APOSTILA PRÓTESE TOTAL
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APOSTILA PRÓTESE TOTAL


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na pressa de obter o trabalho pronto, ou pelo "desconhecimento" da química das resinas acrílicas, a polimerização é feita de maneira arbitrária, descuidada e apressada. Não nos causa espécie que os resultados sejam insatisfatórios. Cumpre ao profissional a exigência de que a fase de polimerização seja corretamente realizada.
O aumento vertical, em próteses totais processadas pela técnica de prensagem, pode ser o resultado de outros fatores que não a técnica.
ZAKHARI, K.N. (1976)
A reação de polimerização da resina acrílica, é uma reação exotérmica. Assim sendo, quando se eleva a temperatura da água do banho e se inicia a polimerização propriamente dita, a temperatura da massa de resina aumenta (proporcionalmente ao seu volume) em valores maiores, do que a temperatura externa. Levando em consideração que, a temperatura de ebulição do monômero está na faixa de 100,8ºc.; quando a temperatura do banho ultrapassa 75ºc., a temperatura interna da resina ultrapassa 100ºc.; o que pode levar o monômero residual a entrar em ebulição, causando porosidade na massa de resina. 
A presença de porosidade interna, mesmo que em níveis mínimos, afeta a resistência da base; aumenta o risco de fratura; aumenta o grau de sorção de fluídos bucais e interfere com a qualidade do polimento da resina.
Temos obtido excelentes resultados utilizando um polimerizador ( basicamente uma cuba metálica, ampla [com capacidade para duas ou mais prensas] dotada de uma resistência elétrica [700 watts] e termostato) que mantém a temperatura em 70ºc. O volume de água é suficiente para que o aquecimento seja lento e uniforme.
O ciclo lento de polimerização de cerca de 9 horas a 74ºC acrescido de 100ºC por mais uma hora determina uma acrilização de boa qualidade. 
POLIMERIZAÇÃO "ciclo rápido":
* Temperatura ambiente - aquecimento lento até 65°c.: reação exotérmica -
 (temperatura interna atingindo 100°c.);
** Manutenção a 65°c. por 60' - combinação monômero/polímero;
*** Aquecimento até 100°c. em 30';
**** MANUTENÇÃO a 100°c. por 60'- polimerização das porções mais finas; (Anusavice 2005)
***** RESFRIAMENTO LENTO (natural) até temperatura ambiente.
Há necessidade de controle permanente da temperatura, para evitar superaquecimento. O uso de um polimerizador tem a vantagem de manter a temperatura uniforme, durante longo período de tempo (pode ser ligado durante a noite), liberando o técnico ou o profissional, para outros afazeres.
A abertura e desinclusão deve ser cuidadosa para evitar fraturas ou distorções da prótese acabada.
WOEFEL & PAFFENBARGER (1959), verificaram que o valor da deformação linear de processamento, ocorrida na região de molares, é menor do que 0,3 mm. Essa deformação ocorre durante a retirada das próteses dos modelos.
Removida a prótese da mufla, passaremos às fases de acabamento:
Com pontas montada para resina, recortam-se os excessos, tomando o cuidado de não interferir com as bordas da prótese.
Com tiras de lixa fina, montadas em mandril, dá-se acabamento na superfície externa, removendo as ranhuras causadas pela ponta montada.
No torno de polimento, utilizando escova e "pedra pomes", iniciamos o polimento; continuado com escovas mais macias e "branco de Espanha", até o brilho final, com rodas de feltro. Lembramos que não se deve exercer pressão, durante o polimento, para evitar aquecer e queimar a resina.
Um alto grau de polimento é desejável pois, além de eliminar a porosidade superficial da prótese, aumenta o conforto do paciente.
Não utilizar polidores para metal: esses produtos contém solventes, derivados de petróleo, em sua composição, que podem atacar a superfície da resina acrílica.
A prótese terminada deve ser instalada no menor espaço de tempo possível. É uma característica das resinas acrílicas, o fenômeno da sorção. Por outro lado, se a prótese for mantida em ambiente seco, poderá haver perda de água e possíveis alterações dimensionais.
