Aula de Revisão para a AV1

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DisciplinaEducação e Economia Política720 materiais4.872 seguidores
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EDUCAÇÃO E ECONOMIA POLÍTICA
REVISÃO PARA A AV-1 
CURSO DE PEDAGOGIA \u2013 professora BEATRIZ PINHEIRO
Rio de Janeiro, 08 de setembro de 2011
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MODO DE PRODUÇÃO
As formações sociais e econômicas se caracterizam pelo modo como se desenvolve a produção. Para compreendê-las e ao seu processo de transformação, Marx formulou o conceito de modo de produção que corresponde à articulação entre as relações de produção e as forças produtivas.
Para produzir sua existência, os homens estabelecem relações entre si. São as chamadas relações sociais de produção, que variam em cada momento histórico.
As forças produtivas, também designadas por 'forças de produção', são constituídas pelos meios de produção - capitais, terras, matérias-primas, ferramentas e equipamentos -, pelos métodos e técnicas de utilização e pelos trabalhadores. Em articulação com as relações de produção, constituem o modo de produção, também designado por 'base' ou 'infraestrutura' da formação econômica e social.
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FORMAÇÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS PRÉ-CAPITALISTAS
Sociedade comunal
Formação asiática
Formação antiga - modo de produção escravista
Formação germânica - modo de produção feudal 
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O PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
A dinâmica social tem como fator desencadeador o desenvolvimento das forças produtivas. Numa linha contínua, os instrumentos técnicos e as faculdades que os homens lançam mão ao se apropriar da natureza e promover sua existência vão se desenvolvendo, constituindo o fator cumulativo do progresso. 
Até certo ponto desse processo, as forças produtivas permanecem em sintonia com as relações de produção. Com o tempo, as relações de produção se tornam um empecilho à continuidade do desenvolvimento das forças produtivas.
Essa transformação social evidentemente não é espontânea, pode ou não se dar, em função do que ocorrer no nível superestrutural. Os conflitos sociais surgem ao nível das relações de produção, mas se resolvem ao nível superestrutural. É no terreno da política que os homens resolvem as contradições surgidas na base da sociedade
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MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA : CONDIÇÕES PARA SUA CONSOLIDAÇÃO
1)Processo de acumulação de capital propiciado pela revolução comercial
2) Existência de trabalhadores livres para vender sua força de trabalho:
a) livres no sentido de \u201clibertos\u201d, desimpedidos para que possam participar de relações de troca sob uma aparência legal
b) livres no sentido de \u201cdespossuídos\u201d, destituídos de propriedade. Os trabalhadores sem a propriedade dos meios de produção e dos instrumentos de trabalho, perdem as condições objetivas de transformarem a natureza e produzir sua sobrevivência. Não lhes resta outra alternativa se não vender sua força de trabalho, em troca de um salário.
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A PASSAGEM DO MODO DE PRODUÇÃO FEUDAL PARA O MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA.
Na Idade Moderna, a burguesia era uma classe que tinha destaque econômico. Ela vinha representando um papel fundamental na economia dos Estados absolutistas, mas ainda se submetia e agia de acordo com as regras políticas do Antigo Regime.
Com a Revolução Industrial, o desenvolvimento das forças produtivas se expande e a burguesia se torna dominante na economia. Nesse momento, as relações sociais e a ordem política imposta pelo Antigo Regime começam a impedir e colocar barreiras ao desenvolvimento do capitalismo e à ascensão burguesa.
A burguesia então passa a lutar pelo fim do Estado Absolutista e pela conquista de uma nova estrutura política capaz de viabilizar a expansão de suas conquistas econômicas. A Revolução Francesa marca essa passagem e simboliza a conquista do poder burguês no plano político. Trata-se da construção de uma nova ordem jurídico-política que expressa os interesses da burguesia: os Estados Liberais. 
Para que essa conquista fosse possível, a burguesia buscou conquistar a direção moral e intelectual da sociedade, isto é a hegemonia social. Ela lidera e dirige a luta política, apoiada na difusão de novas idéias iluministas. As idéias iluministas constituem os fundamentos ideológicos que favorecem a direção do movimento revolucionário pela burguesia.
