Contabilidade Geral   José Jayme Moraes Junior (2013)
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Contabilidade Geral José Jayme Moraes Junior (2013)


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realizadas e despesas incorridas) e ao regime de
competência. A alternativa \u201ce\u201d é a correta.
Já caiu em prova!
(Analista Judiciário\u2013Contadoria\u2013TRF/2R\u20132007\u2013FCC) A Cia.Constelar, nos últimos exercícios, vem atravessando
sérias dificuldades financeiras em função de dois outros concorrentes terem se instalado na mesma região,
disputando um mercado que anteriormente era somente seu, gerando, em seus acionistas, preocupação quanto à
sobrevivência futura da empresa. Apesar desse fato o Diretor Presidente da empresa autoriza o reconhecimento
após resultados de valores recebidos por serviços a serem executados no período seguinte. Esse procedimento
contraria o disposto no Princípio Contábil estabelecido pelas Normas Brasileiras da Contabilidade:
a) da tempestividade.
b) do denominador monetário.
c) da materialidade.
d) da competência.
e) do custo como base de valor.
Se os serviços somente serão executados no exercício seguinte, pelo princípio da
competência, independentemente de recebimento, o fato gerador dessa receita só ocorre
no exercício seguinte.
Portanto, se a empresa está reconhecendo esta receita no período atual, contrariou o
princípio da competência. A alternativa \u201cd\u201d é a correta.
1.1.5.6. Princípio da Prudência
O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes
do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas
igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o
patrimônio líquido.
A prudência deve ser observada quando, existindo um ativo ou um passivo já escriturados
por determinados valores, segundo o Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL,
surge dúvida sobre a correção deles. Havendo formas alternativas de se calcularem os novos
valores, deve-se optar sempre pelo que for menor do que o inicial, no caso de ativos, e
maior, no caso de componentes patrimoniais integrantes do passivo. A provisão para
créditos de liquidação duvidosa constitui exemplo da aplicação do Princípio da
PRUDÊNCIA, pois sua constituição determina o ajuste, para menos, de valor decorrente de
transações com o mundo exterior, das duplicatas ou de contas a receber. A escolha não está
no reconhecimento ou não da provisão, indispensável sempre que houver risco de não
recebimento de alguma parcela, mas, sim, no cálculo do seu montante.
O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício
dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de
que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam
subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação
dos componentes patrimoniais.
A equação fundamental do patrimônio é definida conforme abaixo:
Ativo = Patrimônio Líquido + Passivo; ou
Patrimônio Líquido = Ativo \u2013 Passivo
Portanto, para aplicar a prudência, a empresa deve adotar a hipótese de menor
patrimônio líquido (menor ativo e maior passivo). A empresa deve ser prudente (Rs).
Suponha que uma empresa tenha valores a receber de seus clientes (direitos) no valor de
R$ 100.000,00. Suponha ainda que, tradicionalmente, 10% dos clientes não pagam a
empresa ou atrasam o pagamento por muito tempo.
Para a empresa ser \u201cprudente\u201d, ela deve registrar uma \u201cperda estimada com créditos de
liquidação duvidosa\u201d no valor de R$ 10.000,00 (10% x R$ 100.000,00). Essa perda estimada
reduzirá o valor de seus direitos (ativos).
Entretanto, o exercício da prudência não permite, por exemplo, a criação de reservas
ocultas ou provisões excessivas, a subavaliação deliberada de ativos ou receitas, a
superavaliação deliberada de passivos ou despesas, pois as demonstrações contábeis
deixariam de ser neutras e, portanto, não seriam confiáveis. As demonstrações devem
refletir a realidade. Não vamos inventar para sonegar a Receita Federal, por exemplo. Isso
não é prudente (Rs)!
Já caiu em prova!
(TRF-2003-Esaf) Com relação aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, assinale a opção incorreta.
a) O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior, para os
do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações
patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido.
b) O Princípio da PRUDÊNCIA impõe a escolha da hipótese de que resulte menor Patrimônio Líquido, quando se
apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais Princípios Fundamentais de Contabilidade.
c) O Princípio da PRUDÊNCIA somente se aplica às mutações posteriores, constituindo-se ordenamento
indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA.
d) A aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA ganha ênfase quando, para definição dos valores relativos às variações
patrimoniais, devem ser feitas estimativas que envolvem incertezas de grau variável.
e) O Princípio da PRUDÊNCIA refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do
patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta,
independentemente das causas que originaram o registro.
I \u2013 Análise das alternativas (a questão pede a alternativa incorreta):
a) O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os
componentes do ATIVO e do maior, para os do PASSIVO, sempre que se apresentem
alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que
alterem o Patrimônio Líquido.
b) O Princípio da PRUDÊNCIA impõe a escolha da hipótese de que resulte menor
Patrimônio Líquido, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos
demais Princípios Fundamentais de Contabilidade.
c) O Princípio da PRUDÊNCIA somente se aplica às mutações posteriores, constituindo-
se ordenamento indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA.
d) A aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA ganha ênfase quando, para definição dos
valores relativos às variações patrimoniais, devem ser feitas estimativas que envolvem
incertezas de grau variável.
Repare que as alternativas de \u201ca\u201d a \u201cd\u201d estão de acordo com os conceitos estudados
sobre o princípio da prudência. Portanto, estão todas corretas.
Agora, verifique a alternativa \u201ce\u201d: O Princípio da PRUDÊNCIA refere-se,
simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas
mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta,
independentemente das causas que originaram o registro.
Este não é princípio de prudência e sim o princípio da oportunidade. Atenção! Lembre
sempre das \u201cpalavras-chave\u201d para o princípio da oportunidade: tempestividade e
integridade. Portanto, a resposta da questão é a alternativa \u201ce\u201d (a única incorreta).
Já caiu em prova!
(Técnico Judiciário-Área Administrativa-Especialidade Contabilidade-TRE/PI-2009-FCC) De acordo com o Princípio
da Prudência, a contabilidade deve adotar, dentre os critérios válidos, aquele que resulta no:
a) menor valor para os Passivos.
b) menor valor para os Ativos.
c) menor valor para as perdas.
d) maior valor para o Patrimônio Líquido.
e) maior valor para as Receitas.
Princípio da Prudência:
\u2013 Menor valor para o Ativo; e
\u2013 Maior valor para o Passivo.
A alternativa \u201cb\u201d é a correta.
1.1.6. Importante para a Prova
Estrutura Conceitual Básica
Objetivo do Relatório Contábil-Financeiro de Propósito Geral: fornecer informações
contábil-financeiras acerca da entidade que reporta tal informação (reporting entity) que
sejam úteis a investidores existentes e investidores em potencial, a credores por empréstimos
e a outros credores, tendo em vista que o processo de tomada de decisão desses usuários está
diretamente ligado ao fornecimento de recursos para a entidade.
Usuários da Informação
Usuários: Investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em
potencial (denominados de usuários primários dos relatórios