APOSTILA PRÓTESE TOTAL
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APOSTILA PRÓTESE TOTAL


DisciplinaÓrtese e Prótese1.334 materiais6.411 seguidores
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Se houver dúvida quanto à montagem, tomam-se registros em cera, das posições protrusiva e latero-protrusiva, para nova regulagem e remontagem das próteses em articulador.
Uma área comum de interferência é a região de caninos: no indivíduo dentado há toque e desoclusão pela guia canina, do lado de trabalho. Em próteses totais, esse contato funciona como um fulcro de apoio que desloca as próteses nos movimentos excêntricos. Movimenta-se ou desgasta-se os caninos de tal forma que haja o toque, sem desoclusão, desses dentes.
3- Estética da prótese -
Do ponto de vista estético, procuramos o equilíbrio entre a escultura do enceramento com as expressões faciais do paciente. 
Principalmente durante o sorriso forçado, procuramos verificar se a escultura cervical dos dentes anteriores superiores, acompanha a "linha alta do sorriso"; enquanto a borda incisal acompanha a "linha do sorriso" representada pela posição do lábio inferior.
Outro ponto a se verificar diz respeito ao chamado "corredor bucal": essa área é representada pelo espaço existente entre as faces vestibulares dos dentes posteriores (de prémolar para trás) e as comissuras labiais, durante o sorriso forçado. A abertura do arco dental, elimina (ou diminui) esse espaço, realçando os dentes posteriores, em detrimento dos dentes anteriores - a prótese "parece" mais larga. Já a criação do "corredor bucal" faz com que os dentes anteriores sejam realçados em relação aos dentes posteriores - os dentes anteriores "parecem" mais salientes.
"Um dos requisitos fundamentais é que os seis dentes anteriores sejam suficientemente largos para que os caninos assumam a sua posição normal no arco". ROWE, A.T. (1935)
Evidentemente, essas modificações, quando necessárias, devem ser realizadas no articulador pois envolvem alteração no relacionamento oclusal dos dentes posteriores.
4- Estética da face:
Este item está relacionado com o anterior; porém agora verificaremos as modificações ocorridas na face em repouso, tais como: levantamento de rugas e sulcos; reconstituição do perfil estético.
"A ação dos músculos labiais é tal que a forma e expressão faciais serão totalmente dependentes desse suporte e os lábios se auto-moldam ao desenho que os dentes anteriores predeterminaram".
ROWE, A.T. (1935)
Notamos, logo à primeira vista, que o indivíduo desdentado apresenta os lábios mais finos e os sulcos faciais mais pronunciados. Essa aparente flacidez se deve à modificação da tonicidade da musculatura da face. Com a perda dos dentes e conseqüente reabsorção óssea, notadamente da vertente vestibular do rebordo alveolar superior, há perda de suporte para a musculatura facial, com conseqüente invaginação dos lábios e bochechas. 
Esse aspecto persiste e pode se tornar permanente (com o aparecimento de rugas e sulcos profundos), se as alterações da base óssea não forem compensadas pela prótese.
Quando da confecção de nova prótese, podemos promover o levantamento dos lábios, notadamente do sulco naso-labial; reconstruir o filtrum labial, dando suporte para o aparecimento do tubérculo labial; enfim reconstruir o perfil estético.
"Se as linhas de força que passam pelos rebordos e pelo longo eixo dos dentes fossem visíveis, veríamos um CONE com seu ápice ao nível da linha dos olhos; quanto mais próximos ao rebordo forem posicionados os dentes superiores, mais o arco será reduzido em largura".
ROWE, A.T. (1935)
Pelo expediente de acrescentar cera à face vestibular da prótese superior, criando as bossas dos incisivos e caninos; estaremos devolvendo o suporte perdido pela reabsorção óssea. Evidentemente não existe uma "medida" a ser seguida: devemos nos valer de nossos conhecimentos da Anatomia da cavidade oral e do nosso senso estético.
É de fundamental importância a opinião do paciente, nessa fase de nosso trabalho: a reconstrução estética deve ser dirigida em função das aspirações do paciente e não, necessariamente, as nossas.
O aumento excessivo da espessura da face vestibular da prótese superior, pode interferir com a movimentação dos lábios e deslocar a prótese.
