APOSTILA PRÓTESE TOTAL
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APOSTILA PRÓTESE TOTAL


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necessidade da oclusão e do espaço presente.
"Se, durante a anamnese, constatamos que o paciente apresentava problemas de MORDIDA CRUZADA, deveremos montar os dentes anteriores em posição de borda a borda (topo a topo), sem tentar nenhum tipo de trespasse vertical anterior."
"Na montagem de dentes em casos de mordida cruzada, monte os molares superiores DIREITOS no arco inferior ESQUERDO; os molares superiores ESQUERDOS, no arco inferior DIREITO e vice-versa". 
Mr.G.FINLAY "Anatomical Articulation" Aus.J.Den., Sept., 1914
ARTICULAÇÃO BALANCEADA
Queremos lembrar que, quanto mais cuidadosa for a montagem dos dentes, em laboratório, menos tempo será perdido em ajustes na boca do paciente. É muito mais simples e fácil, a visualização de contatos e/ou interferências, no articulador do que na boca.
Iniciamos o ajuste pelo movimento de abertura e fechamento:
No articulador, com uma tira de papel carbono interposta entre os dentes posteriores, executam-se movimentos de abertura e fechamento, suavemente. As marcas de carbono devem se apresentar uniformemente distribuídas.
A presença de marcas em apenas um, ou alguns dentes, indica que esse(s) elemento(s) toca seu antagonista antes dos outros dentes. A esse tipo de contato, chama-se contato prematuro.
Os contatos prematuros interferem no equilíbrio oclusal e afetam a estabilidade da prótese.
Com auxílio da espátula Le Cron, movimenta-se o dente a fim de eliminar a prematuridade.
Repete-se a manobra, tantas vezes quanto necessário for, até obter marcas uniformemente distribuídas.
Quando o contato se apresentar puntiforme, no fundo de uma fossa e não for possível elimina-lo pela movimentação do dente, pode-se desgastar a fossa de contenção.
Não desgaste a cúspide.
Entre os dentes anteriores, não deve haver contato (no movimento de abertura e fechamento) ou, no máximo e em casos especiais, um contato muito suave e de menor intensidade que entre os dentes posteriores. 
Lateralidade direita e esquerda:
Partindo da posição de OC, executa-se o movimento de lateralidade para um dos lados. A amplitude desse movimento restringe-se à posição de borda dos dentes posteriores (cúspides vestibulares inferiores alinhadas com as cúspides vestibulares superiores, do lado de trabalho).
Durante esse movimento, as cúspides vestibulares inferiores devem excursionar pelos sulcos de escape dos dentes superiores, sem interferência: tanto do lado de trabalho, quanto do lado de balanceio.
Repete-se o movimento para o lado oposto.
Sempre que houver excesso de contato de um ou mais dentes, amplia-se, por desgaste, o sulco de escape correspondente à interferência.
Não desgaste as cúspides - elas estão garantindo a posição de DVO e OC.
Sempre que efetuar qualquer desgaste do lado de trabalho, verifique a relação dos dentes do lado de balanceio.
Todo o desgaste, do lado de trabalho, tem sua limitação quando do toque dos dentes do lado de balanceio.
Propulsão e retropulsão:
Partindo da posição de OC, executa-se o movimento de propulsão, até a posição de "borda a borda" dos incisivos (borda incisal dos inferiores contra borda incisal dos superiores).
Durante o movimento: deve haver deslizamento entre a borda incisal dos incisivos inferiores, contra a face palatina dos incisivos superiores.
Esse contato deve ser concomitante com o contato dos dentes posteriores e não exclusivo entre os dentes anteriores.
Se houver afastamento entre os dentes posteriores (ou deslocamento do[s] dente[s] superior da cera) isso indica interferência.
A interferência é removida:
a- diminuindo o trespasse vertical, diminuindo a altura do(s) dente(s) inferior. Lançamos mão desse recurso quando, na posição de borda a borda, o contato se dá exclusivamente entre o(s) dente(s) anterior.
b- aumentando o trespasse horizontal, aumentando a distância horizontal entre os dentes superiores e inferiores (bateria anterior). Lançamos mão desse recurso quando os dentes posteriores garantem o afastamento entre os arcos, na posição de borda a borda.
c- aumentando a inclinação buco-vestibular, dos dentes anteriores superiores, quando houver comprometimento estético e se essa angulação for compatível com as trajetórias de lateralidade.
