APOSTILA PRÓTESE TOTAL
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APOSTILA PRÓTESE TOTAL


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a construção de moldeiras individuais, desde a adaptação de moldeiras de estoque metálicas, que serão recortadas e brunidas sobre o modelo, (método difícil e antieconômico, hoje abandonado) , moldeiras em placa-base (godiva), até as moldeiras em resina acrílica, que são as mais utilizadas.
Confecção das moldeiras individuais:
RESINA ACRÍLICA
- Moldeiras individuais confeccionadas em resina acrílica ativada quimicamente e adaptada: São um termo de compromisso entre as moldeiras em placa-base e as moldeiras em resina prensada. 
* Manipula-se a RAAQ que será adaptada, com os dedos, sobre o modelo previamente isolado. A vantagem principal está relacionada ao pouco tempo despendido no processo e no fato de não corrermos o risco de danificar o modelo. Entretanto as alterações dimensionais são inevitáveis, uma vez que é muito difícil obter espessura uniforme e manter pressão durante a fase de polimerização da resina. Cremos que é a técnica que exige maior habilidade por parte do profissional.
Um variação desta técnica é a de manipular-se a resina acrílica e no momento em que esta atingir a fase plástica faz-se a prensagem entre duas placas de vidro devidamente isoladas (isolante para resina) controlando-se a espessura do material para que fique com cerca de 3mm, a seguir esta é adaptada sobre o modelo e recortados os seus excessos. A maior vantagem desta técnica é a de conseguir uma uniformidade na espessura da moldeira.
- Moldeiras individuais confeccionadas em resina acrílica prensada: as moldeiras individuais em resina acrílica são fáceis de serem confeccionadas, tem rigidez satisfatória, sofrem menores alterações dimensionais e quando necessitam de ajustes são de fácil desgaste.
* Em comparação com a placa-base, as moldeiras em resina tem a desvantagem de necessitar mais tempo para sua confecção; porém, os resultados obtidos compensam muito, essa desvantagem.
* São confeccionadas adaptando uma lâmina dupla de cera rosa no 7 sobre o modelo de estudo e recortando no limite da área chapeável. Na região anterior, junto à crista do rebordo, construi-se um pequeno cabo para facilitar o manuseio da moldeira (há autores que aconselham a construção de três pontos de apoio, para facilitar o equilíbrio da pressão de moldagem). Em seguida será incluído em muflo o conjunto modelo/moldeira em cera. Após a presa do gesso, abre-se o muflo (procedendo-se a um aquecimento prévio em "banho-maria" para plastificar a cera) e remove-se a cera plastificada. Após a remoção de toda a cera, o modelo será isolado utilizando-se um isolante à base de alginato, tanto na face interna como externa (molde e contra-molde).
* A resina acrílica é homogeneizada em recipiente apropriado e quando na fase plástica, condensada no muflo. Prensa-se, abre-se a mufla e recortam-se os excessos de resina. Nova prensagem e leva-se ao polimerizador (vide fases de laboratório). Recomenda-se o uso de resina incolor como veremos adiante.
* Após a polimerização: abertura e desinclusão da moldeira; recortam-se os excessos com pedras montadas para resina e leva-se para polimento.
* O processo será idêntico em suas fases principais, se utilizarmos resina acrílica ativada quimicamente (RAAQ). Evidentemente após a inclusão e prensagem da resina, não haverá necessidade de polimerização térmica. Simplesmente aguarda-se a polimerização química para a desmuflagem da moldeira.
Vistos os principais métodos de construção de moldeiras individuais, passaremos a estudar o ajuste das moldeiras individuais:
Como foi explicado anteriormente, a moldeira individual tem a finalidade de levar o material de moldagem em contato íntimo com a fibromucosa, em toda a sua extensão. Por esse fato, a moldeira individual recobre, apenas, aquelas áreas que foram eleitas como a base da dentadura. Ela já deve ser planejada e desenhada levando em consideração todos os fatores necessários para a retenção e estabilidade da prótese total. As suas bordas já foram confeccionadas tomando o cuidado de contornar as inserções musculares, freios e bridas. O comprimento deve ser compatível com a tolerância normal do paciente. Porém, sua delimitação foi feita em laboratório e é possível que, em determinadas situações de dinâmica, haja interferências tanto musculares como de tecidos moldes. Devemos levá-la à boca do paciente para, em dinâmica muscular, executar ajustes onde forem necessários.