5- Estabilidade da prótese em função:
Como última das provas, solicitamos, ao paciente, que execute a totalidade dos movimentos mandibulares e faciais. Verificamos a ausência de interferências oclusais; relação das bordas e face vestibular, com os tecidos moles e músculos.
Neste momento temos as melhores condições possíveis, para realizar o teste fonético: uma vez que a prótese se apresenta em sua forma definitiva, quer quanto à. montagem e disposição dos dentes, quer quanto ao desenho de sua face vestibular e palatina. Solicita-se, ao paciente, a emissão de fonemas: labiais, linguo-dentais e linguo-palatais, verificando a facilidade e clareza da dicção.
Falar com o paciente, pedindo que ele expresse sua opinião à respeito do trabalho, fazendo perguntas e solicitando respostas, é a maneira mais prática e rápida de se realizar esse teste.
A verificação dos bordas e sua relação com os tecidos para-protéticos, em dinâmica, é fundamental nesta fase. Sempre que houver interferência, modifica-se a borda da prótese até eliminar a interferência.
\u201cO conceito popular de que "dentadura nova machuca" não encontra fundamento científico nenhum.\u201d
INCLUSÃO E ACRILIZAÇÃO
Removidas da boca do paciente, as próteses enceradas devem ser incluídas no menor espaço de tempo possível. Grande parte das alterações ditas de polimerização, resultam de alterações na cera, que podem ocorrer enquanto se aguarda a inclusão em muflo.
"A manutenção das próteses totais em cera, após seu acabamento, permitindo a ocorrência de alterações dimensionais na cera, pode ser uma das causas da perda de articulação".
VIEIRA, D.F. (1958)
A base de prova será fixada ao seu respectivo modelo, com auxílio de cera rosa e o conjunto, imerso em água fria, para hidratar. Tomamos o cuidado de hidratar o modelo, para que este faça corpo com o gesso da contra-mufla, a fim de evitar seu deslocamento, durante as fases de prensagem. 
Após hidratação do modelo, o conjunto será fixado na mufla, com gesso "comum". Aguarda-se a presa do gesso quando controi-se um reforço, em gesso "pedra", em torno dos dentes artificiais.
SHARRY (1968) afirma que o gesso não propicia suporte suficiente para os dentes durante a pressão de inclusão.
PERLOWSKI (1953) e GRANT (1962), concluem que o movimento dos dentes, durante a inclusão, será minimizado por uma matriz em gesso pedra ao redor dos dentes.
A superfície do gesso será isolada; a contra-mufla preenchida com gesso "comum" e levada a prensa manual, onde se aguarda a presa final do gesso. 
Após a presa final do gesso, imerge-se a mufla em água quente, para amolecer a cera. 
A abertura deve ser cuidadosa, pois corremos o risco de fraturar o modelo, num movimento intempestivo.
Removem-se a base de prova e os excessos de cera. Com água em ebulição, lavam-se as partes internas da mufla, removendo todo o resíduo de cera. Seca-se com jatos de ar e aguarda-se o resfriamento natural.
Isola-se: todo o gesso do modelo e contra-modelo, com isolante para resina, tomando cuidado para não estender o isolante sobre as faces cervicais dos dentes artificiais.
A resina acrílica será manipulada, segundo as normas do fabricante, aguardando a fase plástica para o entulhamento da mufla.
Preenchida totalmente, leva-se a mufla à prensagem. O melhor resultado será obtido utilizando uma prensa hidráulica, quando podemos regular, tanto a pressão quanto o escoamento da resina. Pressão inicial da ordem de 500 kg. propicia o escoamento contínuo e uniforme da resina; ao final do escoamento, elevamos a pressão, paulatinamente, até 1.500 kg., quando temos a certeza do completo fechamento da mufla.
A mufla será levada a uma prensa individual; preferencialmente, prensa de molas, para a fase de polimerização.
A polimerização da resina acrílica tem sido o "calcanhar de Aquiles" das próteses totais.
Freqüentemente,
Elen
Elen fez um comentário
tem sim, manda seu email
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KARINE
KARINE fez um comentário
Oi.. Tem como enviar esse arquivo pro meu email?/
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