Direito do Trabalho   Thais Mendonça Aleluia (2014)
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Direito do Trabalho Thais Mendonça Aleluia (2014)


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para 
a aprovação em concursos. 
Diferentemente de outras s inopses/resumos, preocupamos em 
apresentar ao leitor o entend imento do STF e do STJ sobre os prin­
cipais pontos, além de a bordar temas tratados em ma nuais e l ivros 
mais d ensos. Assim, ao mesmo tempo em que o leitor encontrará 
um livro sistematizado e objetivo, tam bém terá acesso a temas 
atuais e entend imentos jurisprudenciais. 
Dentro da metodologia que entendemos ser a mais apropriada 
para a preparação nas provas, demos destaques (em outra cor) às 
palavras-chaves, de modo a facilitar não som ente a visualização, 
mas, sobretudo, à compreensão do que é mais importante dentro 
de cada matéria. 
Quadros sinóticos, tabelas comparativas, esquemas e gráficos 
são uma constante da coleção, aumentando a com preensão e a 
memorização do leitor. 
Contemplamos também questões das princi pais organizadoras 
de concursos do país, como forma de mostrar ao leitor como o 
assunto foi cobrado em provas. Atua lmente, essa "casadinha" é 
fundamental : conhecimento sistematizado da matéria e como foi a 
sua abordagem nos concursos. 
Esperamos que goste de mais esta inovação que a Editora Jus­
podivm apresenta . 
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THAIS MENDONÇA ALELUIA 
Nosso objetivo é sempre o mesmo: otimizar o estudo para que 
você consiga a a provação desejada. 
Bons estudos! 
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Leonardo de Medeiros Garcia 
leona rd o@leo nard oga reia.com. br 
www.leonardogarcia.com.br 
Guia de leitura 
da Coleção 
A Coleção foi e laborada com a metodologia que entendemos 
ser a mais apropriada para a preparação de concursos. 
Neste contexto, a Coleção contempla: 
\u2022 DOUTRINA OTIMIZADA PARA CONCURSOS 
Além de cada autor abordar, de maneira sistematizada, os as­
su ntos triviais sobre cada matéria, são contem plados temas atuais, 
de suma importância para uma boa pre paração para as provas. 
Após a EC 72/13, responsável por alterar significativamente o 
parágrafo único do art. 7° da CF/88, o rol de direitos dos empre­
gados domésticos foi ainda mais estendido, tendo sido inseridos 
direitos de apl icação imediata e, outros, que ainda estão carentes 
de regulamentação. 
\u2022 ENTENDIMENTOS DO STF E STJ SOBRE OS PRINCIPAIS PONTOS 
Não há um consenso, nem mesmo nas decisões do STF, sobre 
qual seria o sistema brasi leiro, oscilando entre o dualismo mode­
rado e o monismo nacionalista ou moderado. 
No sistema nacional, depois de ratificada, a norma i nternacio­
nal deve ser internalizada ao sistema brasileiro. 
\u2022 PALAVRAS-CHAVES EM OUTRA COR 
As palavras mais im portantes (pa lavras-chaves) são colocadas 
em outra cor para que o leitor consiga visual izá-la e memorizá-la 
mais faci lmente. 
A responsabilidade solidária entre tomadora e prestadora é 
inquestionável. A pergunta que resta é, se há, ou não, benefício de 
ordem, ou seja, se é solidária ou subsidiária. 
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T HAIS MENDONÇA ALELUIA 
\u2022 QUADROS, TABELAS COMPARATIVAS, ESQUEMAS E DESENHOS 
Com esta técnica, o leitor sintetiza e memoriza mais faci lmente 
os principais assuntos tratados no livro. 
Empregado aposentado 
por invalidez. 
Recuperada a capacidade, 
retorna ao trabalho, a qualquer 
tempo (art. 47 da L. 8213/91 
e súmula i6o do TST) 
Substituto 
Ciente da precariedade, 
o contrato se extingue 
sem indenização nem 
aviso-prévio 
\u2022 QUESTÕES DE CONCURSOS NO DECORRER DO TEXTO 
Através da seção "Como esse assunto foi cobrado em concurso?" 
é apresentado ao leitor como as principais organizadoras de con­
curso do país cobra m o assu nto nas provas. 
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\ufffd Como esse assunto foi cobrado em concurso? 
