APOSTILA PRÓTESE TOTAL
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APOSTILA PRÓTESE TOTAL


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lavamos o molde e secamos. Vamos verificar sua estabilidade e retenção, executando os testes de tração horizontal e vertical.
* No caso do molde não resistir aos testes, a moldagem deve ser repetida tantas vezes quantas necessárias forem.
ACIDENTES QUE PODEM OCORRER DURANTE A MOLDAGEM
1. Falta de material: quando a falha é pequena e restrita à zona secundária de suporte podemos acrescentar godiva (após o que, flambamos e remoldamos). Quando houver comprometimento do selamento periférico, zona principal de suporte ou da estabilidade da moldagem, esta deve ser totalmente repetida.
2. Excesso de material: remove-se com espátula Le Cron e testa-se.
3. Plastificação insuficiente: o material estando muito rijo o escoamento é prejudicado; há distensão dos tecidos e deformação do campo. É necessário repetir a moldagem.
4. Super-plastificação: o material perde suas características, torna-se adesivo, podendo lesar o paciente. O tempo de trabalho é muito aumentado e há dificuldade no controle do escoamento.
5. Insuficiência de detalhes: quando restrita a pequena área, pode-se reaquecer e remoldar.
6. Dobras, rugas, impressões digitais: geralmente devidas a falta de material ou incorreta plastificação, indicam a necessidade de nova moldagem.
MOLDAGEM ANATÔMICA ou 1ª MOLDAGEM
ALGINATO
A utilização do alginato para esta fase do tratamento se deve ainda pelo aspecto da biossegurança, já que este não requer o uso de equipamento térmico, como é o caso da godiva que possibilita maior chance de infecção cruzada em razão da possibilidade de reutilização do material por sua característica termoplástica.
Como a seqüência de moldagem é muito semelhante ao que já foi abordado, vamos analisar apenas os pontos que diferenciam uma técnica de outra.
1. material necessário:
			moldeira de estoque para a maxila e/ou mandíbula;
			alginato (medidor de pó e de água);
			cuba de borracha e espátula;
			seringa para alginato;
			cera tipo "utilidade";
			espátula Le Cron;
			lâmpada de Hannau ou similar;
2. Posição do paciente e do operador: a cadeira ligeiramente inclinada para trás, o paciente com a cabeça firmemente apoiada no encosto, em posição de repouso (plano de Camper paralelo ao solo). A altura da cadeira deve ser tal que, a boca do paciente fique ao nível do cotovelo do operador.
Posição do operador: 1a fase à direita e à frente
		 2a fase à direita e atrás
3. Seleção da moldeira e técnica de moldagem
a) seleção da moldeira: o exame da boca do paciente nos dará uma indicação precisa da moldeira a utilizar
* De um modo geral, as bordas da moldeira, não devem ser demasiado altas; devem acompanhar os sulcos gêngivo-labial e geniano. Por posterior, ela deve recobrir as tuberosidades do maxilar. Deve ser suficientemente ampla para conter o material de moldagem, havendo um espaço livre de 2 a 3 mm. entre a moldeira e a fibromucosa, espaço esse que será ocupado pelo material de moldagem.
* Nos casos em que não se consegue, dentre as diversas moldeiras, uma que preencha esses requisitos, deve-se construir uma moldeira especial a partir de um modelo obtido, através da moldagem com a moldeira mais próxima do ideal que possuirmos e remoldar.
* As moldeiras para alginato tem bordas finas, que não propiciam boa moldagem nessa região. Com auxílio de cera tipo "utilidade" (encontra-se, no comércio, em forma de rolete, como: "cera periférica" - tipo regular), adaptada às bordas da moldeira, conformamos essa região. Aquecendo, suavemente, a cera, com a lâmpada de Hannau e levando à boca do paciente, adaptamos as bordas da moldeira à dinâmica da região do sulco. 
* Pacientes que apresentam abóbada profunda, tipo ogival, requerem suporte para o alginato, nessa região. Adaptam-se pequenas porções de cera, no centro da moldeira, até obter toque na região mais alta do palato.
