Aula de Revisão para a AV1

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DisciplinaEducação e Economia Política721 materiais4.875 seguidores
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de renda de mão em mão que revitaliza a economia, que a aquece e torna próspera. Quando essa transferência diminui, a economia entre em crise.
Há ainda outra parte da renda que não vai fazer esse movimento de troca de mãos: a poupança. A poupança vai ser aplicada nos bancos e, assim, é colocada de volta no mercado através dos empréstimos dos bancos para os empresários, para a expansão da produção.
No momento de crise, a população não consegue poupar, ao contrário, ela gasta o que tinha guardado, e os empresários não investem na produção. A economia fica estagnada. 
Para Keynes, há somente uma saída para esta estagnação: a intervenção estatal. O Estado deve intervir e garantir investimentos (obras públicas, subsídios, incentivos) que possibilitem um novo caminhar econômico. A intervenção é necessária para diminuir o desemprego, incentivar a poupança e aumentar o nível de renda da população para que a mesma volte a consumir e com isso os empresários voltem a investir, reaquecendo a economia.
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O ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL
O Estado de Bem estar Social era um Estado planejador, regulador do processo de acumulação, articulador dos interesses conflitantes entre capital e trabalho. 
De um lado impede que os capitalistas ponham em risco o próprio sistema com sua ânsia por lucros. Nesse sentido intervem nos mercados, estabelecendo subsídios, preços mínimos, estoques reguladores. O Estado contribui para o processo de acumulação capitalista também quando constrói obras de infra-estrutura para diminuir os custos da circulação das mercadorias. O capital lucra mais.
De outro lado, o Estado de Bem-estar Social desenvolve uma política de pleno emprego e políticas sociais (tais como: saúde, habitação, educação, previdência social , etc) para que a classe trabalhadora tenha condições de consumir a produção fordista e garantir os lucros. 
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O PARADIGMA TAYLORISTA FORDISTA
CARACTERÍSTICAS 
a separação entre concepção e execução se intensifica
concepção \u2192 trabalho qualitativo \u2192 fora de linha produção
execução do trabalho \u2013 trabalho fragmentado e repetitivo \u2192 desqualificação operária
Controle e disciplina fabris \u2192 para eliminar a autonomia e o tempo ocioso.
lotes padronizados
consumo de massa
máquinas rígidas
velocidade e ritmo do trabalho estabelecidos pelas máquinas
mecanização - produção em larga escala tendo em vista ao consumo de massas
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OS ANOS DOURADOS
O padrão de desenvolvimento que marca os \u201canos dourados\u201d da economia, articula o um modelo de organização da produção (a maquinaria fordista) a uma forma específica de regulação estatal: o Estado de Bem-estar Social. 
O Estado de Bem-estar Social, durante os 30 anos após a segunda guerra mundial, garantiu que a produção em massa do fordismo pudesse ser consumida, mantendo elevados os níveis de lucratividade e, por conseguinte, o processo de acumulação capitalista. Com o desenvolvimento de políticas sociais e o acesso aos serviços públicos, \u201csobrava\u201d salário para que os trabalhadores pudessem consumir a produção em massa do fordismo. Assim, associa-se um modelo econômico a um modelo político. 
É o Estado de Bem-estar Social que regulava a economia e assegurava, com a política de pleno emprego e com o desenvolvimento de políticas sociais, que a produção em massa das fábricas fordistas pudessem ser consumidas, mantendo elevados os níveis de lucratividade e, por conseguinte, o processo de acumulação capitalista
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A CRISE DOS ANOS 70
A globalização e o domínio do capital financeiro predominam no mundo após os anos 70. O capital financeiro comanda o sistema. 
Deflagrada pelo esgotamento do bem-sucedido período de acumulação capitalista, essa crise inaugurou uma nova fase do capitalismo e determinou profundas transformações em todas as esferas da vida social.