CAPÍTULO IX
Reembasamento - tipos e materiais
Consertos e remontagem
REEMBASAMENTO TIPOS E MATERIAIS
"O reembasamento é o reajuste da base da dentadura, por acréscimo de nova quantidade de material." TAMAKI, T. (1974)
Conceito:
Manobra de finalidade protética, visando aumentar a retenção das próteses à custa de melhor adaptação à superfície de suporte e tecidos subjacentes, bem como na região de selamento periférico.
As manobras de reembasamento são INDICADAS:
Próteses totais IMEDIATAS
Próteses totais MEDIATAS p/ aumento da retenção ou reajustes periódicos da base
Próteses totais ANTIGAS, em fase de substituição, p/ melhora das condições da fibromucosa.
TIPOS DE REEMBASAMENTO
Podemos dividir as manobras de reembasamento em dois grandes grupos:
segundo a sua EXTENSÃO
segundo a sua FINALIDADE
1. Dependendo da sua extensão o reembasamento pode ser:
Reembasamento- TOTAL
Reembasamento- PARCIAL
2. Segundo a sua finalidade podemos dividir as manobras de reembasamento em:
Reembasamento c/ FINALIDADE PROTÉTICA
Reembasamento c/ FINALIDADE TERAPÊUTICA
1. Como o próprio nome indica, o reembasamento total é aquela manobra protética em que se substitui toda a base da dentadura, por novo material. Por outro lado, o reembasamento parcial seria aquele tipo em que a substituição (ou acréscimo) de material, fica restrito a uma área da dentadura. 
2. Reembasamento com finalidade protética, engloba aquelas manobras em que nossa intenção será de melhorar as condições de uma prótese já existente, para aumentar a sua sobre-vida ou fornecer, ao paciente, a prótese antiga em condições de utilização como "prótese de reserva" quando da confecção de novo aparelho.
Já o reembasamento com finalidade terapêutica, envolve manobras de acréscimo ou substituição parcial, visando a melhora das condições de higidez da fibromucosa de revestimento e/ou a oclusão. Nessa situação, a prótese está sendo utilizada como um fator de tratamento e será, inevitavelmente, substituída.
MATERIAIS E TÉCNICAS
Os materiais empregados para reembasamento são:
1- RAAQ
2- RAAT.
3- Pastas para moldagem (pasta ZOE)
4- Materiais resilientes: condicionadores teciduais
 soft liners
1. Resina acrílica ativada quimicamente: É utilizada quando de reembasamento total, ou em reembasamento parcial, imediato e por acréscimo de material.
Desgasta-se a superfície interna da base da prótese, até obter espaço suficiente para o novo material (cerca de 1,5 a 2 mm.), deixando a superfície áspera.
Manipula-se a RAAQ, seguindo as proporções indicadas pelo fabricante e aplica-se, ainda fluida, no interior da base da prótese.
Levada em posição, solicita-se, ao paciente, que feche a boca, verificando a oclusão cêntrica da prótese. 
Como houve desgaste interno e novo acréscimo de material, é muito importante verificar se não houve movimentação da prótese, que possa interferir com a oclusão.
Aguarda-se o início da polimerização da resina (identificada pelo ardor e aumento da temperatura), quando remove-se, com cuidado e lava-se, rapidamente e abundantemente, com água fria, tanto a prótese, quanto a boca do paciente.
A água fria retarda a polimerização da resina, aumentando o tempo de trabalho e permitindo melhor controle por parte do profissional.
Essa manobra deve ser repetida várias vezes para evitar, ou pelo menos diminuir, o desconforto do paciente, ao mesmo tempo que nos permite visualizar e controlar o processo. 
Polimerizado o material, com auxilio de pontas montadas desbastam-se os excessos e procede-se ao polimento das bordas.
Verificam-se: a oclusão e as relações das bordas com os tecidos paraprotéticos.
NOTA- existem, atualmente no mercado, resinas quimicamente ativadas específicas para reembasamento imediato. São resinas modificadas, cuja liberação de calor (reação exotérmica) é bem menor do que nas resinas convencionais. Prestam-se muito bem para aqueles casos
Elen
Elen fez um comentário
tem sim, manda seu email
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KARINE
KARINE fez um comentário
Oi.. Tem como enviar esse arquivo pro meu email?/
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