Fisiologia Renal
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Fisiologia Renal


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RENAL 
Resumo \u2013 Alberto Galdino LoL 
Sistema-Tampão do Bicarbonato: 
É o tampão extracelular mais potente. 
O sistema-tampão do Bicarbonato consiste em solução aquosa contendo dois ingredientes: 
\uf0fc Um ácido fraco: H2CO3 
\uf0fc Um sal Bicarbonato, como o NaHCO3 
-anidrase carbônica 
-Enzima presente nas células alveolares 
pulmonares, células tubulares renais, hemácias. 
 
Tampão Bicarbonato NaHCO3 (sal Bicarbonato de Sódio) 
 
 
Considerando-se todo o sistema: 
 
 
 
Adicionando-se ácido forte, ex: HCl eu desvio a equação para a esquerda, adicionando-se base 
forte (NaOH), a equação é desviada para a direita. 
 
 
 
Sistema-Tampão Fosfato: 
Embora o sistema-tampão fosfato não seja importante como tampão do líquido extracelular, 
ele tem papel importante no tamponamento do líquido tubular renal e dos líquidos 
intracelulares. 
Os principais elementos são H2PO4
- e HPO4
-. Ao acrescentar ácido forte como HCl à mistura 
dessas duas substâncias, o hidrogênio é aceito pela base HPO4
=, é convertido em H2PO4
-. 
 
 
Importante tampão nos líquidos intracelulares visto ser a concentração de fosfatos nestes 
líquidos maior que no LEC. 
 
\uf0e0REGULAÇÃO RESPIRATÓRIA DO BALANÇO ÁCIDO-BÁSICO 
É o controle da concentração de CO2 do LEC pelos pulmões que por sua vez diminui a 
concentração de íons H+. O CO2 é produzido constantemente pelas células devido aos 
processos metabólicos, se difunde das células para os líquidos intersticiais e daí para o sangue, 
onde é levado aos pulmões para ser trocado e eliminado na atmosfera. 
 Em média existem 1,2 mmol/l CO2 dissolvidos no LEC, o que corresponde a PCO2 
de 40 mmHg. Se a produção de CO2 aumentar eleva a PCO2, se ocorrer redução metabólica 
a PCO2 diminui. O aumento da concentração dos íons H
+ estimula a ventilação alveolar. 
 Sistema de feedback negativo, eficiência de 50 a 75%, resposta observada em 3 a 15 
min. Se a produção metabólica de CO2 permanecer constante o único outro fator capaz de 
afetar a PCO2 é a ventilação alveolar. Quanto mais alta a ventilação alveolar, menor PCO2 e 
quanto menor a ventilação alveolar maior a PCO2. 
 
Controle Químico da Respiração: O objetivo final da respiração: manutenção dos níveis de O2, 
CO2 e H
+ nos tecidos. O excesso de CO2 e H
+ no sangue exerce ação direta no centro 
respiratório, intensificando os sinais motores tanto inspiratórios como expiratórios (músculos). 
O2 não exerce efeito direto (atua em quimiorreceptores periféricos - corpos carotídeos e 
aórticos); níveis de pO2 < 70 mmHg (60 para 30). Resposta dos neurônios quimiossensíveis aos 
íons H+, que não atravessam facilmente a barreira hematoencefálica. 
 
FISIOLOGIA RENAL 
Resumo \u2013 Alberto Galdino LoL 
Efeito do CO2 sangüíneo sobre a estimulação da área quimiossensível: 
 
 
O efeito estimulador do CO2 é diminuído após 1 a 2 dias (intenso nas primeiras horas declina 
gradualmente, diminuindo 1/5 efeito inicial). 
 A capacidade global de tamponamento do sistema respiratório é 1 a 2 vezes maior que 
os tampões químicos. Anormalidades respiratórias podem causar mudanças nas 
concentrações de íons H+, levando a acidose respiratória. 
 
\uf0e0CONTROLE RENAL DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO 
Os rins controlam o balanço ácido-básico ao excretar urina ácida ou básica. A excreção de 
urina ácida reduz a quantidade de ácido no líquido extracelular, enquanto a excreção de urina 
básica remove base do líquido extracelular. 
Os rins desempenham papel chave na regulação dos íons H+. 
Os rins impedem a perda de Bicarbonato na urina, cerca de 4320 mEq de Bicarbonato por dia 
são filtrados em condições normais, e quase todo ele é reabsorvido. 
Os 80 mEq de ácidos não voláteis produzidos diariamente principalmente a partir do 
metabolismo das proteínas são excretados pelos rins. 
Cerca de 4400 (4320 + 80) mEq de íons H+ devem ser secretados diariamente no líquido 
tubular. Na alcalose ocorre a redução dos íons H+ do LEC, os rins são incapazes de reabsorver 
todo o HCO3
- filtrado, aumentando assim a excreção de HCO3
-, esta perda de HCO3
- eqüivale a 
adicionar íons H+ ao LEC. 
Na acidose os rins não excretam HCO3
- na urina, mas reabsorvem todo o HCO3
- filtrado e 
produzem novo HCO3
-, que é devolvido ao LEC. Os íons H+ não são em sua maior parte 
excretados como íons livres, mas sim em combinação com outros tampões urinários como o 
fosfato e a amônia. Os rins controlam a concentração de íons H+ do LEC através de 
3 mecanismos básicos: 
 
