DESAFIOS DO DIREITO INTERNACIONAL CONTEMPORANEOal000135
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202
9. Hierarquia entre Tratados e Leis .......................................204
Desafios para a Efetiva Proteção Internacional dos
Direitos Humanos .........................................................................207
Antônio Augusto Cançado Trindade
I. Introdução ..................................................................................207
1. O Direito Internacional dos Direitos
Humanos frente a Desafios Sucessivos neste
Início do Século XXI ..................................................... 207
II. Os Traços Essenciais do Direito Internacional
dos Direitos Humanos........................................................ 210
III. A Necessidade de Superação das
Contradições ......................................................................219
IV. A Projeção do Sofrimento Humano e a
Centralidade das Vítimas no Direito
Internacional dos Direitos Humanos ..................................232
V. A Emancipação do Ser Humano vis-à-vis o
próprio Estado: O ser humano como sujeito do
Direito Internacional dos Direitos Humanos ......................242
2. Atribuição de Deveres ao Ser Humano diretamente
pelo Direito Internacional ............................................. 262
3. Capacidade Jurídica Internacional do Ser Humano ...... 266
VI. O Direito Internacional dos Direitos Humanos e a
Consciência Jurídica Universal ......................................... 278
VII. Reflexões Finais ................................................................289
Indicações Bibliográficas Seletivas ...........................................303
PARTE 2 - DEBATES .....................................................................323
A ONU e o Direito Internacional Contemporâneo ......................325
Wagner Menezes
Pensar Justiça Internacional no Debate sobre a
Reforma da ONU............................................................................343
Tarcisio Dal Maso Jardim
Taxa de Câmbio e Controvérsias Comerciais Internacionais ...363
Fernando Luiz de Lacerda Messere
Solução de Controvérsias Comerciais Internacionais .............. 373
Haroldo de Macedo Ribeiro
O Novo § 3º do Artigo 5º da Constituição e sua Eficácia ..........379
Valério de Oliveira Mazzuoli
Anotações sobre Atos Internacionais ......................................... 413
José Vicente da Silva Lessa
Atualização do Direito dos Tratados ...........................................427
Patrick Petiot
Direito Internacional dos Direitos Humanos ..............................433
Haroldo Valladão Filho
Parte 3 - MESA REDONDA ........................................................... 441
O currículo de Direito Internacional Público nas
Instituições Brasileiras de Ensino Superior ....................................443
ABERTURA
11
Mestre de Cerimônias: Senhoras e Senhores, muito bom dia.
Vamos convidar para compor a Mesa da Sessão de Abertura, o Ministro
de Estado, interino, das Relações Exteriores, Embaixador Samuel Pinheiro
Guimarães; o Embaixador Almir Franco de Sá Barbuda, Subsecretário-
Geral do Serviço Exterior do Ministério das Relações Exteriores; o
Embaixador Fernando Guimarães Reis, Diretor do Instituto Rio Branco;
o Ministro Carlos Henrique Cardin, Diretor do Instituto de Pesquisas de
Relações Internacionais; e o Professor Antonio Paulo Cachapuz de
Medeiros, Consultor Jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Com
a palavra o Professor Antonio Paulo Cachapuz de Medeiros, Consultor
Jurídico do Ministério das Relações Exteriores.
Antonio Paulo Cachapuz de Medeiros \u2013 Consultor Jurídico
do Ministério das Relações Exteriores: Excelentíssimo Senhor Ministro
de Estado, interino, das Relações Exteriores, Embaixador Samuel Pinheiro
Guimarães; Excelentíssimo Senhor Embaixador Almir Franco de Sá
Barbuda, Subsecretário-Geral do Serviço Exterior; Excelentíssimo Senhor
Diretor do Instituto Rio Branco, Embaixador Fernando Guimarães Reis;
Excelentíssimo Senhor Diretor do Instituto de Pesquisas de Relações
Internacionais, Ministro Carlos Henrique Cardin; Excelentíssimo Professor
Antonio Augusto Cançado Trindade, Ex-presidente e Juiz da Corte
Interamericana de Direitos Humanos; Senhores Embaixadores,
Conferencistas e Debatedores; Senhores Membros do Corpo Diplomático
Estrangeiro; Senhores Diplomatas; Senhores Professores e Alunos do
Instituto Rio Branco; Senhores Professores e Alunos de numerosas
Instituições de Ensino; Senhora Procuradora Regional da União; Senhoras
e Senhores.
