Fisiologia Renal
34 pág.

Fisiologia Renal


DisciplinaFisiologia I26.503 materiais221.824 seguidores
Pré-visualização11 páginas
Em estado estável, basicamente a concentração de 
proteínas e íons determina o deslocamento de 
água entre os compartimentos LIC e LEC. Ou seja, 
a água se desloca entre os compartimentos de 
acordo com a osmose. 
 
\uf0b7 LEC: formado pelo líquido intersticial e pelo plasma sanguíneo (parte não celular do 
sangue), sendo que ambos possuem composições iônicas similares, sendo que a 
diferença entre os dois está nas proteínas e nos íons totais, mais presente no plasma. 
Os íons Na+, Cl- e HCO3
- estão presentes nesse compartimento. 
 
\uf0b7 LIC: responsável por 2/3 do conteúdo total de água do organismo, o líquido 
intracelular corresponde ao líquido no interior celular. Os íons K+, PO4-3 e Mg+2 estão 
presentes nesse compartimento. 
 
Fluido Corporal: é a água (solvente) e os solutos dissolvidos nele. 
FIC (Fluido Intracelular): 64% 
FEC (Fluido Extracelular): 36% 
- A água vai para o lado que tem mais soluto. 
- Quem determina a solubilidade é o soluto. 
 
\uf0d8 Hipovolemia: Resulta na perda dos líquidos corporais e ocorre com maior rapidez 
quando associado à diminuição da ingesta de liquido. 
\uf0d8 Hipervolemia: Está relacionado à simples sobrecarga de liquido ou à função diminuída 
dos mecanismos homeostáticos responsáveis por regular o equilíbrio hídrico. 
Fatores que podem contribuir: insuficiências cardíaca e renal e cirrose do fígado. 
\uf0d8 Hiponatremia: é um transtorno de eletrólitos, transtorno dos sais presentes no sangue 
no qual a concentração de Sódio no plasma sanguíneo (nível sérico) é menor do que o 
normal, 135 mEq/l. 
\uf0d8 Hipernatremia: é um desequilíbrio na concentração de sódio no sangue, que se 
encontra em excesso, mais que 145 mEq/l. 
\uf0d8 Hipocalemia: Indica um déficit real nas reservas totais de potássio, < 3,5 mEq/l. 
Com o excesso de potássio a célula hiperpolariza, criando uma dificuldade para um 
novo potencial de ação, pode levar a insuficiência cardíaca. 
FISIOLOGIA RENAL 
Resumo \u2013 Alberto Galdino LoL 
\uf0d8 Hipercalemia: Concentração de potássio sérico maior que o normal, raramente ocorre 
nos pacientes com função renal normal. Volume maior que 5,0 mEq/l. Com a falta de 
potássio a célula tem uma dificuldade para repolarizar, causando fraqueza muscular e 
também problemas para o miocárdio. 
 
 
\uf0e0OSMOSE 
É o fluxo de água através da membrana semipermeável, devido a diferença de concentração 
de solutos. Essa concentração leva a uma diferença pressão osmótica e essa dessa pressão faz 
com que a água flua por osmose. 
PRESSÃO OSMOTICA: é a pressão necessária para impedir o fluxo de água pela membrana 
semipermeável. 
 Em outras palavras, a Osmose é o movimento da água segundo o gradiente de 
atividade da água, isto é, o fluxo osmótico da água ocorre dos locais de baixa concentração de 
partículas (alta concentração de água) para os locais de alta concentração de partículas (baixa 
concentração de água). É determinado pela área da membrana, pela permeabilidade à água e 
pela diferença da concentração da partícula impermeável. Em parte, a permeabilidade à água 
é determinada pelas aquaporinas, proteínas transmembranares desenhadas especificamente 
para a passagem da água. Este movimento osmótico de água através dos canais pode arrastar 
substâncias dissolvidas de um modo indiscriminado (\u201cSolvent drag\u201d). 
 
\uf0d8 Solução hipertônica: solução que está mais concentrada em soluto que o meio; 
\uf0d8 Solução hipotônica: solução que está menos concentrada em soluto que o meio; 
\uf0d8 Solução Isotônica: quando a concentração de soluto na célula e no meio são iguais. 
 
