APOSTILA PRÓTESE TOTAL
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APOSTILA PRÓTESE TOTAL


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o que introduz erros que se somarão a possíveis deficiências dos materiais utilizados, acarretando alterações que podem vir a condenar um trabalho que, de outro modo, poderia ser bem sucedido.
Sobre esse tema gostaríamos de citar novamente: "Uma corrente não é mais forte que seu elo mais fraco".
* De nada nos adianta a utilização de materiais de moldagem super-modernos ou de grande fidelidade se errarmos na confecção do modelo.
* É fundamental darmos ao mais simples passo, a atenção que damos ao mais complexo.
Podemos distinguir em um modelo as seguintes partes:
a) porção útil: consta daquela parte que reproduz a anatomia oral;
b) corpo: é aquela porção que garante o reforço do modelo
3. Divisão dos modelos:
Podemos dividir os modelos em dois grandes grupos, segundo a sua finalidade e suas características:
a) Modelos anatômicos: (modelos preliminares ou primeiros modelos) ou de estudo
b) Modelos funcionais: (segundo modelo ou modelo definitivo) ou modelos de trabalho
a) Modelos anatômicos: são os modelos obtidos através da moldagem anatômica ou primeira moldagem. Nos oferecem a cópia primeira, em aspecto panorâmico, das regiões que podem interessar à confecção da dentadura. Este modelo deverá conter áreas além do limite necessário à confecção da prótese. Será sobre ele, baseados em sua arquitetura, que delimitaremos a área chapeável tanto na maxila como na mandíbula.
Devido a utilizarmos o primeiro modelo para planejar o que será a futura dentadura, os autores costumam denominá-lo de modelo de estudo.
b) Modelos funcionais - são os modelos obtidos através da moldagem funcional ou moldagem definitiva. Nos fornecerão a cópia fiel das estruturas de suporte e tecidos para-protéticos, que se relacionarão com a futura dentadura. Este modelo reproduzirá, apenas as áreas que serão recobertas pela base da dentadura. É sobre este modelo que iremos prensar e polimerizar a base da dentadura, daí ser também conhecido como modelo de trabalho.
Recapitulando: o primeiro modelo fornecerá uma visão panorâmica da região que poderemos utilizar. Sobre os modelos de estudo determinaremos os limites da área necessária (área chapeavel). Por meio de uma moldeira individual, obtemos o molde e o modelo, detalhado daquela área: é o modelo de trabalho. Sobre o modelo de trabalho será terminada a dentadura.
CONFECÇÃO DOS MODELOS
Embora seja tarefa relativamente fácil de ser executada, requer cuidados especiais, pois um bom modelo representa uma garantia de sucesso para nosso trabalho definitivo.
Um erro introduzido no modelo irá ser retratado na base da dentadura terminada comprometendo, inexoravelmente, nosso trabalho.
Como os modelos anatômicos não serão sujeitos a grandes esforços e portanto, não necessitam grande resistência, poderão ser confeccionados em gesso comum (gesso Paris).
Por outro lado os modelos funcionais, que serão a base da dentadura, devem ser confeccionados em gesso duro, hidrocal (gesso pedra), para obtermos o máximo de resistência, com um mínimo de alterações dimensionais.
Material necessário:
Molde
Gesso e balança para gesso
Medidor de água
Tigela de borracha - espátula para gesso - faca para gesso
Vibrador
* A água é adicionada ao gesso, em uma proporção aproximada de 2/1 (essa proporção varia com as características do gesso e para os gessos de boa qualidade, é sempre indicada pelo fabricante). Espatula-se vigorosamente durante cerca de um minuto. Leva-se a tigela ao vibrador para eliminação de bolhas de ar incorporadas à mistura durante a espatulação.
* Atualmente existem espatuladores mecânicos à vácuo que, além de propiciar uma espatulação homogênea da mistura, retiram qualquer bolha de ar, porventura existente.
* Após a espatulação leva-se o gesso ao centro do molde; com auxílio de uma espátula, verte-se em pequenas porções, vibrando o molde (em vibrador). Pela vibração o gesso flui, cobrindo toda a face interna do molde, enquanto o ar é expulso. Adiciona-se paulatinamente, maior quantidade de gesso, tomando o cuidado de não incluir bolhas de ar que diminuirão a resistência do modelo obtido.