O debate de temas importantes do Direito Internacional Público
é de indiscutível importância para a Diplomacia Brasileira, para o Instituto
Sessão de Abertura
JORNADAS DE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO NO ITAMARATY
12
Rio Branco e para aqueles que lidam com a Ciência Jurídica, seja em
atividades legislativas, forenses, ou acadêmicas. A sociedade global dos
nossos dias permitiu um desenvolvimento sem precedentes do Direito
Internacional. A marcha de processos de integração, por razões econômicas,
políticas, estratégicas ou culturais, e que resultam em formas de
solidariedade e de cooperação qualificadas, como as representadas pela
União Européia e pelo Mercosul, renovou, dinamizou e popularizou o
Direito Internacional.
Por outro lado, o Direito Internacional deixou de ser apenas um
direito das relações bilaterais ou multilaterais entre os Estados, para se
tornar em um direito cada vez mais presente nos organismos internacionais.
O Direito Internacional, ademais, passou a extravasar o âmbito das relações
entre os Estados e penetrou em quaisquer matérias relativas, tanto ao Direito
Interno, como ao próprio contexto das relações internacionais.
No plano do Direito Interno, o Direito Internacional assumiu
tarefas de regulamentação e de solução de problemas, como os problemas
relativos à saúde, ao trabalho e ao meio-ambiente. Acima de tudo, o Direito
Internacional ganhou uma face humanizadora com o nascimento do Direito
Internacional dos Direitos Humanos, notadamente com uma arquitetura
normativa de proteção de direitos, nascida com o advento da Carta das
Nações Unidas, desenvolvendo-se com a Declaração Universal dos Direitos
do Homem e com os inúmeros Tratados Internacionais de Proteção aos
Direitos Humanos surgidos no cenário internacional após esse período.
Uma característica que se destaca também nesse desenvolvimento
histórico é a codificação do Direito Internacional, merecendo destaque o
que prescreve o Artigo 13, Parágrafo 1º, alínea (a) da Carta da ONU,
segundo o qual um dos propósitos das Nações Unidas é o de \u201cincentivar
o desenvolvimento progressivo do Direito Internacional e a sua
codificação\u201d. Para a realização de tais finalidades, a ONU tem impulsionado
os trabalhos das suas Comissões de Direito Internacional, de Direito do
Comércio Internacional e de Direitos Humanos. Vários são os textos
internacionais contemporâneos, concluídos sob os auspícios de tais
comissões, como as grandes convenções modernas de Direito Internacional
Público, de Direito Internacional de Direitos Humanos e de Direito
Internacional Privado.
SESSÃO DE ABERTURA
13
Por último, cabe destacar a jurisdicionalização do Direito
Internacional contemporâneo. Na medida em que se desenvolvem as Regras
de Proteção do Direito Internacional de Direitos Humanos, avulta a criação
de Tribunais Internacionais de variada natureza. Cada vez mais, procura-
se superar os regimes das cláusulas facultativas rumo à institucionalização
e imposição da jurisdição internacional obrigatória. O Brasil, por exemplo,
reconheceu recentemente a competência obrigatória da Corte
Interamericana de Direitos Humanos e emendou a sua Constituição para
aceitar a jurisdição do Tribunal Penal Internacional. Esses pontos que,
entre muitos outros, evidenciam a expansão e o relevo do Direito
Internacional, conduzem também à necessidade de atualização do
conhecimento de seus institutos.
Esse evento,