Mapeamentos para a conservação e recuperação da biodiversidade na Mata Atlântica
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Mapeamentos para a conservação e recuperação da biodiversidade na Mata Atlântica


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Responsável técnico: Fundação Biodiversitas. 
Atores envolvidos: Secretaria de Estado de Meio 
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Insti-
tuto Estadual de Florestas; Instituto Mineiro de 
Gestão das Águas; Fundação Estadual de Meio 
Ambiente; CI-Brasil; Cia. Vale do Rio Doce; Iba-
ma. Mais de 130 especialistas participaram do 
workshop de definição das áreas prioritárias, re-
presentando dezenas de instituições de pesquisa, 
universidades e empresas com atuação no estado. 
Financiamento: Secretaria de Estado de Meio 
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SE-
MAD-MG) e Cia. Vale do Rio Doce. 
Objetivo	 do	 projeto:	 identificar e delimitar as 
áreas prioritárias para a conservação da biodiver-
sidade nos diferentes biomas abrangidos pelo es-
tado de Minas Gerais. 
Metodologia:
Abrangência do estudo: estado de Minas Gerais.
Procedimentos: uma etapa preparatória de le-
vantamento, atualização e sistematização das in-
formações bióticas e abióticas, seguida por uma 
etapa de consulta ampla à comunidade científica, 
instituições de pesquisa e órgãos gestores para in-
dicação e/ou validação das áreas candidatas. Por 
fim, foi realizado um workshop para a definição e 
delimitação das áreas prioritárias, seguindo me-
todologia padrão dos workshops realizados no fi-
nal da década de 1990, que consiste em separar os 
participantes pelas suas especialidades e solicitar 
que delimitem manualmente em mapas impressos 
os limites das áreas consideradas prioritárias para 
seus grupos temáticos, segundo critérios defini-
dos. Após esse primeiro exercício, os participan-
tes se reorganizam em grupos regionais e delimi-
tam as áreas prioritárias a partir da sobreposição 
dos mapas indicados pelos grupos temáticos.
Critérios para priorização: riqueza total de espé-
cies; riqueza de espécies endêmicas, ameaçadas e 
raras; presença de espécies com lacuna de prote-
ção; presença de espécie de distribuição restrita à 
área proposta; presença de ambiente único no es-
tado; ocorrência de fenômeno biológico especial; 
presença de remanescente de vegetação significa-
tivo; grau de conservação da área; grau de ameaça 
da área.
Descrição geral dos resultados:
Número de áreas: 112 áreas no estado, sendo 59 
na Mata Atlântica mineira e uma em região de 
transição entre os principais biomas no estado - 
Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.
Níveis de priorização: cinco níveis: importância 
biológica especial; importância biológica extre-
ma; importância biológica muito alta; importân-
cia biológica alta; importância biológica potencial. 
Avaliação crítica:
Fortalezas e fraquezas: o processo participativo 
que levou à elaboração do mapa de áreas priori-
tárias produziu uma base de dados sobre a biodi-
versidade no estado que vem sendo utilizada em 
outras iniciativas de planejamento de conserva-
ção, como a elaboração da lista de espécies amea-
çadas e a formatação do Programa Biota Minas, 
uma iniciativa da Secretaria Estadual de Ciência e 
Tecnologia. Uma das virtudes da iniciativa foi ter 
trazido para a discussão alguns representantes do 
setor produtivo, como a Cia. Vale do Rio Doce, 
e de áreas socioeconômicas. Outro diferencial foi 
 106 Mapeamentos para a Conservação e Recuperação da Biodiversidade na Mata Atlântica Brasileira
ter procurado identificar áreas prioritárias para 
ambientes aquáticos, delimitando e categorizando 
rios prioritários para conservação em função de 
sua importância biológica. A iniciativa possui as 
mesmas fraquezas listadas para os exercícios de 
identificação de áreas prioritárias do final da déca-
da de 1990, tais como a subjetividade na indicação 
e delimitação das áreas, a dependência de infor-
mações não-publicadas e a baixa replicabilidade 
do conjunto do processo decisório.
