APOSTILA PRÓTESE TOTAL
66 pág.

APOSTILA PRÓTESE TOTAL


DisciplinaÓrtese e Prótese1.334 materiais6.374 seguidores
Pré-visualização27 páginas
à localização da posição natural da mandíbula em relação à maxila e segundo um plano vertical da face.
A Relação Central trata da localização da mandíbula em relação à maxila, nos planos antero-posterior e latero-lateral.
Planos de orientação são o conjunto formado pelas bases de prova e roletes de cera, que irão receber os registros prévios à confecção da prótese
Por esses conceitos verificamos a necessidade de se localizar a mandíbula em relação à maxila, segundo os três eixos ou planos do espaço.
DIMENSÃO VERTICAL 
Denominamos Dimensão Vertical ao espaço inter-maxilar, em um indivíduo, para determinada posição da mandíbula, segundo o plano vertical.
Conclui-se que há tantas dimensões verticais quanto as posições que mandíbula ocupa, em relação à maxila, segundo um plano vertical.
Partindo do princípio que estamos construindo uma prótese total, portanto na ausência de dentes naturais, iremos determinar, dentro da variação ampla existente no espaço inter-maxilar, quanto desse espaço será ocupado pelos dentes artificiais e base da prótese. Para visualizar o problema, imaginemos que o paciente apresenta uma variação de espaço inter-maxilar, desde o contato dos rebordos alveolares até a abertura máxima, de 5 cm. Antes da perda dos dentes a variação desse espaço não era de 5 cm., mas sim dessa medida menos a longitude somada das coroas dentais. Por outro lado, devemos levar em consideração, que durante o tempo que mediou entre a avulsão dos dentes e a confecção da nova prótese, houve reabsorção óssea alveolar, em maior ou menor intensidade. O que ocorre, em realidade, não é o fato do paciente abrir mais a boca; ele fecha mais. Em outras palavras, a mandíbula ultrapassa aquela posição onde haveria os contatos dentais (dos dentes naturais) e continua em sua trajetória até o contato dos rebordos alveolares ou dos dentes artificiais da prótese.
Havendo tantas dimensões verticais quanto as posições que a mandíbula possa assumir no plano vertical, podemos relacionar uma determinada DIMENSÃO VERTICAL a um determinado ESPAÇO INTERMAXILAR, ou ESPAÇO INTEROCLUSAL.
Compreendemos que será necessário determinar em que ponto (ou em que Dimensão Vertical) deverá haver o contato dos dentes artificiais; onde vamos limitar o fechamento. Como não temos um padrão que englobe todos os indivíduos, mesmo por que as variações são amplas, lançamos mão de medidas de posições de equilíbrio muscular onde não haja variações em um mesmo indivíduo embora, variem de indivíduo para indivíduo.
Assim sendo, baseados na Fisiologia, sabemos que existe um estado (uma posição) em que os músculos elevadores e abaixadores da mandíbula se encontram em equilíbrio. Quando nessa situação diz-se que os músculos estão em "tonus".
Quando os músculos elevadores e abaixadores da mandíbula, encontram-se relaxados e em equilíbrio, diz-se que estão em relação de TONUS MUSCULAR.
Essa é uma situação fisiológica, que confere uma localização definida para a mandíbula, para uma determinada posição da cabeça.
O tonus muscular manteria a mandíbula em equilíbrio, em uma determinada posição em relação a maxila, posição essa de mínimo esforço muscular, em que a contração dos músculos elevadores compensa a contração dos músculos abaixadores e o peso da mandíbula.. A essa posição denominamos POSIÇÃO DE REPOUSO DA MANDÍBULA. à medida dessa posição em relação à maxila chamamos de DIMENSÃO VERTICAL DE REPOUSO. À situação neuro-muscular dos músculos mastigadores denominamos CONDIÇÃO POSTURAL DA MANDÍBULA.
Notem que não damos três nomes à mesma coisa.
Dimensão vertical de repouso (de agora em diante DVR) diz respeito a uma medida em relação à maxila e segundo um plano vertical.
Posição de repouso da mandíbula diz respeito à sua posição espacial derivada do tonus muscular.
Condição ou posição postural da mandíbula, diz respeito à sua situação com respeito a atividade neuro-muscular, articulações e esqueleto da face.
