Contabilidade Geral   José Jayme Moraes Junior (2013)
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Contabilidade Geral José Jayme Moraes Junior (2013)


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(de uso próprio) 15.000,00
Terrenos (de uso próprio) 20.000,00
Máquinas e Equipamentos (de uso próprio) 800.000,00
Depreciação Acumulada (525.000,00)
Intangível
Marcas e Patentes 2.000,00
Amortização Acumulada (1.800,00)
Ativo Não Circulante 802.300,00
A alternativa \u201cc\u201d é a correta.
4.1.4. Passivo Contingente
Passivo contingente é:
\u2013 uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada
apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente
sob controle da entidade; ou
\u2013 uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida
porque:
\u2013 não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja
exigida para liquidar a obrigação; ou
\u2013 o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade.
Ou seja, os passivos contingentes ou contingências passivas são caracterizados como
possíveis para não prováveis saídas de recursos (a probabilidade maior é que não ocorra a
saída de recursos).
Passivos contingentes não são reconhecidos como passivo porque são:
\u2013 obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma
obrigação presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam
benefícios econômicos; ou
\u2013 obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento (porque não é
provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios
econômicos para liquidar a obrigação, ou não pode ser feita uma estimativa
suficientemente confiável do valor da obrigação).
Portanto, passivos contingentes não são reconhecidos, bastando a sua divulgação em
notas explicativas.
Provisões são contabilizadas, passivos contingentes não.
Probabilidade de ocorrência do desembolso Tratamento contábil
Obrigação presente
provável
Mensurável por meio de estimativa confiável Uma provisão é reconhecida e é divulgado em notas
explicativas
Não mensurável por inexistência de estimativa
confiável
Divulgação em notas explicativas (passivo contingente)
Possível (mais provável que não tenha saída de recursos do que sim) Divulgação em notas explicativas (passivo contingente)
Remota Não divulga em notas explicativas
Já caiu em prova!
(Analista de Controle Interno-Cargo 10-Ministério Público da União\u20132010-Cespe) Na hipótese de ocorrência de um
desembolso, cujo valor não for mensurável, a obrigação é classificada como provável e deve ser reconhecida e
registrada no balanço patrimonial.
O valor do desembolso deve ser mensurável por meio de estimativa confiável para que a
provisão do passivo (obrigação) seja reconhecida no balanço patrimonial. No caso do item,
temos um passivo contingente, que será registrado somente em notas explicativas. O item
está errado.
4.1.5. Ativo Contingente
Os ativos contingentes surgem normalmente de evento não planejado ou de outros não
esperados que dão origem à possibilidade de entrada de benefícios econômicos para a
entidade.
Exemplo: Reivindicação que a entidade esteja reclamando por meio de processos legais,
em que o desfecho seja incerto.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, uma vez que
pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser realizado.
Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa, então o ativo relacionado
não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é adequado.
O ativo contingente é divulgado quando for provável a entrada de benefícios econômicos.
Os ativos contingentes são avaliados periodicamente para garantir que os
desenvolvimentos sejam apropriadamente refletidos nas demonstrações contábeis.
Se for praticamente certo que ocorrerá uma entrada de benefícios econômicos, o ativo e o
correspondente ganho são reconhecidos nas demonstrações contábeis do período em que
ocorrer a mudança de estimativa. Se a entrada de benefícios econômicos se tornar provável,
a entidade divulga o ativo contingente.
Probabilidade de Ocorrência de Entrada de
Recursos
Tratamento Contábil
Praticamente certa O ativo não é contingente, um ativo é reconhecido.
Provável, mas não praticamente certa Nenhum ativo é reconhecido, mas existe a divulgação em notas explicativas (ativo
contingente).
Não é provável Nenhum ativo é reconhecido e não divulga em notas explicativas.