Na avaliação do pensamento neoliberal, a obstrução das leis espontâneas dos mercados imposta pelo corporativismo e pela intervenção do Estado de Bem Estar Social seria a responsável pela inflação, pelo aumento do desemprego e pelo baixo crescimento econômico, fenômenos que começam a surgir na década de 70.
Para os neoliberais o Estado de bem-estar era anti-econômico, antiprodutivo, ineficaz e ineficiente. 
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O ESTADO NEOLIBERAL
Estado Mínimo, realiza cortes nas políticas sociais, como forma de manter o bem-estar social no âmbito privado da família e da comunidade. Desativa os mecanismos de negociação com os sindicatos e a flexibiliza os direitos adquiridos pelos trabalhadores, de modo a ampliar a competição, a concorrência e o individualismo, considerados pelos neoliberais como necessários ao crescimento econômico. Segundo o neoliberalismo, a economia só voltaria a crescer quando fossem abolidos os estímulos e as restrições impostas ao mercado. 
A cartilha neoliberal recomendava o combate aos mecanismos de intervenção estatal e defendia a eliminação das barreiras à livre movimentação de capital-dinheiro; a eliminação das políticas protecionistas às empresas, deixando os mercados de bens submetido à concorrência global; além da flexibilização das relações trabalhistas. Os neoliberais defendiam a reconstituição do mercado, da competição e do individualismo, justificando as mudanças realizadas no âmbito da política econômica e das políticas sociais. 
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A TERCEIRA ETAPA DO PROCESSO DE ACUMULAÇÃO CAPITALISTA
Globalização - Estado Neoliberal \u2013 terceira Revolução Industrial \u2013 Hayek (após os anos 70)
Globalização da economia
Estado mínimo. Corte nas políticas sociais: privatização, flexibilização e descentralização das políticas sociais
Ideologia neoliberal
Microeletrônica. Informática. 
Automação. Especialização Flexível. 
Toyotismo
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A REFORMA DO ESTADO 
Os governos centrais se tornam modelos do \u201cajustamento econômico\u201d indicados para os países periféricos na ordem capitalista mundial. O ajustamento econômico traduz-se, basicamente, na desregulamentação da economia, privatização das empresas estatais, reforma da aparelhagem estatal, redução com gastos sociais e supremacia do mercado. 
A reforma do Estado ocasiona o esvaziamento das funções públicas do Estado, levando-o a se retrair de seu papel social. O Estado passa, paulatinamente, a desregulamentar as políticas sociais, passando sua execução para o campo da sociedade civil
Passa a existir, entre o mercado e o Estado, um espaço ocupado pelas organizações não-governamentais (ONGs), que fazem a mediação entre coletivos de indivíduos organizados e as instituições do sistema governamental. É construída uma nova esfera entre o público e o privado, denominada público-não estatal, e surge uma ponte de articulação entre as duas esferas, dada pelas políticas de parcerias.
As políticas sociais passam a ser executadas de forma descentralizada, a serem focadas em públicos-alvo diferenciados, e assumirem um caráter privatista. Dessa forma, amplos setores da sociedade civil: ONGs, empresas e instituições filantrópicas, entre outras instituições ficam responsáveis pela execução dessas políticas
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O PARADIGMA FLEXÍVEL
As atividades produtivas passam por um processo de ajustamento, que envolve um redirecionamento das estratégias de mercado e produção. Assim, convive-se com o questionamento dos princípios fordistas de produção e com a introdução da produção flexível
Um dos principais elementos do novo paradigma industrial é a adoção de sistemas integrados de automação flexível. Verifica-se a realização de alterações na organização do processo industrial, com a redução dos níveis hierárquicos e a adoção de novos processos de planejamento e de pesquisa de produtos e mercados. A nova base técnica, assim, provoca um impacto na configuração dos processos de produção, orientando um novo paradigma produtivo, o paradigma da produção flexível, fundado na automação e na informatização, e caracterizado pela a) integração, a b) flexibilidade e a c) descentralização.
A introdução da programação do processo de automação e a substituição da eletromecânica pela eletrônica