Como vimos anteriormente, procuramos localizar, quando e onde os dentes artificiais devem se tocar, durante o arco de fechamento mandibular. Essa posição foi perdida quando da avulsão dos dentes naturais. A subsequente reabsorção óssea alveolar alterou de tal forma os rebordos que qualquer medida torna-se totalmente arbitrária.
Para NISWONGER(1934) & GILLIS(1941), a verdadeira dimensão vertical da face existe quando os dentes estão separados e a mandíbula encontra-se em POSIÇÃO DE REPOUSO.
SICHER(1954/65); BRODIE(1941) & THOMPSON (1946), concordam:
"apenas severa patologia, trismus muscular extremo ou diminuição geral do tonus muscular, podem ocasionar alterações na posição de repouso normal".
MOYERS, (1946/50/56); PRUZANSKY, (1952); CARLSOO, (1952);
PERRY JR. & HARRIS, (1954); PERRY JR., (1955);
SCHUPUNTOFF & SCHPUNTOFF, (1956): demonstram que a posição de repouso ou equilíbrio mandibular é determinada somente pelos reflexos musculares e altamente resistente às alterações que ocorrem ao nível dos dentes.
RICKETTS, (1956): relata a função do sistema proprioceptivo (ATM, membrana periodontal e periósteo) como elementos coadjuvantes, no estabelecimento e manutenção da posição de repouso mandibular.
Para HEARTWELL JR.(1977):
"A posição de repouso é estável e não pode ser alterada permanentemente por tratamentos protéticos".
A Fisiologia nos fornece uma informação importantíssima: o conceito de ESPAÇO FUNCIONAL LIVRE (ou Espaço Interoclusal). Vamos estudar sua importância e veremos como essa noção pode resolver nosso impasse.
Vamos analisar o indivíduo dentado: Notamos que quando a mandíbula está na posição de DVR os dentes antagonistas não se tocam. Quando se inicia a atividade muscular, a mandíbula se movimenta para cima, percorre esse espaço e há o contato dos dentes antagonistas. Após a dinâmica, há um retorno à posição de repouso e, novamente presenciamos um espaço entre os dentes. Ao espaço presente entre os dentes antagonistas, quando a mandíbula está em repouso denominamos: ESPAÇO FUNCIONAL LIVRE.
O espaço funcional livre mede, na altura dos incisivos, 1 a 5 mm. Segundo LANDA a média desse espaço é da ordem de 3,3 mm.
Estamos de posse de dois conceitos que vamos utilizar: os conceitos de DVR e de Espaço Funcional Livre (EFL).
 o nosso problema é determinar em que posição da DV os dentes se tocarão, enfim quando os dentes entram em OCLUSÃO. Por outras palavras, queremos determinar uma medida da altura das coroas dos dentes artificiais mais a espessura das bases das próteses totais.
Queremos saber qual é a DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO do paciente.
Denomina-se DIMENSÃO VERTICAL de OCLUSÃO à relação maxilomandibular, segundo o plano vertical, quando há o contato entre os dentes antagonistas.
Como sabemos que a DVR prende-se exclusivamente ao tonus muscular e portanto independe da presença de dentes, se medirmos a relação inter-maxilar nessa situação e levando em conta que entre a posição de DVR e a posição de DVO existe um espaço denominado Espaço Funcional Livre (que mede cerca de 3 mm); diminuindo da medida obtida da DVR, a medida do EFL, obteremos a medida da DVO.
Equacionando: DVR - EFL = DVO + EFL = DVR
Evidentemente podem ocorrer variações no tonus muscular de um paciente com o correr do tempo. Essas variações de tonicidade muscular podem vir a afetar tanto o EFL quanto (e como conseqüência) a DVR. O valor que utilizamos, relativo ao EFL também é uma média (portanto arbitrária). A determinação desse espaço tem sido objeto de inúmeras pesquisas, envolvendo eletromiografia dos músculos elevadores e abaixadores da mandíbula; no entanto carecem de praticidade para sua utilização na clínica. Porém com as informações que poderemos obter e baseados nessas noções poderemos determinar, "in-loco" e por meio de uma série de testes a melhor posição para cada caso, naquele momento.
"Apenas a musculatura com seu padrão de crescimento, em conjunto com o padrão de crescimento esquelético, pode ser responsabilizada
Elen
Elen fez um comentário
tem sim, manda seu email
0 aprovações
KARINE
KARINE fez um comentário
Oi.. Tem como enviar esse arquivo pro meu email?/
1 aprovações
Carregar mais