4.2. Depreciação, Amortização e Exaustão
4.2.1. Critérios de Avaliação e Baixas das contas do Ativo \u2013 Imobilizado e Intangível
De acordo com os incisos V e VI do art. 183 da Lei no 6.404/1976,
\u2013 os direitos classificados no imobilizado serão avaliados pelo custo de aquisição, deduzido
do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão; e
\u2013 os direitos classificados no intangível serão avaliados pelo custo incorrido na aquisição
deduzido do saldo da respectiva conta de amortização.
4.2.2. Depreciação
A depreciação é a alocação sistemática do valor depreciável de um ativo ao longo da sua
vida útil.
Ou seja, a depreciação consiste em considerar, como despesa ou custo do período, uma
parte do valor gasto na compra de bens de consumo durável utilizados nas atividades da
empresa. Estes bens serão depreciados ao longo de sua vida útil, de modo que o valor gasto
na sua aquisição seja considerado despesa ao longo dos anos de sua utilização.
Lançamento:
Despesas ou Encargos de Depreciação (Despesa)
a Depreciação Acumulada (Ativo Não Circulante \u2013 Imobilizado \u2013 Retificadora)
\u2013 Causas: desgaste pelo uso, ação da natureza ou obsolescência;
\u2013 Alcança bens materiais (tangíveis) classificados no \u201cAtivo Não Circulante Imobilizado\u201d;
\u2013 O bem poderá ser depreciado a partir da data em que for instalado, colocado em serviço
ou esteja em condições de produzir, independentemente do dia do mês, ou seja, conta-se
o primeiro mês integralmente, qualquer que seja o dia;
\u2013 Taxa de Depreciação = 1/Vida Útil do Bem (Depreciação Linear, por Quotas Constantes
ou em Linha Reta);
\u2013 As taxas anuais de depreciação normalmente admitidas pela Legislação Fiscal para uso
normal de bens em turno de oito horas diárias são:
Vida Útil Taxa Anual de Depreciação
Edifícios 25 anos 4%
Máquinas e Equipamentos 10 anos 10%
Instalações 10 anos 10%
Móveis e Utensílios 10 anos 10%
Veículos 5 anos 20%
Bens de Informática 5 anos 20%
Exemplos (considerando que os bens são utilizados por um período normal de 8 horas
diárias):
Veículos: Vida Útil = 5 anos
 Taxa de Depreciação = 1/5 anos = 20% ao ano
Imóveis: Vida Útil = 25 anos
 Taxa de Depreciação = 1/25 anos = 4% ao ano
Máquinas e Equipamentos = 10 anos
 Taxa de Depreciação = 1/10 anos = 10% ao ano
\u2013 Vedações à depreciação de acordo com a Legislação do Imposto de Renda:
I \u2013 Terrenos, salvo em relação a benfeitorias e construções;
II \u2013 Bens que aumentam de valor com o tempo, como antiguidades e obras de arte;
III \u2013 Bens para os quais sejam registradas cotas de amortização ou exaustão; e
IV \u2013 Bens móveis ou imóveis que não estejam intrinsecamente relacionados à produção ou
comercialização de bens e serviços e bens imóveis não alugados.
\u2013 Edificações: o valor das edificações deve estar destacado do valor do custo de aquisição do
terreno, admitindo-se o destaque baseado em laudo pericial.
\u2013 Valor Residual: valor provável da realização do bem após ser totalmente depreciado. Caso
o valor residual seja diferente de ZERO, deverá ser subtraído do valor do custo de
aquisição do bem a ser depreciado. Este resultado é que servirá de base de cálculo para a
taxa de depreciação.
\u2013 Valor Contábil do Bem: corresponde à diferença entre o custo de aquisição do bem e a
depreciação acumulada.
Valor Contábil = Custo de Aquisição \u2013 Depreciação Acumulada
Nota: Projetos florestais destinados à exploração de seus frutos também são passíveis de
depreciação. Exemplo: Pomares \u2013 depreciação inicia a partir do momento em que se
encontram em condições de produzir (colheita).