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MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA: CARACTERÍSTICAS
a)Se caracteriza pela presença de relações sociais de produção marcadas por uma cisão: de um lado os proprietários dos meios e instrumentos de produção e de outro os não-proprietários, que dispõem apenas da força de trabalho criadora de valor. Essa cisão delineia a presença de duas classes sociais fundamentais: a burguesia e a classe trabalhadora.
b) É um modo de produção mercantil, onde a produção se organiza não em função do valor de uso, da utilidade, do consumo dos bens para seus produtores, mas em função do valor de troca. É uma produção para a produção. Tudo o que é produzido, não tem utilidade para o capitalista, mas tem utilidade para os outros. Então tem que trocar de mãos no mercado.
No capitalismo, portanto, são produzidas mercadorias. Esta é uma economia de mercado, ou seja, a produção de mercadorias é predominante.
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A HISTÓRIA DAS RELAÇÕES CAPITAL TRABALHO
É a história da subordinação do trabalho ao capital
Cooperação simples
Manufatura
Maquinaria 
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PRIMEIRA ETAPA DO PROCESSO DE ACUMULAÇÃO CAPITALISTA
Etapa concorrencial \u2013 Estado liberal \u2013 Primeira revolução industrial \u2013 Adam Smith (até 1929)
Multiplicidade de produtores
Estado não interventor, visto como um árbitro neutro, que garante os direitos individuais
Ideologia liberal
Fontes de energia: carvão, vapor.
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ADAM SMITH E O LIBERALISMO ECONÔMICO
O liberalismo tinha como ponto central a livre iniciativa e a lei da oferta e da procura como meio de regulamentação do mercado. Adam Smith defendia a não intervenção do Estado na economia, acreditando que \u201ca mão invisível\u201d do mercado garantiria o equilíbrio da economia e a satisfação de todos: produtores e consumidores.
Enquanto o capitalismo concorrencial prosperava, de fato, a excessiva intervenção estatal era prejudicial ao processo de acumulação capitalista. O Estado Liberal correspondia, assim, à ordem jurídico-política compatível com as necessidades históricas da etapa concorrencial do processo de acumulação capitalista.
Neste contexto, a \u201cleitura\u201d da realidade econômica formulada por Smith mostrava-se pertinente e o liberalismo mostrava-se uma ideologia adequada à manutenção das relações de produção capitalistas. Até que a economia entra em crise...
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CRISE DE 29
Em primeiro lugar é preciso entender que as crises são inerentes ao capitalismo: são estruturais e ganham contornos conjunturais em cada momento histórico. 
Ocorre um processo de concentração do capital: a \u201cfalência da concorrência\u201d e a formação de grandes conglomerados industriais. A era da multiplicidade das pequenas empresas passa, os monopólios se fortalecem e passam a controlar a oferta das mercadorias. O preço das mercadorias sobe e o desemprego aumenta.
Esse processo (subconsumo, estocagem, baixa de preços, diminuição transitória da capacidade produtiva, desemprego) vinha gerando pequenas crises cíclicas, que historicamente foram encontrando soluções provisórias pelas guerras e pelo impulso do colonialismo, que abria novos mercados, aumentando a taxa de lucro.
Essas crises eram basicamente industriais, de superprodução, cíclicas e tendiam à internacionalização, isto é, abarcavam não apenas um país, mas o conjunto dos países capitalistas. A crise de 1929 foi a culminância deste processo. O mercado entra em colapso
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A SEGUNDA ETAPA DO PROCESSO DE ACUMULAÇÃO DO CAPITAL
Etapa monopolista \u2013 Estado de Bem estar social \u2013 Segunda revolução industrial \u2013 Keynes (até meados dos anos 70)
Monopólios e oligopólios
Estado interventor, visto como regulador da economia. Bem Estar Social
Ideologia liberal
Fontes de energia: petróleo
Maquinaria: base metal-mecânica. 
Fordismo 
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KEYNES
Para Keynes, o que determina a renda de uma nação é o fluxo de renda de mão para mão. É esse processo de transferência