(FCC - Analista Judiciário .:_ TRT 11/2012) O Juiz do Trabalho pode privile­
giar a situação de fato que ocorre na prática, devidamente comprova­
da, em detrimento dos documentos ou do rótulo conferido à relação 
de direito material. Tal assertiva, no Direito do Trabalho, refere-se ao 
princípio da 
a) irrenunciabilidade. 
b) intangibilidade salarial. 
c) continuidade. 
d) primazia da realidade. 
e) proteção. 
Resposta: "d". 
l CONCEITO 
C a p í t u l o i 
Fontes do Direito 
do Trabalho 
Sumário \u2022 i Conceito - 2 Classificação: 2 .1 Fon­
tes materiais; 2.2 Fontes formais: 2.2.1 Fontes 
Formais Heterônomas; 2.2.2. Fontes Formais 
Autônomas; 2.3 Figuras Controvertidas - 3. Hie­
rarquia das fontes. 
A fonte de u m determinado ra mo do d i reito é o meio pelo qual 
se origina esse direito, é o nasci mento da norma j u ríd ica. Quan­
do se fa la em fonte, questio na-se a origem, o início, procura-se 
saber de onde veio aq uele determinado d i reito de que se arvora 
credor. 
Por exem plo, quando se trabalha por nove horas consecutivas 
e se pede, ao empregador, o pagamento de horas extras, de onde 
vem o direito a receber horas extras? Qual a fonte desse direito? 
Através desse estudo i remos descobrir, também, de onde vem 
a obrigatoriedade de cumprimento de uma determinada previsão 
contida na norma. 
2 CLASSIFICAÇÃO 
No Direito do Traba lho as fontes dividem-se em fontes materiais 
e fontes formais. 
2.1 Fontes materiais 
As fontes materiais são os acontecimentos do mundo feno­
mênico que dão ensejo à criação de um direito. São fatores ou 
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THAIS MENDONÇA ALELUIA 
acontecimentos sociais, po líticos ou até econômicos, que inspiram 
o legislador quando da elaboração de leis . 
É o fato social - acontecimento da vida em sociedade - que en­
seja a criação de u m d ireito. 
Portanto, com põe um momento pré-jurídico, não tendo, por 
isso, força vincu lante. Daí a conclusão de que a fonte material é 
uma etapa prévia ao nascimento das fontes formais. Ou melhor, 
toda lei tem que ser precedida de um fato que enseje a sua criação, 
mas nem todo fato social é capaz de gerar a criação de uma le i . 
Podem ser citados como exemplos de fontes materiais : a) gre­
ve (exercício da autotutela visando criar um direito, gera lmente o 
acordo coletivo); b) revolução industrial, que reun iu os trabalhado­
res nas i ndústrias, possibi litando a sua agremiação e consequente 
busca por mais d ireitos. 
2.2 Fontes formais 
Diversamente das anteriores, as fontes formais transformam a 
pretensão de existência de um direito, em direito efetivamente 
previsto . Compõe a exteriorização das normas jurídicas. 
Aq ui se tem um momento jurídico positivado; tem-se uma nor­
ma posta, com poder vinculante, que implica observância necessá­
ria, de forma imperativa. 
A doutri na divid iu as fontes formais em dois sistemas e util izou 
o centro de produção normativa como fator diferenciador. Veja-se: 
(1) Sistema Monista: há um único centro produtor de norma que 
é o Estado. Esta é a ideia de Hans l\ufffde lsen quando l imita o 
fenômeno jurídico à matriz estatal . Neste caso, só é reconhe­
cida validade da norma que veio do Estado, centro ú nico de 
produção normativa. 
(2) Sistema Plura lista: admite-se a existência de vários centros 
produtores de normas, que poderão advir tanto do Estado, 
quanto dos atores da re lação socia l . 
Para Mauricio Godinho Delgado (2012, p . 140), no Direito do Tra­
balho, o sistema é incontestavelmente p lura lista. 
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FONTES DO ÜIREITO DO TRABALHO 
"Para a vertente plura lista, a circunstância de se reconhecer 
no Estado o centro hegemônico de positivação jurídica não im­
pede a percepção da nítida convivência, no âmbito societário, 
de outros núcleos de produção de fontes formais do Direito." 
No direito do trabalho, o maior exemplo da aceitação da teoria 
p lural ista é a existência e a val idade dos acordos e convenções 
coletivas. Já não há mais d iscussão acerca da adesão do sistema 
plura lista, no â mbito do Direito do Trabalho. 
Admitido o sistema plura lista, as fontes se dividem ainda em 
fontes formais autônomas e heterônomas. 
Materiais 
Formais 
momento pré-jurídico - Acontecimentos