APOSTILA PRÓTESE TOTAL
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APOSTILA PRÓTESE TOTAL


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esculpida, paulatinamente, através de medidas que se tomavam, com um compasso, diretamente no paciente.
A primeira moldagem de que se tem notícia é atribuída a Pfaff, dentista de "Frederico o Grande", que empregou cera de abelhas como material de moldagem.
Como sabemos, a cera, embora copie as estruturas, é um material instável, que se deforma espontaneamente e de difícil manuseio, pois altera-se ao simples toque. A demanda por próteses provocou um crescente interesse na procura de um material que apresentasse estabilidade dimensional associada à capacidade de moldar fielmente.
Em 1844 Duning utiliza gesso como material de moldagem obtendo resultados animadores. Porém, a técnica de trabalho com gesso é bastante desconfortável, tanto para o paciente como para o profissional. Embora o material apresente boa estabilidade dimensional não permite correções. Fratura-se com facilidade em contato com a saliva e é de difícil separação do modelo em positivo.
Por volta de 1857 Charles Stent, aperfeiçoa um material resinoso, termoplástico, que seria o precursor da godiva.
Os irmãos Greene (1900) aperfeiçoam a godiva e aproveitando-se das características desse material introduzem a técnica das moldagens sucessivas. Os fundamentos dessa técnica são utilizados até os nossos dias.
Hupert Hall (1915-1920), em experiências com o novo material desenvolve a godiva preta, dura, e apresenta uma técnica em que esse material é utilizado como moldeira individual. Baseia-se na necessidade de maior adaptação da moldeira e material de moldagem, aos tecidos a serem moldados.
Entre 1919 e 1928 Campbell e Pendleton aperfeiçoam os métodos existentes utilizando os novos materiais: godiva em lâminas, placas, bastões, de maior ou menor plasticidade.
Renato Prado (1933) apresenta sua técnica. Emprega godiva em lâminas diretamente na moldeira individual.
Com o crescente desenvolvimento das pesquisas e técnicas, procura-se correlacionar a Anatomia, Fisiologia, Biologia e Mecânica. Assim é que, Harris Mc Millan e colaboradores, estudando a anatomia da cavidade oral, demonstram a possibilidade de aproveitamento de maior área de apoio no maxilar e na mandíbula.
Bowen K. Bowen lança mão de regiões como a linha oblíqua externa, a fossa retromolar e papila piriforme como elementos de retenção e estabilidade para a prótese total mandibular.
Esta é a síntese do caminho percorrido até agora. Ainda há muito a se aperfeiçoar. Há novos materiais e, novas técnicas estão em desenvolvimento.
Esperamos que, no futuro, a "prótese total" seja um problema ultrapassado.
Cremos que a pesquisa e os avanços na Odontologia Preventiva, tornarão sua necessidade restrita a casos esporádicos; mais ligados a causas de ordem traumática.
Porém e infelizmente, nos dias atuais, a prótese total ainda é um fator de ordem social e universal.
Julgamos que é possível dar aos nossos pacientes, trabalhos plenamente satisfatórios, desde que não nos deixemos influenciar por conceitos negativos, que julgam a prótese total como um paliativo ineficaz, que não vale nem requer o esforço e o cuidado necessários para executá-la de maneira correta.
\u201cNão será desmerecendo o que se tem, que se conseguirá mais.\u201d
2. Elementos de moldagem
a) Moldeiras: "a moldeira é um recipiente de que nos utilizamos, para levar o material de moldagem aos tecidos bucais e aos dentes e mantê-lo ali, contra eles, até que o material endureça".
Existem no mercado, em vários tamanhos e proporções, que são médias de medidas padrões dos arcos alveolares. Em geral construídas em metal (alumínio ou ligas leves),ou plástico, com uma numeração que identifica seu tamanho (geralmente apresentadas em 3 tamanhos padrões). São as chamadas moldeiras de estoque As moldeiras de estoque variam, no seu desenho, de acordo com o tipo de material de moldagem a que se destinam. Assim sendo, as moldeiras para alginato, apresentam bacia perfurada, ou com retenções internas (para reter o material de moldagem), enquanto que as moldeiras para godiva, apresentam a bacia lisa (sem retenções ou perfurações).