-Na solução hipotônica, a água se move para dentro da célula. 
-Na solução hipertônica, a água se move para fora da célula. 
-Íon osmoticamente ativo do FEC: Na+ // e no FIC: K+ 
 
 
 
 
FISIOLOGIA RENAL 
Resumo \u2013 Alberto Galdino LoL 
\uf0e0OSMOLARIDADE 
Habilidade do soluto em diminuir concentração da água. A concentração total de solutos no 
líquido extracelular (osmolaridade) é determinada pela quantidade de soluto dividida pelo 
volume de líquido extracelular. Assim, a concentração de sódio e a osmolaridade do líquido 
extracelular são em grande parte reguladas pela quantidade de água extracelular. 
 - Pressão osmótica, expressa com mOsm/kg H2O; 1 mOsm = 19,3 mmHg. 
 - Osmolaridade = soma da concentração molar de solutos, expressa como mOsm/L. 
Exemplo: NaCl 0,9% = 154 mmol/L NaCl = 154 + 154 = 308 mOsm/L, osmolaridade = 287 
mOsm/kg H2O. 
-Temos cerca de 290 mOsm. 
 
REGULAÇÃO DA OSMOLARIDADE 
Entrada=Saída 
Controle do balanço de água: 
\uf0d8 Controlado pela ingestão 
de líquido (sede) 
\uf0d8 Controlado pela excreção 
renal de água 
 
A osmolaridade - concentração de 
partículas osmoticamente ativas 
em uma solução (dependo do 
número de íons e da concentração 
molar do soluto). 
Osmolaridade normal do plasma 
varia entre 280 e 295 mOsm/l. A 
Osmolaridade do filtrado 
glomerular é igual a do plasma, sendo necessário diluir o filtrado para excretar o excesso de 
água e concentrar o filtrado para conservar água. 
 Como diluir o filtrado? Reabsorvendo solutos. No túbulo contorcido proximal (TCP) o 
líquido filtrado se mantém isosmótico em relação ao plasma, devido a igual reabsorção de 
solutos e água. 
 No Ramo descendente da alça de Henle (RAH), a água é reabsorvida por osmose, o 
líquido tubular atinge equilíbrio com o do interstício que é hipertônico (2 a 4 vezes a 
osmolaridade do líquido tubular original). 
 O ramo ascendente delgado reabsorve pouco NaCl, parte da uréia reabsorvida no 
ducto medular se difunde para o ramo ascendente, devolvendo uréia à medula (medula 
hiperosmótica) - ação do hormônio antidiurético (ADH). 
 No Ramo ascendente da alça de Henle, segmento espesso, ocorre reabsorção de Na+, 
K+ e Cl-, impermeável água, o líquido tubular fica mais diluído, com diminuição progressiva da 
osmolaridade até o túbulo contorcido distal (TCD) =100 mOsm/l. 
 O líquido que chega ao TCD é hiposmótico (1/3 da osmolaridade do plasma), com ou 
sem ADH. 
 Ocorre reabsorção adicional de NaCl nas porções iniciais e finais do TCD, ducto coletor 
cortical e medular. 
 Na ausência do ADH as porções finais do TCD e DC são impermeáveis à água, e a 
reabsorção adicional do soluto dilui ainda mais o líquido tubular (50 mOsm/l). 
 O rim humano pode produzir concentração máxima de urina 1200 a 1400 mOsm/l (4 a 
5 vezes a concentração do plasma) e mínima de 50 mOsm/l (1/6 do plasma). 
\u201cVolume obrigatório de urina: determinada pela capacidade máxima de concentração da urina 
e necessidade de excreção de solutos por dia. Ex: homem 70 Kg necessita excretar 
600mOsm/dia/ 1200 mOsm/l = 0,5 l/dia\u201d 
FISIOLOGIA RENAL 
Resumo \u2013 Alberto Galdino LoL 
-Mecanismo de Contracorrente- 
Fatores que contribuem para medula hiperosmolar 
(1200 a 1400 mOsm/l): 
1) Transporte ativo de íons Na+, co-transporte de íons K+ 
Cl- e outros íons para fora da alça de Henle segmento 
espesso para o interstício medular 
2) Transporte ativo de íons dos ductos coletores para o 
interstício medular 
3) Difusão passiva de uréia dos ductos coletores 
medulares internos para o interstício medular 4) Difusão 
de pequena quantidade de água dos ductos medulares 
para o interstício medular. 
Uréia - contribui para interstício medular hiperosmótico 
e para a formação de urina concentrada, com 40% da 
osmolaridade do interstício medular hiperosmótico. Tem 
reabsorção passiva a partir do túbulo (ducto coletor medular). 
 
 O fluxo sanguíneo medular é relativamente baixo quando comparado com o cortical. 
Os capilares medulares (vasa recta) originam-se das arteríolas eferentes dos nefrons 
justamedulares e dispõem-se em contracorrente: descem para a medula e ascendem em 
direcção ao córtex. Ao longo dos capilares descendentes o sangue fica progressivamente mais 
concentrado, uma vez que os vasa 
recta são altamente permeáveis à 
água e solutos. Nos ascendentes, o 
sangue torna-se progressivamente