Grau de implantação dos resultados: o mapa final 
de áreas prioritárias para conservação em Minas 
Gerais tornou-se instrumento oficial de políticas 
públicas no estado. Algumas unidades de conser-
vação de proteção integral foram criadas pelo go-
verno do estado a partir de indicações do mapa de 
áreas prioritárias. Porém, fora da Semad-MG, o 
mapa de áreas prioritárias pouco vem sendo utili-
zado para o planejamento das ações do governo, 
exceção feita à sua consulta quando da elaboração 
do zoneamento ecológico-econômico de Minas 
Gerais.
 107Mapeamentos para a Conservação e Recuperação da Biodiversidade na Mata Atlântica Brasileira
Áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade em Minas Gerais \u2013 2005
 108 Mapeamentos para a Conservação e Recuperação da Biodiversidade na Mata Atlântica Brasileira
2.10. Áreas prioritárias para a conservação da 
biodiversidade no Espírito Santo \u2013 2005
Caracterização geral
O estado do Espírito Santo iniciou o processo de 
identificação de suas áreas prioritárias na sequên-
cia do exercício realizado em Minas Gerais. Para 
isso, contou com o apoio do Fundo de Parceria 
para Ecossistemas Críticos (CEPF), que financiou 
o projeto Conservação da Biodiversidade da Mata 
Atlântica do Espírito Santo, coordenado pelo Ins-
tituto de Pesquisas da Mata Atlântica (Ipema). O 
projeto possui três componentes: diagnóstico das 
unidades de conservação no estado, elaboração da 
lista de espécies ameaçadas de extinção do Espíri-
to Santo e definição das áreas e ações prioritárias 
para a conservação. O componente de áreas prio-
ritárias se iniciou em 2004, tendo sido realizado o 
workshop com especialistas em 2005.
Fonte da divulgação dos resultados: Ipema. 
2011. Áreas e ações prioritárias para a conser-
vação da biodiversidade no estado do Espírito 
Santo. Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica, 
Vitória, ES. 64p.
Responsável técnico: Ipema, com apoio da CI-
-Brasil e da Secretaria de Meio Ambiente e Recur-
sos Hídricos (Seama).
Atores envolvidos: técnicos do Ipema, de univer-
sidades e centros de pesquisa, de ONGs, do Insti-
tuto Estadual do Meio Ambiente e de empresas.
Financiamento: Fundo de Parceria para Ecossis-
temas Críticos (CEPF)
Objetivo	 do	 projeto:	 \u201cIdentificar áreas e ações 
prioritárias para conservação da biodiversidade 
com base em critérios de importância biológica, 
física, socioeconômica e integridade dos ecossis-
temas\u201d (Ipema, 2011).
Metodologia:
Abrangência do estudo: estado do Espírito Santo.
Procedimentos: seguindo procedimento seme-
lhante aos adotados nos workshops de áreas prio-
ritárias do final da década de 1990 e início da 
década de 2000, a equipe executora elaborou o 
estudo em quatro etapas. Uma primeira etapa, de 
caráter preparatório, ocupou-se da compilação e 
sistematização das informações biológicas, físicas, 
sociais e econômicas em uma base de dados. A se-
gunda etapa consistiu de um seminário no qual 
especialistas se organizaram em grupos temáticos 
e examinaram a informação espacial sobre espé-
cies ameaçadas e áreas de elevada biodiversidade, 
delimitando polígonos prioritários com base na 
sobreposição da informação dos diversos grupos. 
Um mapa-síntese foi produzido como resultado 
dessa sobreposição e do consenso entre os grupos. 
A terceira etapa foi de análise e processamento, 
seguida pela etapa de divulgação e acompanha-
mento da implantação dos resultados do estudo.
Critérios para priorização: grau de endemismo, 
riqueza de espécies raras e/ou ameaçadas, ocor-
rência de fenômenos biológicos ou processos 
ecológicos especiais, presença de remanescentes 
representativos de vegetação nativa. O nível de 
priorização de uma determinada área foi definido 
de acordo com o número de indicações recebidas 
em cada grupo temático.
Descrição geral dos resultados:
Número de áreas: 28
Níveis de priorização: as áreas prioritárias foram 
definidas como de extrema prioridade (13 áreas), 
muito alta prioridade (4 áreas) e alta prioridade 
(11 áreas).
Avaliação crítica:
Fortalezas e fraquezas: a iniciativa executada pelo 
Ipema