Podem ser confeccionadas especificamente para um caso, geralmente em resina acrílica ou outro material modelavel, são as chamadas moldeiras individuais. Há autores que preconizam metal para construção de moldeiras individuais, porém, torna-se excessivamente trabalhoso em relação ao resultado obtido.
a.1. moldeiras de estoque para a maxila: são moldeiras metálicas, constituídas por um corpo e um cabo. O corpo é formado pela base ou bacia e pelas paredes laterais. Encontradas no comércio em três tamanhos, o exame da boca nos dará a indicação da moldeira a utilizar.
a.2. moldeiras de estoque para a mandíbula: como no caso das moldeiras maxilares, também estas são metálicas, apresentando como diferença fundamental, a bacia dividida em duas porções ou canaletas com espaço para a língua. Encontradas no comércio em três tamanhos, sendo uma série específica para moldagem com godiva em placa, a série desenvolvida por Aldrovandi (A 101, A 103 e A 105), que variam apenas no comprimento da bacia, cuja largura e profundidade é constante.
Encontram-se no mercado as moldeiras desenvolvidas por Tamaki (série TT), para godiva e as moldeiras da série HDR. Estas últimas são apresentadas em versão para godiva e para alginato. Tanto a série TT quanto a série HDR, são moldeiras de estoque para desdentados totais.
De uma maneira geral os materiais de moldagem devem possuir as seguintes características:
Plasticidade: no momento da tomada da impressão - para que possam fluir contra os tecidos, copiando-os sem deformá-los, em seus mínimos detalhes.
Não serem adesivos: para que possamos retirar o molde de posição, sem ferir o paciente, nem lesar os tecidos.
Consistência: para que possa ser manipulado, carregado na moldeira e levado à boca, sem que o material saia de sua posição na moldeira.
Vamos fazer um rápido estudo dos materiais de moldagem mais empregados em prótese total.
Gesso: atualmente está em desuso devido ao advento de outros materiais como a godiva, as pastas zincoeugenólicas e os elastômeros. Deve-se seu abandono às características do próprio material. De tratamento difícil, requer familiaridade com suas propriedades físicas, habilidade em sua espatulação e perfeito controle de seu tempo de presa.
Além desses fatores, requer cuidado quando de sua remoção da boca do paciente, pois sendo um material rijo, pode causar lesões se removido intempestivamente. Sua separação posterior do modelo também é trabalhosa podendo haver fratura do modelo obtido. Embora tenha sido largamente utilizado em prótese parcial e na Ortodontia, seu emprego em prótese total é muito restrito.
Resumindo: embora seja um excelente material de moldagem, seu emprego em prótese total não é justificado frente às dificuldades de trabalho e à fidelidade obtida.
Godiva: devido às suas propriedades termoplásticas, a godiva permite requerimento e plastificações sucessivas, remoldagem e reparos sendo que, esses procedimentos podem ser realizados seccionalmente. O escoamento do material, durante a moldagem, pode ser sujeito a controle. Sua principal qualidade consiste em uma gama de características que permitem, ao operador, levar em consideração as necessidades biomecânicas da moldagem. Outra vantagem reside na possibilidade de testarmos o molde durante as diversas fases de sua obtenção e sempre que alterações ou correções sejam necessárias elas podem ser feitas facilmente.
Pelo estudo das características da godiva, notamos que sua melhor característica consiste em permitir moldagens sucessivas, pois permite requerimento totais, ou por áreas, com remoldagem de regiões determinadas.
Devido a ser um material termoplástico, seu "endurecimento" é progressivo, o que nos permite moldar as estruturas de suporte em sua dinâmica. Podemos, enquanto moldamos, executar ou pedir ao paciente que execute, movimentos musculares com o fito de impressionar, em nosso molde,
Elen
Elen fez um comentário
tem sim, manda seu email
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KARINE
KARINE fez um comentário
Oi.. Tem como enviar esse arquivo pro meu email?/
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