebe os salários da empresa empregadora poderá pleitear 
o pagamento por parte de outra empresa que pertença ao mesmo 
grupo econômico de sua empregadora, embora não tenha prestado 
serviços a essa empresa? 
a) Não, porque o empregado não prestou serviços para a outra em­
presa do grupo econômico. 
b) Sim, desde que essa responsabi l idade esteja expressamente pre­
vista no contrato de trabalho. 
c) Não, visto que são empresas com personal idade jurídica própria, 
não havendo previsão legal para tal responsabi l idade. 
d) Sim, respondendo a empresa do grupo de forma sol idária, por 
força de dispositivo legal trabalhista. 
e) Sim, havendo apenas a responsabi l idade subsid iária da empresa 
do grupo que não foi empregadora. 
Resposta: "d". É o que se encontra previsto no art. 2°, §2º da CLT. Note-se 
que não há qualquer divergência doutrinária ou jurisprudencial acerca 
da existência de sol idariedade passiva - que é o exemplo da questão. 
(FCC - Analista Judiciário - Judiciária - TRT 18/2013) Diana trabalhou 
por dois anos para a empresa Delta Administradora de Créditos, con­
trolada e administrada pelo Banco Delta, formando gru po econômico. 
Houve a dispensa sem justa causa e a empregada não recebeu as 
verbas rescisórias devidas. Nessa situação, quanto à dívida trabalhista 
é correto afirmar que 
a ) a CLT não prevê nenhum t ipo de responsabi l idade de empresas 
que pertençam ao mesmo grupo econômico por débitos trabalhistas, 
ficando a critério do j uiz a aplicação de normas do direito comum . 
b) a empresa Delta Administradora de Crédito será a ú nica responsá­
vel pelo pagamento por ser a rea l empregadora de Diana. 
c) o Banco Delta somente responderá pelo débito de forma subsidiá­
ria, caso ocorra a falência da empresa Delta Administradora de Créditos. 
d) o Banco Delta responderá sol idariamente em razão da formação 
do grupo econômico por expressa determinação da CLT. 
e) a responsabi l idade do Banco Delta será subsidiária por determi­
nação prevista na CLT, após esgotado o patrimônio da empresa Delta 
Administradora de Créditos. 
Resposta: "d". 
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THAIS MENDONÇA ALELUIA 
(FCC - Analista Judiciário - Administrativa - TRT 18/2013) A Consolidação 
das Leis do Trabalho apresenta normas que regu lam os sujeitos do 
contrato ind ividual de trabalho, conceituando e caracterizando o em­
pregado e o empregador. Segundo essas normas, é I NCORRETO afi rmar: 
a) A empresa principal será responsável subsidiária em relação às su­
bordi nadas, em caso de formação de grupo econômico para os efeitos 
da relação de emprego. 
b) O empregador assume os riscos da atividade econômica, admiti ndo, 
assalariando e dirigindo a prestação pessoal dos serviços do empregado. 
c) O empregado é a pessoa física que presta serviços de natureza não 
eventual, sob a dependência do empregador que lhe rem u nera. 
d) O empregador não poderá fazer distinções relativas à espécie de 
emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho i ntelectu­
al, técnico e manual . 
e) As alterações na estrutura ju rídica da empresa, como, por exem­
plo, a mudança do quadro societário, não afetarão os d ireitos adquiri ­
dos por seus empregados. 
Resposta: "a". Segundo o art. 2°, §2° da CLT, a responsabi l idade de to­
das as empresas do grupo será sol idária. 
1.3.2 Enquadramento sindical no grupo de empresas 
O enq uadramento sind ical de um empregado é feito, em regra, 
segu ndo a atividade preponderante do empregador, na qual o 
em pregado está inserido (art. 581 da CLT). 
Hoje, se admite que uma empresa tenha mais de uma atividade 
preponderante. Assim, não é possível, por exemplo, em um gru po 
econômico, pretender enquadramento na atividade da empresa do 
gru po que não seja a daque la ao qua l está inserido o empregado, 
ainda que no contexto da tese de em pregador ún ico. 
Ou seja, ainda que se adote a tese do em pregador ú n ico, o 
enquadramento do empregado seguirá a atividade na qua l esteja 
inserido, observado o seu real empregador. Diferente disso será o 
caso em que as empresas do gru po se valham mutuamente dessa 
mão-de-obra, tornando-o um em pregado de todo o grupo . 
Assim, se o empregado sim plesmente compõe uma empresa do 
gru po, não terá direito ao enquadramento segundo a atividade de 
outra em presa do gru po, para a qua l sequer prestou serviço e nem 
se encontra inserido na atividade. 
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EMPREGADOR 
É o que se pode entender a partir do quanto consta da súmula 
239 do TST, com a seguinte redação: 
\ufffd Entendimento do TST 
Súmula n° 239 do TST 
BANCÁRIO. EMPREGADO DE EMPRESA DE PROCESSAMENTO DE DADOS. É bancá­
rio o empregado de empresa de processamento de dados que presta ser­
viço a banco integrante do mesmo grupo econômico, exceto quando a em­
presa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas 
não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. (primeira parte 
- ex-Súmula n° 239 - Res. 15/1985, DJ 09.12. 1985; segunda parte - ex-Ojs n'' 
64 e 126 da SBDl-1 - inseridas, respectivamente, em 13.09.1994 e 20.04.1998) 
Da leitura do entend imento sumulado, tem-se que o empregado 
será bancário, quando a terceirização se mostrar apenas como uma 
forma de esvaziar o quadro de empregados do banco, criando-se 
uma empresa, dentro do mesmo gru po, com a final idade exclusiva 
de prestação do serviço de processamento de dados. 
Por outro lado, se, no mesmo grupo de empresas do banco, houver 
uma empresa que presta serviços de processamento de dados para 
este banco, para outras empresas não-bancárias do grupo, ou para 
terceiros, o empregado da empresa de processamento de dados não 
será considerado bancário - porque o só fato de ter um banco no gru­
po de empresas não torna todos os empregados do grupo bancários. 
\ufffd Como esse assunto foi cobrado em concurso? 
(TRT 2 - Juiz do Trabalho Substituto 2\u2022 região/ 2013) Consoante a lei, 
grupo econômico é aquele: 
a) Constituído por uma ou mais empresas, bastando que exista con­
trole d iretivo por parte de uma de las. 
b) Constituído por uma ou mais empresas, bastando que cada qual 
possua personal idade jurídica própria . 
c) Constituído por uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma 
delas, personal idade jurídica própria, estiverem sob a direção, contro­
le ou administração de outra. 
d) Constituído por várias empresas vi ncu laci a s e ntre si , a inda que 
i n formalmente. 
e) Nenhuma das anteriores . 
Resposta: "e". É o conceito legal, constante do segu i nte d ispos i l ivo : Art. 
20. ( . . . ) 
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THAIS MENDONÇA ALELUIA 
§ 20 - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma 
delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, contro­
le ou administração de outra, constituindo grupo industrial, comercial 
ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os efeitos da 
relação de emprego, solidariamente responsáveis a empresa principal 
e cada uma das subordinadas. 
(lRT 8 - Juiz do Trabalho Substituto 8\u2022 região/ 2013) Quanto à figura do em­
pregador, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa INCORRETA: 
a) À luz do Código Civil Brasileiro, considera-se empresário quem 
exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a pro­
dução ou a circulação de bens ou de serviços, excluídos os exercentes 
de profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, 
ainda com o concurso de auxi l iares ou colaboradores, salvo se o exer­