Daí, a grande vantagem das moldeiras individuais em resina acrílica incolor, que nos permitem visualizar os tecidos, por transparência e verificar possíveis áreas de compressão ou distensão, mesmo quando essas áreas encontram-se recobertas pela própria moldeira.
Retenção e estabilidade: embora não possamos esperar uma retenção absoluta da moldeira individual, este fator, por si só, já é uma indicação do grau de adaptação da moldeira aos tecidos. Quanto à estabilidade, será uma indicação de que não existem zonas de compressão, notadamente ao nível dos rebordos alveolares. (Quando a moldeira for construída em resina acrílica incolor, podemos verificar zonas de compressão por visualização direta através da resina).
Delimitação posterior: verificamos se o comprimento da moldeira é suficiente ou se há sobre-extensão em tecido mole que não deve ser recoberto.
Delimitação das bordas e contorno: é a região onde há maior necessidade de ajuste das moldeiras individuais:
* Mantendo a moldeira em posição, pedimos ao paciente que execute movimentos. Vamos verificar se não há interferência das bordas com os freios (labial e lingual); tecidos para-protéticos e músculos. Procuramos, obter um estado de equilíbrio em que não haja interferência dos tecidos para-protéticos com a moldeira, em nenhum estado de dinâmica muscular
* Os ajustes são feitos com o auxílio de pedra montada para resina, desgastando as áreas ou pontos de interferência. No caso das moldeiras em placa-base usamos discos de lixa ou brocas para vulcanite, tomando o cuidado de obter uma borda arredondada e lisa.
* É necessário lembrar que os ajustes devem ser feitos por remoção de material; sendo a adição de material difícil e geralmente, de conseqüências imprevisíveis quanto ao resultado final. Por essa razão recomenda-se o máximo cuidado na delimitação e confecção das moldeiras individuais.
* Após os ajustes e estando a moldeira em condições, devemos verificar as bordas, re-polindo se necessário. Então estaremos em condições de passar ao próximo degrau da confecção das próteses totais, que é a moldagem funcional ou segunda moldagem ou moldagem definitiva.
CAPÍTULO V
- Conceito de moldagem funcional
- Requisitos fundamentais das próteses totais
- Requisitos físicos das próteses totais
- Moldagem funcional da maxila
- Moldagem funcional da mandíbula
CONCEITO DE MOLDAGEM FUNCIONAL
De posse das moldeiras individuais perfeitamente ajustadas e adaptadas, podemos proceder à moldagem funcional (ou segunda moldagem ou moldagem definitiva) do maxilar e da mandíbula. 
Devemos, porém, levar em conta uma série de fatores que nos orientarão quando da obtenção dos moldes.
Quando estudamos a primeira moldagem ou moldagem anatômica, verificamos que o modelo obtido representa uma visão panorâmica de toda a área da maxila e da mandíbula, que pode ser aproveitada como base para a construção da prótese. Notamos também, que foram levados em consideração os movimentos musculares e sua ação sobre os tecidos para-protéticos, ao construirmos a moldeira individual.
Por outro lado, quando do ajuste da moldeira individual, procuramos contornar as zonas de grande movimentação e buscar outras áreas para apoio e retenção.
Temos portanto, uma moldeira individual que contorna e limita regiões móveis e sem mobilidade.
Às moldagens capazes de conseguir a reprodução de todas essas regiões de maneira a que possamos, depois, obter seu registro em um modelo, damos o nome de moldagem funcional e ao modelo obtido, damos o nome de modelo funcional ou modelo definitivo.
REQUISITOS
Elen
Elen fez um comentário
tem sim, manda seu email
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KARINE
KARINE fez um comentário
Oi.. Tem como enviar esse arquivo pro meu email?/
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