* Como o alginato é um material que apresenta alto escoamento, é importante vedar a porção posterior da moldeira, utilizando um rolete de cera , para limitar a saída de material por essa região (pode haver deformação e desajuste das porções mais altas do molde).
b) técnica de moldagem: O alginato é um material hidrófilo, portanto sujeito a contaminação pelos fluidos bucais. Recomenda-se que o paciente enxágüe a boca, com uma solução adstringente, para remover o excesso de mucina da saliva. 
* Espatulado o material, preenche-se a moldeira. O excesso será levado, com auxílio de uma seringa para alginato, a preencher completamente, a região do sulco vestibular. 
* A moldeira carregada é introduzida na boca do paciente, em um único movimento lateral; centralizada em relação ao rebordo, adaptada a este e iniciado o aprofundamento. Neste momento o operador coloca-se à direita e atrás do paciente (quando da moldagem da maxila e à frente, quando da moldagem da mandíbula); com os dedos indicador e médio de ambas as mãos apoiados na moldeira, ao nível de pré-molares, executa o aprofundamento. Deve-se executar uma pressão suave e uniforme de maneira que o aprofundamento dê-se pelo escoamento do material de moldagem e não pela pressão exercida.
Não se deve empurrar a moldeira contra os rebordos e sim acompanhar o escoamento do material de moldagem.
* O alginato é um material de presa química. A moldeira deve ser mantida estática, em posição, até a completa gelificação do material.
* Removemos o molde da boca, rompendo o selamento periférico vestibular. Lava-se, seca-se e examina-se.
* No exame preliminar procuraremos visualizar todas as estruturas anatômicas da região moldada; pode-se fazer um exame comparativo olhando a boca e o molde, região por região.
* Com o auxílio da espátula Le Cron, recortamos os excessos de material da porção posterior e lateral.
Na sequência procede-se à desinfecçaõ do molde, no caso d alginato realiza-se uma lavagem prévia com pagua gessada para remoção de excessos de mucina a seguir lava-se em água corrente , para então aspergir sobre a superfície do molde uma solução de hipoclorito de sódio a 1% (sol. de Milton) mantém-se assim acondicionado em recipiente fechado por cerca de 10 minutos, a seguir lava-se novamente em água corrente para só então proceder-se o vazamento do gesso.
ACIDENTES QUE PODEM OCORRER DURANTE A MOLDAGEM
1. Falta de material: falhas por falta de material (bolhas de ar), comprometem, irremediavelmente o molde de alginato.
2. Excesso de material: remove-se com espátula Le Cron.
3. Insuficiência de detalhes: indica falta de adaptação, espatulação deficiente ou tempo de trabalho muito longo, permitindo o início da gelificação antes do aprofundamento do molde. Repete-se a moldagem.
* Não teste o molde de alginato: corre-se o risco de deslocar o material da moldeira.
"Uma corrente não é mais forte do que seu elo mais fraco".
A moldagem anatômica é a base sobre a qual iremos construir todo o nosso trabalho subsequente. SCHLOSSER, R. (1942)
CAPÍTULO IV
- Modelos para próteses totais completas
- Confecção dos modelos 
- Desenho das moldeiras individuais
- Confecção e ajuste das moldeiras individuais
MODELOS PARA PRÓTESES TOTAIS COMPLETAS
1. Conceito: o modelo para próteses totais vem a ser reprodução, em positivo, do molde obtido através da moldagem.
2. Importância dos modelos: como há uma série de passos, na confecção das próteses totais, que não podem ser executados na boca do paciente e como necessitamos relacionar o nosso trabalho às estruturas bucais, individuais, somos obrigados a moldar essas estruturas, reproduzi-las, para sobre a reprodução (modelo) e em laboratório, adaptarmos nosso trabalho àquelas condições anatomo-fisiológicas do caso.
É elementar que o sucesso de nosso trabalho está intimamente relacionado com o cuidado dispensado a esse passo da confecção de próteses totais.
Por ser, aparentemente, fácil e banal a confecção de modelos, há pouca ou nenhuma atenção às técnicas de manipulação dos materiais,
Elen
Elen fez um comentário
tem sim, manda seu email
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KARINE
KARINE fez um comentário
Oi.. Tem como enviar esse arquivo pro meu email?/
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