\uf0b7 Secreção de íons H+ 
\uf0b7 Reabsorção dos íons HCO3
- filtrados 
\uf0b7 Produção de novos íons HCO3
-. 
 
 A secreção de íons H+ e reabsorção de Bicarbonato ocorrem em 
todas as partes dos túbulos, exceto nos ramos delgados descendente e 
ascendente da alça de Henle, mas cerca de 80 a 90% ocorre no Tubulo 
Contorcido Proximal. 
 A cada Bicarbonato reabsorvido, é necessária a secreção de um 
íon H+. 
 As células epiteliais do túbulo proximal, segmento espesso da alça 
de Henle e túbulo distal secretam íons H+ através do contratransporte de 
Na+,H+. 
 Íons HCO3
- são titulados com os íons H+ nos túbulos. 
 No excesso de íons HCO3
 - em relação aos íons H+ (alcalose 
metabólica), o excesso de íons HCO3 
- não podem ser reabsorvidos e então 
são excretados na urina. 
 Na acidose o excesso de íons H+, provoca a reabsorção completa 
de íons HCO3
- enquanto que o excesso de íons H+ passa para a urina 
(tamponados pelos íons fosfatos e amônia e excretados como sais). 
 Células intercaladas no túbulo distal final e coletor secretam íons H+ por transporte 
ativo primário. 
 Bomba ativa é responsável por 5% do total de íons H+ secretados, mecanismo 
importante na formação de urina maximamente ácida. 
FISIOLOGIA RENAL 
Resumo \u2013 Alberto Galdino LoL 
 Quando ocorre secreção de íons H+ em quantidades superiores ao HCO3
 - apenas 
pequena parte desses íons pode ser excretada na forma iônica (pH mínimo da urina é de 
4,5 = [H+] 0,03 mEq/l). 
 Os íons H+ são excretados com os tampões no líquido tubular. 
Os tampões mais importantes são os tampões fosfato (HPO4
=e H2PO4 
-) e amônia. 
Sistema tampão fosfato transporta o excesso de íons H+ na urina e gera novo HCO3
-. Toda vez 
que H+ se ligar com um tampão diferente do HCO3
- o efeito final consiste na adição de novo 
HCO3
- ao sangue. 
 
Tampão amônia: O sistema tampão amônia (NH3) e o íon amônio (NH4) são os mais 
importantes do ponto de vista quantitativo (o fosfato é reabsorvido e apenas 30 a 40 mEq/dia 
são disponíveis para o tamponamento dos íons H+). 
 O íon amônio é sintetizado a partir da Glutamina (transportada ativamente para o 
interior das células epiteliais dos túbulos proximais, ramo ascendente espesso da alça de Henle 
e túbulos distais). 
 Cada molécula de Glutamina é metabolizada para formar dois íons amônio (NH4) e 
dois íons HCO3
-. 
 O NH4 é transportado por mecanismo de contratransporte em troca do Na
+ e o HCO3
- é 
reabsorvido pelo sangue - novo HCO3
-. 
 O aumento na concentração de H+ LEC estimula o metabolismo da Glutamina e, 
portanto aumenta a formação do NH4 e de novo HCO3
- para serem utilizados no 
tamponamento dos íons H+. 
 Os estímulos mais importantes para aumentar a secreção dos íons H+ pelos túbulos 
na acidose são: 
\uf0fc Aumento da pCO2 no LEC 
\uf0fc Aumento da concentração de H+ no LEC (pH baixo). 
 
\uf0e0QUANTIFICANDO A EXCREÇÃO RENAL 
 A excreção de Bicarbonato é calculada como débito urinário multiplicado pela 
concentração urinária de HCO3
-. Esse número indica quão rapidamente os rins estão 
removendo HCO3
- do sangue (que é o mesmo que acrescentar H+ ao sangue). Na alcalose, a 
perda de HCO3
- ajuda a retornar o pH do plasma ao normal. 
 A quantidade de novo HCO3
- acrescentada ao sangue, a qualquer momento, é igual à 
quantidade de H+ secretada restante no lúmen tubular com os