Obtido o equilíbrio (balanceio) oclusal, termina-se a escultura da prótese; quando se criam as bossas, sulcos, papilas interdentais que conferem à face vestibular da aparelho protético, o aspecto anatômico perdido.
Embora possa parecer um requinte técnico, julgamos que a prévia escultura e absoluta limpeza dos dentes, mesmo nessa fase de provas, são fundamentais para nosso julgamento e apreciação por parte do paciente.
EXPERIMENTAL STUDY on the FORM of OCCLUSION for COMPLETE DENTURES.
	Kaoru KOIDE
	Nippon Dental University Publications, vol.18 - 1984
O tipo de oclusão em próteses totais completas, não apenas comanda a estabilidade física da base da dentadura, mas também é um fator importante na preservação dos rebordos residuais.
Particularmente em oclusão NÃO balanceada, foi encontrada uma zona de esforço considerável, na área mediana da dentadura inferior.
Em seu trabalho, KOIDE, conclui que: a modificação da oclusão para: OCLUSÃO LINGUALIZADA (oclusão balanceada sem contato das cúspides vestibulares em trabalho) é a melhor forma de oclusão, entre os quatro tipos analisados.
CAPÍTULO VIII
- Provas estéticas e funcionais.
- Inclusão, polimerização e acabamento.
- Entrega da prótese e cuidados posteriores.
Introdução:
Terminada a montagem dos dentes, em laboratório, o próximo passo será a verificação, ao vivo, na boca do paciente.
Não é raro que, após uma montagem cuidadosa, ao levarmos as próteses em prova na boca, notar que houve algum erro no posicionamento dos modelos no articulador e consequentemente a montagem dos dentes está incorreta. Se achamos desagradável uma constatação desse tipo agora, seria muito pior se já tivéssemos as próteses polimerizadas e acabadas!. 
PROVAS ESTÉTICAS E FUNCIONAIS
Levadas as próteses à boca do paciente, iremos verificar:
Articulação dental em oclusão;
Ajuste oclusal em lateralidade e propulsão;
Estética dos dentes;
Estética da face;
Estabilidade da prótese em função.
Articulação dental em oclusão \u2013 
Praticamente repetimos as manobras executadas em articulador. Assim é que, com auxílio de tiras de papel carbono, verificamos os contatos dentais, em abertura e fechamento. Nossa intenção será verificar a justeza da montagem e não remontar as próteses. Se houverem pequenas alterações, estas poderão se corrigidas "in loco" mas, é muito mais difícil e sugeito a erros, tentar a correção da oclusão na boca do que no articulador.
Há a tendência, por parte do paciente, de procurar a posição de máxima intercuspidação, apertando os dentes. Essa tendência mascara as possíveis interferências resultantes de erro na montagem das próteses. A mobilidade própria da fibromucosa de revestimento, permite a movimentação das bases, criando uma imagem falsa da oclusão.
A verificação dos contatos deve ser feita com movimentos suaves, procurando os contatos ao primeiro toque e não sob pressão. Solicitam-se uma série de deglutições, com o carbono interposto entre os arcos dentais, para verificar a oclusão habitual do paciente.
Se houver dúvida quanto à montagem, tomam-se registros em cera, da posição de deglutição e procede-se à remontagem das próteses em articulador.
2- Ajuste oclusal em lateralidade e propulsão -
Solicita-se, ao paciente, que movimente a mandíbula para a frente (propulsão) até a posição de "topo a topo". Durante essa excursão, procuramos verificar possíveis interferências, entre as vertentes mesiais e distais, das cúspides dos dentes posteriores e/ou a borda incisal dos dentes anteriores inferiores e a face palatina dos dentes anteriores superiores.
Na presença de pequenas interferências, desgastam-se as áreas de contato.
Elen
Elen fez um comentário
tem sim, manda seu email
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KARINE
KARINE fez um comentário
Oi.. Tem como enviar esse arquivo pro meu email?/
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