* Estando o molde totalmente preenchido, coloca-se o excesso de gesso da tigela sobre o modelo a fim de aumentar a espessura do corpo do modelo. Não emborque o modelo vazado - haverá desadaptação interna do gesso à moldagem.
* Com o auxílio da espátula metálica aproxima-se o gesso das bordas do molde, a fim de proteger essas bordas e dar resistência ao conjunto. Quando do início da presa do gesso, ainda plástico, retiram-se os excessos com a espátula
* Outro processo consiste em se revestir molde e moldeira com uma lâmina de cera, conformando uma caixa, que irá receber o gesso. Não haverá necessidade de remoção de excessos e o trabalho será mais limpo.
* É importante preservarmos as bordas do molde, pois elas nos fornecerão a zona de selamento periférico. Deverá haver sempre um excesso na largura do modelo, para que possamos visualizar, perfeitamente, a zona do selamento periférico.
* Aguarda-se a presa do gesso (aproximadamente 30 minutos) e separa-se molde/modelo. Quando o molde foi obtido com godiva, a separação é feita por imersão do conjunto em água quente. Não devemos usar água em ebulição, para evitar que a godiva fique super-plastificada e adira ao modelo. Usamos água à temperatura de plastificação da godiva ou pouco mais fria. Assim que a godiva plastificar, por tração suave, separamos o molde do modelo de gesso.
Se o material de moldagem foi alginato, é conveniente aguardar a presa do gesso com o conjunto molde/modelo vazado, dentro de uma cuba umidificadora. A separação deve ser feita por tração, em um movimento único, sem necessidade de outros cuidados.
* O modelo é deixado em repouso até a completa evaporação da água, para que sua superfície atinja a dureza e consistência necessárias à continuação dos trabalhos de laboratório.
DESENHO DAS MOLDEIRAS INDIVIDUAIS
a) Moldeira individual: 
"A moldeira individual é a reprodução precisa de toda a zona chapeável dos maxilares, em três dimensões: comprimento, largura e altura.\u201d
Devido à variedade de tamanhos e formas dos rebordos desdentados, bem como as várias anomalias encontradas, é imprescindível o uso de moldeiras especialmente construídas e adaptadas para cada caso.
A moldeira individual, será construída sobre o modelo de estudo obtido a partir da primeira moldagem.
b) Limites das moldeiras individuais: os limites das moldeiras individuais são regidos pelas noções de área chapeável, tanto para a maxila, como para a mandíbula.
Deve-se tomar especial cuidado quando do desenho das moldeiras: respeitar as bridas e inserções musculares a fim de que não hajam interferências que causariam a compressão e conseqüente deformação dos tecidos.
É importante que as bordas da moldeira estendam-se até o limite do fórnice gêngivo-labial e geniano, recobrindo dessa maneira, toda a área passível de fornecer retenção e suporte para a prótese.
c) Importância: segundo GIETZ: "O objetivo da moldagem consiste, essencialmente, em reproduzir com a maior exatidão possível, a parte da boca que suportará a dentadura e para que essa reprodução seja fiel, é necessário que o material de moldagem, desenvolva sobre a parte a ser moldada, a mesma pressão que desenvolverá a dentadura".
Depreende-se desta citação que, com a moldeira de estoque, não poderemos obter os resultados desejados, uma vez que não teremos espessura uniforme do material de moldagem. Este fato acarretaria pressões diferentes pelas diferentes possibilidades de escoamento. Daí a necessidade da confecção de moldeiras individuais que, sendo uma cópia bastante fiel de toda a área chapeável, nos garante espessura e portanto, pressão uniforme do material de moldagem sobre os tecidos. Notadamente no que se refere a moldagem das bordas (zona de selamento periférico).
CONFECÇÃO E AJUSTE DAS MOLDEIRAS INDIVIDUAIS
Há vários métodos e materiais para
Elen
Elen fez um comentário
tem sim, manda seu email
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KARINE
KARINE fez um comentário
Oi.. Tem como enviar esse arquivo pro meu email?/
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